segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Escrevo.
Aqui e na dissertação.
Preciso escrever na dissertação.
Ouvir música me faz querer escrever aqui.

É num dia assim... feriado, sol... que o mar me faz falta. Continuo muitíssimo mal acostumada e achando que o mar está a 15 minutos daqui. Muito provavelmente, se estivesse de fato, eu não iria. Mas não iria por escolha, não porque não estar.
Em dias como hoje, o mar deveria estar lá. É isso que eu quero dizer.

É engraçado como observar o mar provoca reações diferente nas pessoas. A impressão que eu tenho, no entanto, é que em algum momento todas essas pessoas passam por um sentimento comum. Eu arriscaria dizer que todas suspiram. Em algum momento da contemplação, suspiram. E sentem saudade. Olhar pro mar dá uma saudade enorme de qualquer coisa. Se Drummond tivesse feito o Poema das Sete Faces assim:

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse mar
botam a gente comovido como o diabo.

seria exatamente isso que eu colocaria aqui pra me fazer entender.

Diante do mar, de dia, mas principalmente à noite, todo mundo é poeta. Basta sentar-se confortavelmente da areia, arriscar um castelinho sem jeito, levantar a vista pro azul de vez em quando e ter um sentimento gasoso no coração. Desses que preenchem, expandem o pobre órgão e porque o fazem crescer, sufocam. Basta isso, eis um verso!

Alguns poucos lembram de Capitu e seus olhos de ressaca. Um percentual desse grupo fica se perguntando: O que é ressaca mesmo? Capitu, ressaca, Bentinho que se dane... como é bonito, não!?


O mar tá tão longe
A vida real tão perto.
E a verdade é que o conhaque tem seu charme.

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