segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Feliz ano novo!

Em tempos de grandes decisões e promessas
Decido parar de prometer.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Eu, particularmente, acho o português uma língua bonita. Algumas palavras, em especial, são sensacionais. Sensacional, aliás, é uma boa palavra.

Flôr (com o meu R), eu gosto. No plural, se não for pedir demais. Flores! Há flores em tudo que eu vejo.
Paixão! Paixão tem a força que merece, tem o x de poucas. Se eu fosse você, falaria alto agora. Não muito, só um tantinho a mais que o volume do pensamento. Vai! Paixão!
Se repetir por algumas vezes é capaz de suspirar lá pela terceira. Até sorrir... Paixão sorrindo perde a força, mas ganha encanto.
Encanto eu adoro! Gosto de estar encantada por alguma coisa. E dizer: Ai, eu tô encantada. Me encanto (e aí permitam-se o pronome antes do verbo) por cantores/compositores quando os "descubro". Me encanto por letras de música, quando um dia, por acaso, presto atenção nas palavras. Preciso dizer que me encanto com poesia? Me encanto com as pessoas, de uma forma geral. Se encantar por uma pessoa e descobrir, como se ninguém estivesse percebendo além de você, o quanto ela é capaz de fazer coisas lindas. Tem palavra melhor pra descrever esse sentimento de surpresa, de entusiasmo... do que encanto?

Tem um poema que me encanta. É meio sonoro. Leia alto, naquele mesmo volume de antes, por favor.
"Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-se como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude."

Perdão, mas passeio, passeio e termino no conforto dos sonetos.
Gosto do som do T. Como em Amo-te. O primeiro verso me faz lembram minha professora de flauta quando imitava o estacato.

Felicidade, saudade, eternidade... Não sei, não gosto. São mornas. Sem tês, sem xis...

Verso, riso, aberto, chaga, dor, entranha, claro, PQP (fora da forma abreviada), veredas, alegria, colírio, criatura...

E porque a vida precisa ter trilha sonora...
Gatas Extraordiárias, Vá morar com o diabo e Top Top. Todas na voz de Cássia Eller.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Salve!

Propaganda política obrigatória me irrita.
Essas três palavras juntas, na ordem crescente de perda do meu respeito. Propaganda, política, obrigatória.
Ano sim, ano não (Sim! Porque começam um ano antes do ano eleitoral). O ano do direito obrigatório de votar.

Não sei você, mas eu olho a tv e não acredito. São as mesmas caras, os mesmos ternos. As mesmas frases de efeito! Afinal, sempre tem alguém fazendo 16 anos e que ainda tem fé.

No fundo é isso, é preciso ter fé. É preciso votar e ter fé de que o poder não vai fazer tanto efeito assim naquelas cabecinhas...
É bom escolher um critério de voto e ser condizente com ele. Meu critério número 1? A cara! Sim, a cara. Não é exato! Muito menos prevê o futuro. Mas é um excelente primeiro critério.
Façamos um exercício rápido. Eu nunca votaria em Don Corlleo... ops! Antônio Carlos Magalhães (que alguém o tenha). De acordo com o primeiro critério, ele já estaria excluido. Certo?
É como nO Retrato de Dorian Gray. Vi o filme há alguns anos... Os "crimes" que cometemos, no geral, nos deixam com a cara deles. Se não se tem um retrato pra direcionar tudo o que é mazela, assumimos no próprio corpo. E porque a vida é justa, assumimos na cara.
Em tempos de quadrilha de partidos, eu parto do princípio de que existe um grupo só, separado entre "a máquina" e "a oposição". E fico com meu primeiro critério.

Nesse momento de irritação, eis que surge no JN a mais antiga fábrica de bandeiras (do Brasil) do Brasil. As encomendas aumentaram nos últimos meses, diz o dono.
Salve lindo pendão da esperança. (era pra se cantar hoje)
Não canto porque não sei.
Não canto porque P.P.O. me irrita.

Oh pátria amada!
Teus filhos já fugiram à luta...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Soja 10 x Marina 2

Um pequeno intervalo para narrar os fatos.

Choveu! Não recebi a dose de abdominais que esperava e isso me deixou com fome.
Vi várias partes de várias novelas. Vi o trecho do jornal que falou do apagão. (Aliás, companheiro que é companheiro faz assim... Fala do outro que prometeu o apagão e, quando tem a oportunidade, vai lá e faz. Apaga!)
Nesse meio tempo tentava resolver o problema da soja em grão brasileira destinada à exportação (isso se chama recorte).
Até o momento, o "Sxportxi" tacou dois no Palmeiras. Simples assim. Rápido e indolor.
Comi um amendoim de cada cor, duas unidades de waffers Triunfo (o que não recomendo), meio copo de uma mistura de frutas vermelhas com soja.
Gostaria de tornar público que a mistura de soja com frutas vermelhas e waffers Triunfo podem ser considerados uma versão menos burguesa do Mentos e Coca-Cola.
Água. Chega de inovação. Melhor voltar a garrafa d`água.

Fim do intervalo.
Mas fica o registro:
2 no Palmeiras é fácil. Quero ver é resolver o problema da soja em grão brasileira destinada à exportação.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu queria ser constante.
De humor e sentimentos.
Respirar no intervalo de uma oitava.
Em qualquer tom.
De noite ou de dia.

Bom... Faz parte. É do ser humano.

Enfim.
Como eu ia dizendo.
Queria ser uma samambaia.
...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Escrevo.
Aqui e na dissertação.
Preciso escrever na dissertação.
Ouvir música me faz querer escrever aqui.

É num dia assim... feriado, sol... que o mar me faz falta. Continuo muitíssimo mal acostumada e achando que o mar está a 15 minutos daqui. Muito provavelmente, se estivesse de fato, eu não iria. Mas não iria por escolha, não porque não estar.
Em dias como hoje, o mar deveria estar lá. É isso que eu quero dizer.

É engraçado como observar o mar provoca reações diferente nas pessoas. A impressão que eu tenho, no entanto, é que em algum momento todas essas pessoas passam por um sentimento comum. Eu arriscaria dizer que todas suspiram. Em algum momento da contemplação, suspiram. E sentem saudade. Olhar pro mar dá uma saudade enorme de qualquer coisa. Se Drummond tivesse feito o Poema das Sete Faces assim:

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse mar
botam a gente comovido como o diabo.

seria exatamente isso que eu colocaria aqui pra me fazer entender.

Diante do mar, de dia, mas principalmente à noite, todo mundo é poeta. Basta sentar-se confortavelmente da areia, arriscar um castelinho sem jeito, levantar a vista pro azul de vez em quando e ter um sentimento gasoso no coração. Desses que preenchem, expandem o pobre órgão e porque o fazem crescer, sufocam. Basta isso, eis um verso!

Alguns poucos lembram de Capitu e seus olhos de ressaca. Um percentual desse grupo fica se perguntando: O que é ressaca mesmo? Capitu, ressaca, Bentinho que se dane... como é bonito, não!?


O mar tá tão longe
A vida real tão perto.
E a verdade é que o conhaque tem seu charme.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Venenos lentos, bebidas amargas, drogas poderosas, idéias insanas, pensamentos complexos e delírios loucos.

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Claro que foi ela.
Clarice!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Que me perdoem os pianos, mas guitarras são fundamentais.

Sim, fui lá e cliquei que queria fazer umaa nova postagem.
Aliás, clicar que quer alguma coisa é bom, né?

Anyways...
Gripei!
Sabe o que é pior que tá só? Tá só e gripada.
Eu quero minha mãããe!!! Pronto, falei.
Quero saúde e rock n' roll.

Mas nem tudo está perdido.
Não é porque eu estou gripada que o youtube deixou de funcionar...
Não é porque eu estou gripada que meus mp3 dos amigos Beatles deixaram de funcionar.
Aliás, um viva a George Harrison! Sim, here comes the sun.
Tem a tv, a música, o devaneio.

Hoje o professor falou que eu deveria correr 15km pra curar dessa gripe. Será?? Bom, ele sabe bem mais que eu... Não sei se sobre gripe, mas sabe.

Someday, somehow... I'll get over it.

Eu queria ir num show. Desses de música, de uma puta banda. Queria ir no show do Led Zeppelin. Ai que saco esse povo que morre, né?
Por falar nisso, já começo a ver a luz.

Ah nããão, começou a novela das 9h.
Tem dias que eu fico, pensando na vida
E sinceramente, não vejo saída
kkkkkkkkkk
Ai, agora me deu um frouxo (como diz minhã mãe). Tudo a ver, né?

You!!!
Could you just hold my hand??
:)
Thanks.

Se não ficar boa até amanhã, 15km it is.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eu ando em frente pra sentir saudade

http://www.youtube.com/watch?v=Tn6mLooeWnw&NR=1
Simples assim.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Não. Só encosta...

Se bates à porta,

Diga a que veio.

Não estou mais aberto.

Nem eu, nem meus braços.

...

Entra! Senta-te então.

Já que insistes...

Então, que me contas?

Tu que já viste o mundo

Suas paixões e chagas

Porque bates à minha calma?

Ah! Claro.

Um verso...

Só queres um verso.


-Fecho?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

À folha

Vem, me dá tua mão.

Segura! Não se tem a vida inteira.

Apressa o passo, dá dois por vez.

Pra quê a pressa?

Vê? É uma folha em branco.

Não sei em você

Mas em mim...

Primeiro lhe dou um sorriso sem dente

O coração bate alto, vou escrever, nem tente

Impedir-me de lhe fazer a declaração do maior amor do mundo.

domingo, 18 de outubro de 2009

Ai ai, sônia...

No geral durmo bastante, até mais do que deveria. Por essa razão, eu penso, vez por outra a sônia acha de me fazer companhia.

Vi tv por mais tempo hoje e pela primeira vez assisti Norma. É o programa novo da Denise Fraga. Gosto dela, gostei do programa.

Comi um pedaço do bolo de cenoura (tinha escrito na etiqueta, mas definitivamente não há cenoura naquele bolo) que uma amiga que precisou pousar aqui por uma noite trouxe a título de gentileza. Foi o último pedaço do dito bolo de cenoura que dei o cabimento de comer. Não serei mais motivo de chacota para um bolo que nem sabe do que é.

Tomei um banho quente buscando um q de preguiça, mas não rolou.

Sempre leio antes de dormir. Vou pra cama meia hora antes da hora que quero domir pra poder ler um pouco do livro do momento.

É preciso que se explique um detalhe antes de prosseguir com a conversa...
Entre um livro e outro faço um intervalo indefinido, apesar de ter sempre um estoque de segurança dos livros que deverei ler em seguida, de dias em que me dedico às palavras cruzadas. Geralmente faço nível difícil, mas com banco. Não abro mão do banco. Faço todas as diretas, cedi até às silábicas ultimamente, mas nunca, jamais a diagonal.
Que fique claro que este intervalo é de real importância. Por duas vezes tentei começar um livro na noite seguinte em que terminei o anterior. Leio por alguns poucos dias sem entusiasmo e logo desisto. É como se eu precisasse me desapegar dos que se foram para conhecer novas pessoas, novos pensamentos.

Bom, ontem acabei as palavras cruzadas que tinha disponível e hoje me pareceu uma boa noite para começar O Nome da Rosa. Faz parte do projeto "Marina, vamos, preencha suas lacunas!" (título ainda provisório). É meu primeiro do Umberto Eco. Isso porque O Baudolino se perdeu em alguma estante lá por casa (a casa mais perto da Linha do Equador, eu falo).

Li, parei e religuei o computador. Resolvi dar uma olhada nos preços dos dvds de filmes e shows que também fazem parte do projeto anteriormente citado e de repente me lembrei de que precisava comprar um Resta 1. Meu Resta 1 deve ter se perdido com O Baudolino... Custa 3,90 no americanas.com com mais 2,50 de frete. Que lástima, o submarino não tem pra eu poder comparar o preço... Acho que vou comprar numa loja física mesmo, assim escolho a cor.

De Álvaro de Campos

Insônia

Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.

Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite
— Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!

Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!

continua...


Se existisse Resta 3 eu compraria. É tão melhor ganhar...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Quem dera fossem meus.


De Mário Quintana.


Se eu fosse um padre

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Diversão!

Recentemente ganhei um dvd sobre os Titãs. Uma coletânea de vídeos feita por Branco Melo ao longo dos anos de banda. Chama "A vida até parece uma festa". Assisti dia desses.

Tenho um amigo que gosta de me provocar dizendo que não pode existir uma banda de rock com 7 pessoas e um peso morto (Branco Melo). Definitivamente ele precisa ver esse vídeo : )

É engraçado ver como mudaram de penteado ao longo dos anos. Nos anos que eu não os conhecia ainda, ou porque não estava por aqui ou porque Xuxa me parecia muito mais interessante, tinham penteados bem engraçados. E como eram feios, meu deus!

( ) para um comentário
Semana passada eu estava fazendo as unhas num salão e ouvi uma mulher falando uma frase que eu já conhecia, mas que tinha me esquecido. Ela disse assim: Não existe gente feia, existe gente lisa! Acho graça dessa frase e evito dizer que bem que acredito nela. Mas voltando...

As músicas que eu mais gosto estão lá. Algumas lacunas, como não poderia deixar de ser, mas a maior parte está lá. Algumas, assim como a frase da mulher no salão, eu tinha me esquecido. Jesus não tem dentes no país dos banguelas é uma delas. Nome aos bois... Ainda continuo sem saber quem são alguns deles. Bichos escrotos eu acho sensacional. hahahaha Na verdade sempre acho graça em lembrar como adorava (será que ainda adoro? putz) encher a boa pra dizer "vão se fuder!" Sem noção o efeito que isso pode provocar. Num show então! Ai que horror!!! hahahaha

Não lembrava de quando Arnaldo Antunes saiu da banda.
Lembro de quando Marcelo Fromer morreu, mas não lembrava que o Arnaldo Antunes estava lá, como um Titã, quando Branco Melo leu a carta oficial. Lembro que cantaram quando o caixão desceu.
Achei bonito o que Tony Beloto falou, sobre como a morte do Marcelo tinha quebrado um pouco o espírito de Peter Pan que as bandas de rock costumam ter.
Lembro quando Nando Reis saiu da banda. Lembro que disse ao meu amigo que agora Branco Melo tocava baixo. Ele riu apenas...
"Nando Reis e Os Infernais" me pareceu sonoro.

Devo adimitir que não simpatizo com os últimos discos.


Com licença...

Oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo
Vão se fuder!!!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Seis empadas... divididas por duas andorinhas...

Foi o que Tistu respondeu ao seu professor. Por causa disso, o professor escreveu ao Sr. Papai: Prezado senhor, o seu filho não é como todo mundo.

Em homenagem ao dia das crianças, eu li "O menino do dedo verde".

Ganhei o livro no meu último aniversário, em agosto, com uma linda dedicatória. Alguém, sabendo que eu vivia para preencher lacunas na minha vida, achou que essa era uma lacuna muito grande.
Só resolvi preencher neste final de semana, véspera do dia das crianças.

O livro conta a estória de Tistu, o menino do dedo verde. Foi escrito por Maurice Druon, em 1957.
Pasme! Eu li a 86 edição. Adorei isso. : )

Li na internet que esse foi o único livro infantil do Maurice Druon. Uma lástima, se me permite.

O livro é fofo. Tem aquela coisa de achar graça das atitudes das pessoas grandes. Meio O Pequeno Príncipe. (parece que é coisa de francês...)
Os capítulos tem títulos engraçados. Eles contam o que vai acontecer, mas sem contar o que acontece.
Capítulo 18: No qual algumas pessoas grandes acabam renunciando às suas idéias estabelecidas

Começa assim...

Tistu é um nome esquisito, que a gente não acha em calendário algum, nem do nosso país nem dos outros. Não existe um São Tistu.
Mas havia, no entanto, um menino a quem todos chamavam Tistu... E é preciso explicá-lo.Um dia, mal acabava de nascer e parecia um grande pão no bercinho de vime, fora levado à igreja para ser batizado. Um padrinho de chapéu preto e uma madrinha de mangas compridas declararam ao padre que ele se chamava João Batista.
Nesse dia, como quase todos os bebês em idênticas circunstâncias, o coitadinho protestou, gritou, ficou vermelho de chorar. Mas as pessoas grandes, que não compreendem os protestos dos recém-nascidos e teimam em sustentar suas ideias pré-fabricadas, garantiram com a maior firmeza que o menino se chamava mesmo João Batista.
Mas em seguida, mal a madrinha de manga comprida e o padrinho de chapéu preto o recolocaram no berço, deu-se um fato curioso: as pessoas grandes já não conseguiam pronunciar o nome que lhe haviam dado, e puseram-se a chamá-lo de Tistu.O fato, aliás, não é tão raro assim. Quantos meninos e meninas foram registrados no tabelião ou na igreja com os nomes de José, Maria ou Antônio, e só são chamados de Juca, Cotinha ou Tonico!

Vou ficando por aqui.
Quer dizer... Não sem antes dizer que o pônei de Tistu se chama Ginástico!
Agora sim.
Tchau!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=ZiT_YHvUThw&feature=related

Aconteceu um evento com meu irmão que me fez lembrar disso...

Esse link é de um vídeo que eu vi há alguns anos, mas que ainda me emociona. E acho que vai sempre emocionar. Revejo de tempos em tempos, porque é preciso ter paixão pela vida.

É preciso ver aqueles rostos todos parecidos, sem maquiagem. Aquela saia parecendo arco-íris, as roupas pouco passadas. É preciso ver o copo de whisky de Vinícius, ver/ouvir o violão de Toquinho.
É preciso ter paixão pela vida!

Tenho sempre saudade dos tempos que não vivi. E hoje vivo uma vida tão boa...
Disse há um ano a um professor meu, indignada porque não conseguia entender um determinado assunto: Eu sou uma pessoa sem problemas. Tenho zero problemas na minha vida. Se eu não estou entendendo, só pode ser por falta de capacidade mesmo. Então não tem jeito.
Ele só riu. (E sim, falei com sotaque. Há um ano o sotaque era muito maior que eu.)
Lá dentro de mim eu queria ter um problema sério, pra me desculpar por não ter compreendido e pra ter ainda mais paixão pela vida.

Penso que em 1970 a vida não era exatamente boa. Não sei, na verdade. É difícil mensurar essas coisas. O fato é que dentro da saudade que eu tenho desse tempo que não vivi, está a vontade imensa de ter visto a saia, o copo de whisky, os violões...

Já falei que amizade me emociona? Gosto de filmes baseados em grandes amizades (estou num momento imagens, como é possivel perceber). Penso que em 1970, quando a vida não era exatamente boa, a amizades faziam a diferença. Os amigos de violão, os amigos de whisky, os amigos da poesia, os amigos que não te delatavam "nem sob tortura" (num tempo em que a expressão fazia sentido).
Na saudade do tempo que eu não vivi está também a vontade de ter amigos assim. Até acho que tenho. Tenho grandes e bons amigos. A questão é que a vida boa nos impede de "provar" as amizades. São poucas as chances que eu tenho pra dizer o quanto os amo.

Ontem à noite fui a casa de uma amiga encontrar com várias outras. Uma delas está na minha vida há 18 anos (agora que fiz as contas pra escrever também me assustei). Não sei se ela sabe o que eu seria capaz de fazer por ela...

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles."

O texto continua lindamente...

E não. Eu não os delatarei.

sábado, 3 de outubro de 2009

Hoje à noite eu gostaria de me permitir e escrever sobre amor. Não sei se o tema seria exatamente esse, na verdade. Algumas coisas têm passado na minha cabeça de tempos em tempos e, como de costume, quis escrever sobre. Num limite, é por isso que esse blog existe.

O início dos meus pensamentos está em Vinícius de Moraes. Acabo me repetindo quando falo nele, mas como disse no início, hoje estou me permitindo, sem censura.
Como ia dizendo, meus pensamentos partem dele por vários motivos. Em especial porque desde que soube que ele tinha se casado 8 vezes fiquei intrigada. Fiquei meio decepcionada, pra ser mais sincera. Quando li o Soneto de Fidelidade pela primeira vez, na prova de seleção para entrar no colégio em que eu fiz o ensino médio, achei que Vinícius tinha amado muito, mas que tinha se dedicado a estar com uma única mulher a vida inteira. Engraçado que naquela época eu errei a questão porque não sabia que sonetos eram feitos de versos decassílabos : )... Logo eu!! Mas também eu tinha 14 anos e provavelmente decassílabos eram “certinhos” demais pra mim. E engraçado também porque achei isso apesar do final do poema (mas que seja infinito enquanto dure). Parece que preferi ignorar o final, no auge dos meus 14 anos, chegando ao auge da minha fé na humanidade.
Não vou me lembrar quando nem onde, mas ouvi alguém falando que Vinícius se casou 8 vezes porque não suportava não estar apaixonado. Escutei/li isso bem além dos meus 14 anos e fez sentido pra mim. É difícil não estar apaixonado, pensei por um instante. É difícil não estar apaixonado, penso nisso agora. Não é exatamente difícil, difícil não é a palavra. Triste muito menos!! Seria: É tão melhor quando se está apaixonado. É, talvez seja isso.

Voltando ao assunto cinema, hoje assisti Juno pela xxx vez. É um filme meio adolescente. Gosto do título (pouco criativo, mas gosto), da capa do dvd, da trilha sonora principalmente e do jeito que Ellen Page fala (dos diálogos, sendo mais específica). É bobo, mas eu gostei do final. Não imaginei que seria daquele jeito. E me emocionou na primeira vez que vi. Ah, sou mulher, como outra qualquer. Estou na maioria que se emociona quando o assunto é filho, família...
O filme tem uma cena em que Juno conversa com o pai dela sobre a possibilidade de duas pessoas permanecerem juntas e felizes pela vida inteira. O pai dela diz que não é fácil, mas que acha que é possível sim. Fala várias coisas bem comuns de se ouvir e por fim diz algo como: Existe uma pessoa que acha que the sun brights on you. E é essa a pessoa que você deve escolher. A pessoa que acha que o sol brilha em você : )

Eu penso em como é bom e emocionante se apaixonar (falo do processo), mas como é bonita a cumplicidade que só o tempo, incluindo o processo, pode promover. Chega a ser injusto como nós queremos, nem que seja por um dia, exatamente o que não temos. Vinícius passou a vida inteira evitando o tédio do amor e Juno, no auge dos seus 16 anos, só queria isso. Vinícius chegou ao fim da vida cansado, eu acho...

Não tenho conclusões a respeito disso.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lemon Tree foi o último filme que assisti. Gostei do nome, mais ainda da capa do dvd. Sim, gosto de títulos e capas. Dificilmente leio o resumo que vem atrás.
Lemon Tree não é exatamente um bom filme. O filme gira em torno de uma palestina, seu pomar de pés de limão e seu vizinho, o misistro da defesa de Israel.

Gosto de filmes. Muito!
Já disse/escrevi uma vez. Gosto dos que me tocam nas duas horas que lhes cabem. O rosto de Salma foi o que me tocou em Lemon Tree. Decoro algumas frases e não pretendo ter um gênero preferido.

Vejo várias vezes vários deles.

Vi Forrest Gump algumas vezes e gosto de várias partes. Gosto quando Forrest pergunta mais ou menos assim: Is he smart, Jenny? Como se ele não quisesse, do fundo do coração, que o menino fosse "bobo" como ele foi a vida inteira.
Jenny foi o nome que ele deu ao barco de pescar camarão. Gosto quando ele diz que era o único nome que poderia pôr... Gosto de nomes de barco, geralmente tem histórias assim por trás. Gosto de pensar que cada nome de barco tem uma bela história por trás.
Gosto como não consigo ter sentimentos ruins em relação à Jenny, porque Forrest nunca os teve.
Forrest está naquele limite que eu falei há algum tempo, no grupo dos que pensam somente nos outros, achando que estão pensando nele também.

Vi 12 homens e uma sentença algumas vezes também. O remake já é antigo. O original eu nem sei de que ano é. Meu pai fez faculdade de direito quando eu tinha uns 11 anos e lembro que esse filme fazia parte de uma disciplina que envolvia a compreensão da ética e outras coisas. Putz, que filme!! Pensei na época... Outro dia minha amiga falou que tinha o filme no computador e me passou a cópia. Fui uma pessoa feliz naquele dia e já assisti duas vezes desde então.
Quando eu tinha 11 anos queria ser promotora de justiça.

O Poderoso Chefão I, II e III. Os meus atores preferidos estão lá. Quase todos, na verdade. Lembro que nas primeiras vezes que tentei assistir o primeiro, que passou na tv tarde da noite, sempre adormecia depois que Don Corleone voltava pra casa (do hospital) e tinha certeza que o filme estava perto do fim. : )

O documentário sobre Vinícius. Noel, o poeta da vila. Lindos, lindos. O primeiro vi algumas vezes. O segundo só uma.

Vi Zuzu Angel há alguns anos e devo confessar que não me interessei pela história. Fiquei interessadíssima na história de Elke Maravilha, mas li pouco sobre ela até hoje.

Gosto de ler o livro e ver o filme depois. As caras nunca são como eu visualizo. Li o Caçador de Pipas e não quis ver o filme. Achei o livro de tão mal gosto que imaginei que o filme não valeria a pena. Forrest mais uma vez seria melhor.

O post de hoje é meio vago. Só queria contar um pouco sobre como gosto de cinema. Tantos outros filmes eu já poderia ter visto se não tivesse mania de repetir os que gosto tanto... : )

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Dr Phil fez 55 (tinha no email)

Tenho uma tia que mora em São Paulo e gosta de enviar emails. Ela faz parte daquele conjunto de pessoas reféns do .pps.
Ele costuma me encaminhar seus emails e, vez por outra, pergunta se eu li. Todo mundo tem alguém assim na vida, né? Minha mãe quase entrou neste caminho sem volta, mas eu consegui ser rápida pra dizer: Não, mainha, pelo amor de deus, tenha fé! Ninguém merece .pps. Vários, todos os dias... (Sim, com sotaque. Nesses momentos o sotaque fala mais alto)

Eis que recebo dois .pps da minha tia ontem à noite. Esperei até hoje de manhã pra abrir, pois não sabia quanto tempo ia tomar. Abri o primeiro de manhã cedo e me pareceu legal. Não era .pps na verdade. Era um link para um nova biblioteca digital.
Meu tempo acabou, tinha horário na manicure.
Abri o outro ainda agora. ha! Era não só um .pps como um teste do Dr. Phil. Eu mereço, não mereço? Quem manda ser malcriada... Fiz o teste. Tentei ser rápida, pra me parecer indolor. O email vinha com meu nome, não era um encaminhamento genérico. Isso implica uma resposta com a minha pontuação. Ai que triste!
Fiz 41 pontos. Limite inferior de uma das categorias. Só no final descobri pra que servia o teste. Ele diz como as pessoas me veem. E ora mas vejam só como as pessoas me veem...

As pessoas me veem como uma pessoa alegre, animada, charmosa, divertida, prática e sempre interessante. Eu estou constantemente no centro das atenções, mas tenho equilibrio suficiente pra não deixar isso me subir a cabeça. Sou amável, compreensível e sempre sou vista como alguém que anima todo mundo e está sempre disposta a ajudar.

Fiquei em dúvida se sou Bozo ou Madre Tereza...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Eu não me atreveria

Já falei que gosto de títulos?
Sou apaixonada por eles. Não sou boa em dar títulos, pelo menos não quanto eu gostaria, por isso não me atrevo muito.
Fico tão decepcionada quando ouço uma puta música e me deparo com um título que nada mais é do que a primeira frase do refrão. Preguiça mortal, eu acho. Quem é capaz de escrever AQUELA letra, eu penso, só precisaria de mais alguns minutos de dedicação (ou 1 segundo de inspiração) pra me sair com um título melhor. Que decepção!!
Eu gosto dos títulos que Vinícius dá aos sonetos. Tá, tudo bem, até ele tem seus momentos de preguiça.
Tem um poema que diz assim:

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! Uma cadela
Talvez... Mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!

Tive impressões erradas a respeito desses versos. Li o título e os dei uma segunda chance. Chama Soneto de Devoção. Não achei que esse homem tivesse devoção por essa mulher.

Hakuna matata!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Costumo ter reações "engraçadas" em relação à beleza das pessoas. Sim! A mim se aplica a frase "Quem ama o feio, bonito lhe parece". Tenho uma amiga que fala de um jeito engraçado que consegue separar perfeitamente uma pessoa feia de uma pessoa legal! : )
Eu geralmente acho as pessoas bonitas. As mais bonitas são aquelas que não sabem o quanto são bonitas, se vestem de maneira simples e encantam com gestos. São charmosas por vida.

Sabe a Leda Nagle?
Gosto tanto dela.
Conheci Vander Lee no programa dela e ela parecia que já o conhecia há bem mais tempo. Tive a impressão de que ele já tinha ido ao programa antes, pela conversa.

Mas como gostei dele... É mineiro. Fala baixo, devagar e com aquele sotaque. É feio por fora. Feinho, que nem o charme que um violão pode dar ajudou. Mas deve ser lindo por dentro... Como eu gosto das coisas que ele escreve. Como eu gosto das rimas, das palavras que ninguém costuma usar em letras músicas.
Também não acho que ele canta bem. Como eu já disse, pouco me importa quem desafina. Não que eu acho que ele desafina, porque eu não acho. Só sua voz que não me agrada de todo.
No programa, cantava baixinho, tocava o violão, tinha os ombros meio curvados e o maior amor do mundo dentro de si.
Ele canta Passional com Zeca Baleiro. Superlegal!! E nem gosto muito do Zeca Baleiro...

Feios de fora e lindos de dentro...

Hoje o dia começou bonito, foi ficando feio. Não corri à noite, chovia. Também não me olhei no espelho... Tenho o maior amor do mundo dentro de mim.

sábado, 19 de setembro de 2009

Eis que o dia amanheceu cinza novamente. Não é justo! Que fique claro que não acho justo.

Acordei relativamente cedo. Pus a roupa pra lavar, mas não tirei a que estava seca. Troquei de roupa, lavei o rosto e fui lavar a louça de ontem à noite. - começou a chover... -
Esquentei uma caneca de leite e fiz um capuccino. A vida não seria a mesma sem café!
Xuxa tá na tv. Que triste, né?
Respondi alguns emails que deixei de responder ontem. Entrei nos sites que costumo entrar diariamente. Troquei algumas palavra com um colega que tá voltando pra casa.
Nesse meio tempo tirei as roupas que estavam secas e estendi as molhadas.

Tô me sentindo meio esquisita. Saudade gigante de alguns sentimentos que eu nem percebi que tinham ido embora. Não sei nem se foram, na verdade.
Não tô me sentindo triste. Tristeza é muito genérica, às vezes. (Skank tá na tv. Eu gosto deles...) Tô sentindo aquilo que dá vontade de pôr a mão no peito e arrastá-la até o pescoço, acompanhada de um suspiro que parece de saudade.
Sabe o que eu queria agora? Um abraço! Gosto da propaganda da Malwee : ) Gostosa como um abraço. Gosto de cumprimentar as pessoas com um abraço.
Tudo que eu queria agora era um abraço.
Vou tomar banho, pôr uma roupa bonita, minha sandália amarela e sair pra abraçar alguém.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dezessete

Ontem eu lembrei do ano que fiz 17 anos. Não tenho um adjetivo pra ele. Sei que adjetivos facilitam a nossa vida, mas foi mal, de fato não tenho. Tinha um cd do Engenheiros do Hawai, chamado 10001 destinos que acabou virando a trilha sonora desse ano. Até hoje, quando ouço uma música ou outra (sim, o cd está no meu mp3 p.) lembro de como dormia ouvindo essas músicas. Gostava das letras e das versões que foram dadas a várias músicas antigas. Refletia sobre essas músicas, escrevia sobre elas.
Foi o ano que virei noites sem sono, cheia de pensamentos.
Passava dias mascando chiclete. Emagreci, perdi cabelo, mas não tive gastrite. Nesse ano só li os livros para o vestibular. Li Marília de Dirceu e adorei. Não adoro mais, no entanto. Li outras coisas que não me lembro e acho que fui bem na prova de literatura.

Nesse ano, indo às várias missas que o meu colégio promovia, encarei o fato de que nunca ia entender o "amor de Cristo" e muito menos aquela estória de "próximo". Achava isso tudo muito difícil, mas nunca tinha tomado nenhuma atitude. Minhas opiniões sobre a igreja ficam para próxima. Combinado?
Sabe o que me fez lembrar desse ano? Vou transcrever aqui.

Que seja dita a verdade que o angustia
Que cada lágrima escorra legendada
Que o grito não necessite de tradução simultânea
Que exploda a dor fuzilada
Que dilacerem os sonhos dementes
Que não julguem a fé involuntária
Que não se faça pó tudo o que sente
Que não transforme a história em vaga lembrança

Faltam algumas frases, não consegui lembrar de todas. Eu tinha 17 anos, talvez nem completos ainda, mas algumas dessas frases, eu lembro, são fruto de perguntas que ecoavam na minha cabeça. Eu ficava a me perguntar porque a gente tinha sempre que explicar porque chorava. Se a lágrima já escorresse legendada, não teríamos esse problema. Que bobagem, eu penso hoje. Coisa de adolescente, diria a velhinha aqui agora : ) Mas não é exatamente assim. Muitas coisas me fizeram chorar naquele ano, mas não foi de forma alguma um ano triste.
Uma dessas frases, no entanto, ainda fazem sentido pra mim. Eu até gosto que a escrevi. "Que não julguem a fé involuntária". Continuo achando uma das coisas mais bonitas a "fé involuntária". Aquele acreditar só por acreditar. Simples assim. Daí outro dia outra amiga tava se questionando de onde vinha a força de certas pessoas... Até mesmo a nossa, de largar tudo que é importante pra conhecer coisas novas, pra se tornar uma pessoa melhor... Não tive como responder, não lembrei que acredito nessa fé. Dias depois, assisti a um dvd que gosto muito, de uma banda chamada Nós 4, cantando músicas nacionais, covers e músicas próprias. A primeira delas é Maria Maria. A vocalista vai e solta: Mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre. Quem traz no corpo essa marca, possui a estranha mania de ter fé na vida". Escrevi mais um email para minhas amigas, emails onde coloco minhas reflexões, e essa foi a trilha sonora. E ela concordou. Era a fé involuntária na vida.

Aqui e por mim sepulto
Todo esse amor que sem bom senso dói
Toda essa dor que sem cessar me toma
...
Aqui jaz um amor enorme
Um amor tão grande, que não mais em mim cabia
Aqui jaz e eu espero que pra sempre
Esse amor e toda a sua poesia
...
Não me traga uma só flor
Não coloque uma só margarida
No túmulo do amor que nunca amaste
No jazigo do meu sofrimento, na minha ferida

Não tinha mais 17 anos e foi difícil cavar essa cova. As reticências vão ficar por isso mesmo, joguei o caderno fora. Será que me arrependi?? Não lembro se joguei.

O ano que fiz 17 anos também foi o ano que Cássia Eller morreu. Como gostava dela, como lamentei que não teria mais a possibilidade de ir a um show dela.

Nesse ano também me apaixonei. Por quem não devia, obviamente. Porque desgraça só presta grande, como se diz lá pra cima. A parte boa é que me serviu de inspiração. E não, a cova não foi pra esse amor.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Simplória

Tenho a impressão de que essa é uma daquelas palavras que mudam de significado dependendo da entonação...

Fiquei devendo uma explicação melhor sobre a minha relação com opiniões. Pensei durante esses dias em como explicaria, mas não cheguei a nada muito claro. Nenhuma frase de impacto, daquelas que dizem tudo. Não, não, nada disso. Já me adianto e peço perdão pela falta de ordem, mas prefiro a ficar devendo.

Quanto mais gente, melhor. Gosto como falam, como defendem seus pontos de vista. Quem olha de fora, de um plano ainda mais afastado que o meu, me classificaria, sem dó nem piedade, de simples e réles expectadora. Simplória! (foi assim que chamaram a menina Magda, do Mestre das Iluminuras) Mas o que seria dos artistas sem seus expectadores? Ninguém fala pra não ser ouvido. Alguns falam demais, de fato, concordo. Outros de menos, tá, tudo bem...
Bom, mas o fato é que eu gosto de ouvir as opiniões. Não gosto muito de expor as minhas. Não, não é porque eu acho que ninguém quer ouvi-las. Não, muito menos me acho demais, a ponto de nem me dar o trabalho de colocá-las. É uma razão muito simples, na verdade. Sou uma das pessoas mais chatas de se conversar um assunto polêmico, digamos assim : ). Verdade!!
O tempo passou e eu, cada vez mais, "tolero as diferenças". Não tenho muita disposição para brigar por um ponto de vista porque assim me sentiria negando o ponto de vista do meu distinto colega de discussão. Se brincar, até concordo com ele. Ainda que não concorde, escuto, fico imaginando... Muito mais do que a opinião, gosto de compreender o porquê daquela opinião.
Ah sim, tenho um motivo forte para essa minha tolerância muitas vezes grande demais. Vou nem prometer contar, porque não vou. Digo apenas que já perdi muito com a minha intolerância. Nasci com uma do tamanho do mundo.
Ganhei minhas primeiras rugas gritando contra o que não suportava. Achava que gritando, muita gente iria me ouvir e estaria fazendo muito bem a minha parte. Essa minha nova versão prefere falar baixo, prefere falar para um só. Assim cultivo as rugas que já fiz (e são poucas, que fique claro), mas faço as seguintes com mais cuidado, com mais tranquilidade. Quero poder me lembrar de como fiz cada uma delas. Entende o que eu quero dizer?
Meu pai acha que o mundo é tolerante demais. Algumas vezes eu até concordo com ele, me incluo no mundo e me sinto mal por isso. Tá certo que esse sentimento dura aproximadamente um segundo, logo penso numa coisa que sempre penso. Nós, o mundo, só somos tolerantes com o que é fácil. Vejo várias pessoas na tv falando de como o mundo é intolerante. Será que meu pai não assiste tv? Tá certo que ele só assiste filmes (todos!!) e futebol (todoooos!), mas não é possível que não veja como o mundo é intolerante. Por isso que eu penso que somos tolerantes, como meu pai vê, na parte boa da coisa. Não vou citar exemplos...
Mas então... Pra mim opinião está diretamente ligada à tolerância.
E só por hoje. Só por hoje, aproveitem...
- Não, não sou a favor do aborto. Mas sou a favor do direito de decidir se quero ou não fazer.
- Sim, sou a favor da legalização da maconha. E mais a favor ainda de um povo educado, capaz de decidir sozinho o que come, o que fuma, o que bebe, o que assiste na tv, o que lê...
: )

Eu gosto dos Titãs.

A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Cores, raças, castas, crenças

E esse é o medo que a tolerância me dá. Quanto mais tolerância, menos espanto. Daí eu sempre lembro de uma grande amiga minha, que dizia que equilibrio é fundamental. E dizia também que era fundamental uma pessoa ter duas qualidades: bom senso e bom humor. Sempre achei graça disso, mas nunca concordei tanto.
Gosto de pensar de vez em quando que num extremo somos egoistas, pensamos somente em nós mesmos. Mas no outro extremo, pensamos tanto no outro que nem é preciso pensar em nós mesmos. Há alguém que está pensando em nós. O meio termo, que é onde vivemos, é um tumulto. Uns tendem pra um lado, outros pro outro. É assim! É assim que as rugas surgem.

Só lembrando que eu já pedi perdão pela falta de ordem.

domingo, 13 de setembro de 2009

Com sabor de fruta mordida

Um dia perguntaram quem era mais poeta, se Cazuza ou Renato Russo. Não costumo fazer pouco de perguntas (e não o fiz), mas essa pergunta continua sendo das mais descabidas que eu já ouvi. Fiquei sem dar minha opinião (como faço tantas vezes, mas terei oportunidade de falar sobre isso em breve). Não dei minha opinião, não disse que achava a pergunta um absurdo. Fiquei somente a escutar as opiniões e entendi que "ser mais poeta" seria parecer mais profundo, sentimental, visceral até. Partindo desse conceito, Augusto dos Anjos sim era poeta. Drummond não.
Não prefiro Cazuza a Renato Russo. Na verdade, não procuro compará-los. Sei que falei que a vida é feita de comparações, mas eu procuro evitá-las.
É interessante, digamos assim, como Renato Russo é alvo de excessos. Há os que amam e os que odeiam. Tento me livrar dos rótulos e imaginar quem era essa pessoa que escrevia tão compulsivamente. Parecia que tinha o melhor e o pior da humanidade dentro de si. Parecia que ia explodir sempre. Ele, como ninguém, saberia entender os excessos.
A beira do abismo me parece ser lugar comum de todos eles, na verdade. Augusto dos Anjos, Álvares de Azevedo, Renato Russo, Cazuza...
Quer saber, prefiro Cazuza. "É que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano..." E quer saber mais, às vezes eu tenho a impressão de que ninguém nunca vai escrever alguma coisa como Codinome Beija-Flor (sim, com exagero e tudo mais). http://www.youtube.com/watch?v=mIGhPJG9cR4&feature=related
O tempo não para !!!
Bebel Gilberto, a mesma que cantou Eu preciso dizer que te amo, viu/ouviu Cazuza, já no fim da vida, cantar O tempo não para... Não sei se eram grandes amigos como dizem, mas gosto de pensar que eram. Amizade me comove. Gosto de pensar que ela estava lá na platéia, aplaudindo o amigo de tanta bebedeira e poesia, pensando em como de fato o tempo não para. Muito pelo contrário, como passa rápido. E como, de fato, procurando um lugar comum, o que se leva dessa vida é a vida que se leva.
Pra mim é bom que seja na simples e suave coisa (antes de mudarem de idéia e dizerem suave coisa nenhuma) dos Secos e Molhados.

Todos morreram jovens. Penso que seus corpos não suportariam tantos excesso por mais muitos anos. Gosto de pensar que ficaram o suficiente. Uns levam mais tempo para fazer alguma coisa por esse mundo, outro não. Outros simplesmente chegam, provocam e nos deixam o "problema" pra ser resolvido.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O mestre das iluminuras


Esse é o título do livro que eu estou terminando de ler. Mais um que se vai, mais uma saudade que fica. Mais um que eu vou ficar a imaginar como ficou depois que as páginas acabaram. Se brincar, até vou sonhar com eles...

Finn é um mestre de iluminuras. Iluminador, como alguns o chamam. Ele pinta as páginas das sagradas escrituras. Em bom português, ele faz aqueles desenhos ao redor das páginas manuscritas pelos antigos padres, bispos e todos os outros que tinham "moral" para escrever a palavra de Jesus.
Ontem Finn ficou sabendo que sua filha morreu de parto. Triste capítulo. Triste como as mulheres morriam de parto na época dos iluminadores. Ah, eu ainda não disse! Isso se passa lá pelo século XIV, na Inglaterra, pouco antes da Reforma Protestante.
Finn foi casado com uma judia. Isso, por si só, já era motivo para sua condenação, não importa quanto ele estivesse disposto a pagar pela sua absolvição. Mas quem se apaixona por judia e tem uma filha com ela não está disposto a pagar um centavo que seja pra garantir coisa nenhuma da igreja. Certo?
Rose, a filha, morreu, assim como sua mãe, de parto. Pariu Jasmine, nome judeu, que foi batizada como Anna.
Engraçado como basta ler um livro assim para entender um pouco como funciona a humanidade. As pequenas coisas mudam, mas os que elas representam não. Nós, a humanidade, continuamos pagando para ter uma vaga no céu. Continuamos não casando com judias e continuamos não dando o nome de Jasmine às nossas filhas.
Eu sei que é racional não reagirmos mal a certas coisas. É como fazer cara feia para comida. É feio, deprimente, mas é inevitável. Tenho o costume de pensar que somos maus e preconceituosos de nascença. Lutamos sim, todos os dias, para que isso não nos domine. É muito fácil achar que somos diferentes um do outro. É muito fácil achar que somos melhores! Basta uma pessoa dizer, já acreditamos de pronto. Se somos melhores, diferentes, obviamente que não toleramos quem é pior.
Vivemos num mundo de comparações. É aquela velha história que os filósofos costumavam conversar durante o cafezinho mesmo antes de Finn desenhar a primeira casinha. Uma pessoa só é feia porque existe outra bonita... E assim vamos que vamos.
Vamos a luta!!
É preciso lutar, com unhas, alma e dentes, para sermos menos piores todos os dias.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Cada luar/Cada verso encoberto

É o fim do mundo em São Carlos. Chuva, muita chuva. Ainda agora um trovão quase me tirou parte da audição.

Escrevo, aqui no blog e no meu projeto de pesquisa.
E ouço, no momento Cássia, mas antes disso ouvia Zélia Duncan cantando Diz nos meus olhos. Putz! Adoro! Hoje adoraria qualquer coisa. A chuva não me faz muito bem. O cinza, no geral, não me faz muito bem. O mar, à noite, sem lua, é meio cinza. Cinza, tão cinza, que porque é mar, é preto.
O fato é que pra quem é apaixonado, dias cinzas maltratam. E eu me considero uma pessoa apaixonada. Não amo poesia, sou apaixonada. Entende a diferença? Sou apaixonada porque quando leio uma não suspiro, grito Puta que pariu!! (por isso gosto de blogs, posso "gritar" : )) Ouvi a música de Zélia Duncan e quis dizer PQP. Assim acontece com a voz de Cássia Eller. Assim acontece com as poesias de Vinícius de Moraes. Sou apaixonada por métrica, rima, soneto. Mas calma, não rejeito a falta. Sempre lembro de Caetano (o Veloso): Onde queres o livre, decassílabo. Sim, essa sou eu. Nunca, no entanto, me peçam para escolher entre um soneto e Tabacaria.
Mas sim, sou uma pessoa apaixonada. Observo mais do que falo, por isso me apaixono. Sou apaixonada por gente. Gosto de observar seus gestos, como são vulneráveis, como se entregam fácil. Para quem observa, não raro é possível prever gestos. E não, não fica chato. Passa a ser possível dar um sorriso de canto de boca.
Sou apaixonada por música. Entendo nada dela. Pouco me importa quem desafina. Gosto de música, poesia e pessoas. Gosto dos efeitos da poesia e da música nas pessoas.
Clarisse Lispector disse assim para Pablo Neruda. -Diga alguma coisa que me surpreenda. E ele disse: 748
O engraçado é que ela se surpreendeu. Clarisse era um ser à parte.

Pra quem é apaixonado... Não! Se o amor chegasse eu não resistiria : )

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Back to us

Tinha desistido disso. Não de escrever, isso estava apenas temporariamente suspenso. Tinha desistido dessa vida de blog. De repente percebi que escrever ficou suspenso por tempo demais.
Ah! Não tenho muito o que justificar. Voltei a escrever. Simplesmente voltei...