Eu, particularmente, acho o português uma língua bonita. Algumas palavras, em especial, são sensacionais. Sensacional, aliás, é uma boa palavra.
Flôr (com o meu R), eu gosto. No plural, se não for pedir demais. Flores! Há flores em tudo que eu vejo.
Paixão! Paixão tem a força que merece, tem o x de poucas. Se eu fosse você, falaria alto agora. Não muito, só um tantinho a mais que o volume do pensamento. Vai! Paixão!
Se repetir por algumas vezes é capaz de suspirar lá pela terceira. Até sorrir... Paixão sorrindo perde a força, mas ganha encanto.
Encanto eu adoro! Gosto de estar encantada por alguma coisa. E dizer: Ai, eu tô encantada. Me encanto (e aí permitam-se o pronome antes do verbo) por cantores/compositores quando os "descubro". Me encanto por letras de música, quando um dia, por acaso, presto atenção nas palavras. Preciso dizer que me encanto com poesia? Me encanto com as pessoas, de uma forma geral. Se encantar por uma pessoa e descobrir, como se ninguém estivesse percebendo além de você, o quanto ela é capaz de fazer coisas lindas. Tem palavra melhor pra descrever esse sentimento de surpresa, de entusiasmo... do que encanto?
Tem um poema que me encanta. É meio sonoro. Leia alto, naquele mesmo volume de antes, por favor.
"Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-se como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude."
Perdão, mas passeio, passeio e termino no conforto dos sonetos.
Gosto do som do T. Como em Amo-te. O primeiro verso me faz lembram minha professora de flauta quando imitava o estacato.
Felicidade, saudade, eternidade... Não sei, não gosto. São mornas. Sem tês, sem xis...
Verso, riso, aberto, chaga, dor, entranha, claro, PQP (fora da forma abreviada), veredas, alegria, colírio, criatura...
E porque a vida precisa ter trilha sonora...
Gatas Extraordiárias, Vá morar com o diabo e Top Top. Todas na voz de Cássia Eller.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Salve!
Propaganda política obrigatória me irrita.
Essas três palavras juntas, na ordem crescente de perda do meu respeito. Propaganda, política, obrigatória.
Ano sim, ano não (Sim! Porque começam um ano antes do ano eleitoral). O ano do direito obrigatório de votar.
Não sei você, mas eu olho a tv e não acredito. São as mesmas caras, os mesmos ternos. As mesmas frases de efeito! Afinal, sempre tem alguém fazendo 16 anos e que ainda tem fé.
No fundo é isso, é preciso ter fé. É preciso votar e ter fé de que o poder não vai fazer tanto efeito assim naquelas cabecinhas...
É bom escolher um critério de voto e ser condizente com ele. Meu critério número 1? A cara! Sim, a cara. Não é exato! Muito menos prevê o futuro. Mas é um excelente primeiro critério.
Façamos um exercício rápido. Eu nunca votaria em Don Corlleo... ops! Antônio Carlos Magalhães (que alguém o tenha). De acordo com o primeiro critério, ele já estaria excluido. Certo?
É como nO Retrato de Dorian Gray. Vi o filme há alguns anos... Os "crimes" que cometemos, no geral, nos deixam com a cara deles. Se não se tem um retrato pra direcionar tudo o que é mazela, assumimos no próprio corpo. E porque a vida é justa, assumimos na cara.
Em tempos de quadrilha de partidos, eu parto do princípio de que existe um grupo só, separado entre "a máquina" e "a oposição". E fico com meu primeiro critério.
Nesse momento de irritação, eis que surge no JN a mais antiga fábrica de bandeiras (do Brasil) do Brasil. As encomendas aumentaram nos últimos meses, diz o dono.
Salve lindo pendão da esperança. (era pra se cantar hoje)
Não canto porque não sei.
Não canto porque P.P.O. me irrita.
Oh pátria amada!
Teus filhos já fugiram à luta...
Essas três palavras juntas, na ordem crescente de perda do meu respeito. Propaganda, política, obrigatória.
Ano sim, ano não (Sim! Porque começam um ano antes do ano eleitoral). O ano do direito obrigatório de votar.
Não sei você, mas eu olho a tv e não acredito. São as mesmas caras, os mesmos ternos. As mesmas frases de efeito! Afinal, sempre tem alguém fazendo 16 anos e que ainda tem fé.
No fundo é isso, é preciso ter fé. É preciso votar e ter fé de que o poder não vai fazer tanto efeito assim naquelas cabecinhas...
É bom escolher um critério de voto e ser condizente com ele. Meu critério número 1? A cara! Sim, a cara. Não é exato! Muito menos prevê o futuro. Mas é um excelente primeiro critério.
Façamos um exercício rápido. Eu nunca votaria em Don Corlleo... ops! Antônio Carlos Magalhães (que alguém o tenha). De acordo com o primeiro critério, ele já estaria excluido. Certo?
É como nO Retrato de Dorian Gray. Vi o filme há alguns anos... Os "crimes" que cometemos, no geral, nos deixam com a cara deles. Se não se tem um retrato pra direcionar tudo o que é mazela, assumimos no próprio corpo. E porque a vida é justa, assumimos na cara.
Em tempos de quadrilha de partidos, eu parto do princípio de que existe um grupo só, separado entre "a máquina" e "a oposição". E fico com meu primeiro critério.
Nesse momento de irritação, eis que surge no JN a mais antiga fábrica de bandeiras (do Brasil) do Brasil. As encomendas aumentaram nos últimos meses, diz o dono.
Salve lindo pendão da esperança. (era pra se cantar hoje)
Não canto porque não sei.
Não canto porque P.P.O. me irrita.
Oh pátria amada!
Teus filhos já fugiram à luta...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Soja 10 x Marina 2
Um pequeno intervalo para narrar os fatos.
Choveu! Não recebi a dose de abdominais que esperava e isso me deixou com fome.
Vi várias partes de várias novelas. Vi o trecho do jornal que falou do apagão. (Aliás, companheiro que é companheiro faz assim... Fala do outro que prometeu o apagão e, quando tem a oportunidade, vai lá e faz. Apaga!)
Nesse meio tempo tentava resolver o problema da soja em grão brasileira destinada à exportação (isso se chama recorte).
Até o momento, o "Sxportxi" tacou dois no Palmeiras. Simples assim. Rápido e indolor.
Comi um amendoim de cada cor, duas unidades de waffers Triunfo (o que não recomendo), meio copo de uma mistura de frutas vermelhas com soja.
Gostaria de tornar público que a mistura de soja com frutas vermelhas e waffers Triunfo podem ser considerados uma versão menos burguesa do Mentos e Coca-Cola.
Água. Chega de inovação. Melhor voltar a garrafa d`água.
Fim do intervalo.
Mas fica o registro:
2 no Palmeiras é fácil. Quero ver é resolver o problema da soja em grão brasileira destinada à exportação.
Choveu! Não recebi a dose de abdominais que esperava e isso me deixou com fome.
Vi várias partes de várias novelas. Vi o trecho do jornal que falou do apagão. (Aliás, companheiro que é companheiro faz assim... Fala do outro que prometeu o apagão e, quando tem a oportunidade, vai lá e faz. Apaga!)
Nesse meio tempo tentava resolver o problema da soja em grão brasileira destinada à exportação (isso se chama recorte).
Até o momento, o "Sxportxi" tacou dois no Palmeiras. Simples assim. Rápido e indolor.
Comi um amendoim de cada cor, duas unidades de waffers Triunfo (o que não recomendo), meio copo de uma mistura de frutas vermelhas com soja.
Gostaria de tornar público que a mistura de soja com frutas vermelhas e waffers Triunfo podem ser considerados uma versão menos burguesa do Mentos e Coca-Cola.
Água. Chega de inovação. Melhor voltar a garrafa d`água.
Fim do intervalo.
Mas fica o registro:
2 no Palmeiras é fácil. Quero ver é resolver o problema da soja em grão brasileira destinada à exportação.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Escrevo.
Aqui e na dissertação.
Preciso escrever na dissertação.
Ouvir música me faz querer escrever aqui.
É num dia assim... feriado, sol... que o mar me faz falta. Continuo muitíssimo mal acostumada e achando que o mar está a 15 minutos daqui. Muito provavelmente, se estivesse de fato, eu não iria. Mas não iria por escolha, não porque não estar.
Em dias como hoje, o mar deveria estar lá. É isso que eu quero dizer.
É engraçado como observar o mar provoca reações diferente nas pessoas. A impressão que eu tenho, no entanto, é que em algum momento todas essas pessoas passam por um sentimento comum. Eu arriscaria dizer que todas suspiram. Em algum momento da contemplação, suspiram. E sentem saudade. Olhar pro mar dá uma saudade enorme de qualquer coisa. Se Drummond tivesse feito o Poema das Sete Faces assim:
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse mar
botam a gente comovido como o diabo.
seria exatamente isso que eu colocaria aqui pra me fazer entender.
Diante do mar, de dia, mas principalmente à noite, todo mundo é poeta. Basta sentar-se confortavelmente da areia, arriscar um castelinho sem jeito, levantar a vista pro azul de vez em quando e ter um sentimento gasoso no coração. Desses que preenchem, expandem o pobre órgão e porque o fazem crescer, sufocam. Basta isso, eis um verso!
Alguns poucos lembram de Capitu e seus olhos de ressaca. Um percentual desse grupo fica se perguntando: O que é ressaca mesmo? Capitu, ressaca, Bentinho que se dane... como é bonito, não!?
O mar tá tão longe
A vida real tão perto.
E a verdade é que o conhaque tem seu charme.
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