sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Aos ébrios
Esse copo há de ser pequeno.
Pra tanta mentira protegendo a verdade
Tanta deficiência escondendo a paixão
Tanta febre
Tanto grito
Tanto choro.
Pra todo verso que detesto
Pra todo medo que cultivo
Pra toda ânsia que desprezo.
Que se afoguem todas as confissões
Tudo o mais que me vier em pensamento.
Mágoas, sentimentos, aversões
A música, a poesia, o lamento.
Que venha então a melancolia
À tristeza a solução se alia
Em silêncio o copo esvazia.
Que esse blues torne cada gole mais leve.
Pra tanta mentira protegendo a verdade
Tanta deficiência escondendo a paixão
Tanta febre
Tanto grito
Tanto choro.
Pra todo verso que detesto
Pra todo medo que cultivo
Pra toda ânsia que desprezo.
Que se afoguem todas as confissões
Tudo o mais que me vier em pensamento.
Mágoas, sentimentos, aversões
A música, a poesia, o lamento.
Que venha então a melancolia
À tristeza a solução se alia
Em silêncio o copo esvazia.
Que esse blues torne cada gole mais leve.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Tenho dedicado muito do meu dia a estudar. Não lembro exatamente quando não foi assim, pra falar a verdade. Literatura, Mecânica Clássica, Resistência dos Materiais marcaram momentos importantes, no sentido mais amplo da palavra. Pesquisa Operacional, quando eu nem imaginava... Enfim, a vida segue seu rumo e eu agora me dedico à Gestão Pública e à Ciência Política.
Nesse período da minha vida, preenchido com muitas, muitas reflexões, devo dizer que a Gestão Pública, a Ciência Política são inspiradoras. A evolução do Estado, os grupos, as revoluções e todo o resto dão uma vontade enorme de ser ético, de respeitar profundamente a moral do ser humano, de nunca, por mais que pareça fácil, macular conceitos, que eu até diria poéticos, como os de Estado, sociedade, burocracia, política, poder, dominação, direito, dever. Estudar nos abre os olhos. É preciso nos permitir novas leituras, porque em vários momentos da vida é de suma importância que nos achemos minúsculos e detentores de nenhum conhecimento.
Max Weber disse:
..."A política é um esforço tenaz e enérgico para atravessar grossas vigas de madeira. Tal esforço exige, a um tempo, paixão e senso de proporção.É perfeitamente exato dizer - e toda a experiência histórica o confirma - que não teria jamais atingido o possível, se não houvesse tentado o impossível. Contudo, o homem capaz de semelhante esforço deve ser um chefe e não apenas um chefe, mas um herói, na mais simples sentido da palavra. E mesmo os que não sejam uma coisa nem outra devem armar-se de força de alma que lhes permita vencer o naufrágio de todas as suas esperanças."...
Armar-se de força de alma... Vencer o naufrágio de todas as suas esperanças.
Isso está em "Ciência Política", de Reinaldo Dias.
Nesse período da minha vida, preenchido com muitas, muitas reflexões, devo dizer que a Gestão Pública, a Ciência Política são inspiradoras. A evolução do Estado, os grupos, as revoluções e todo o resto dão uma vontade enorme de ser ético, de respeitar profundamente a moral do ser humano, de nunca, por mais que pareça fácil, macular conceitos, que eu até diria poéticos, como os de Estado, sociedade, burocracia, política, poder, dominação, direito, dever. Estudar nos abre os olhos. É preciso nos permitir novas leituras, porque em vários momentos da vida é de suma importância que nos achemos minúsculos e detentores de nenhum conhecimento.
Max Weber disse:
..."A política é um esforço tenaz e enérgico para atravessar grossas vigas de madeira. Tal esforço exige, a um tempo, paixão e senso de proporção.É perfeitamente exato dizer - e toda a experiência histórica o confirma - que não teria jamais atingido o possível, se não houvesse tentado o impossível. Contudo, o homem capaz de semelhante esforço deve ser um chefe e não apenas um chefe, mas um herói, na mais simples sentido da palavra. E mesmo os que não sejam uma coisa nem outra devem armar-se de força de alma que lhes permita vencer o naufrágio de todas as suas esperanças."...
Armar-se de força de alma... Vencer o naufrágio de todas as suas esperanças.
Isso está em "Ciência Política", de Reinaldo Dias.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Tem um cantor (compositor, whatever...) estadunidense chamado Jason Mraz. Conheci há pouco, bem pouco tempo. Como sei nada dele, digo apenas que tem uma música, chamada Lucky, que é muito simpática. Fofa, eu diria. Apesar de ser um dueto com uma voz feminina, prefiro quando ele canta só.
Bom, isso é só pra dizer e me fazer acreditar que eu, apesar de sempre voltar a Jimmy, Janis, Jim, ouço sim coisas deste século.
Entre o dia do último concurso e a defesa li "1808". Esse faz parte, e talvez seja o primeiro, de um grupo de livros contando a história da vinda da família real portuguesa para o Brasil. Dois motivos: meu pai falou que era bom e eu nunca soube muito da história do Brasil.
Li num mês (talvez 20 e poucos dias). Tudo bem que tinha bastante tempo, mas você há de convir que um mês é muito pouco pra mim quando de posse de um livro com um número razoável de páginas.
Como eu falei agorinha, o livro conta a história da vinda da família real portuguesa para o Brasil. Contam que vieram fugidos, véspera da invasão das tropas napoleônica a Portugal. Dona Maria, Dom João, Dona Carlota Joaquina e mais um tanto de gente. A biblioteca real, no entanto, só veio anos depois. Os livros e documentos ficaram lá, no porto, esperando a vez deles.
Sem lembrar de detalhes, digo apenas que Dom João nunca foi preparado pra ser rei, devia ser simpático e levava asinhas de frango torradas nos bolsos quando ia passear. E que nós somos muito pouco diferentes do que éramos em 1808. Nada diferentes, eu diria, num extremo, pra me fazer de fato entender.
Com uma bela versão de "Meu erro" nos ouvidos, continuo com Viramundo. O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino. Teria o que dizer, mas fica para uma próxima vez.
É como acaba de me contar Herbert: "não há nada de novo, ainda somos iguais".
Bom, isso é só pra dizer e me fazer acreditar que eu, apesar de sempre voltar a Jimmy, Janis, Jim, ouço sim coisas deste século.
Entre o dia do último concurso e a defesa li "1808". Esse faz parte, e talvez seja o primeiro, de um grupo de livros contando a história da vinda da família real portuguesa para o Brasil. Dois motivos: meu pai falou que era bom e eu nunca soube muito da história do Brasil.
Li num mês (talvez 20 e poucos dias). Tudo bem que tinha bastante tempo, mas você há de convir que um mês é muito pouco pra mim quando de posse de um livro com um número razoável de páginas.
Como eu falei agorinha, o livro conta a história da vinda da família real portuguesa para o Brasil. Contam que vieram fugidos, véspera da invasão das tropas napoleônica a Portugal. Dona Maria, Dom João, Dona Carlota Joaquina e mais um tanto de gente. A biblioteca real, no entanto, só veio anos depois. Os livros e documentos ficaram lá, no porto, esperando a vez deles.
Sem lembrar de detalhes, digo apenas que Dom João nunca foi preparado pra ser rei, devia ser simpático e levava asinhas de frango torradas nos bolsos quando ia passear. E que nós somos muito pouco diferentes do que éramos em 1808. Nada diferentes, eu diria, num extremo, pra me fazer de fato entender.
Com uma bela versão de "Meu erro" nos ouvidos, continuo com Viramundo. O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino. Teria o que dizer, mas fica para uma próxima vez.
É como acaba de me contar Herbert: "não há nada de novo, ainda somos iguais".
quarta-feira, 26 de maio de 2010
I did knock
O dia poderia ter sido o pior de todos, com direito a dores e gritos, se não fosse Nanny Mcphee. Alguém achou de achar que eu merecia ligar a tv às 21h. Alguém achou de achar que eu merecia, além das dores e gritos, de um sorriso discreto.
E aconteceu exatamente como ela diz...
"When you need me, but do not want me, then I must stay. When you want me, but no longer need me, then I have to go."
E aconteceu exatamente como ela diz...
"When you need me, but do not want me, then I must stay. When you want me, but no longer need me, then I have to go."
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
E porque a vida tem trilha sonora, meu momento é Lenine, Paciência.
Eu finjo ter paciência...
E finjo maaaal. Nossa, como finjo mal. Quero que minha vida aconteça! Há tempos quero sair dos círculos, concluir etapas.
No momento, preciso resgatar minha filosofia de vida, que foi construída (e ainda é lapidada) por tanto tempo, com tanto cuidado. São tantos os arrependimentos e hoje a vida é tão melhor...
Há algum tempo falei de um caderno que tinha jogado fora. Enfim, não joguei. Achei-o.
De 14/10/2001. Um dia em que a vida foi muito, mas muito simples.
"Não é tão mau viver assim
De bem com a conformidade
De mãos dadas com a paciência
Chorar por quase nada
Sorrir por menos ainda
Mandar um beijo pra fatalidade
Acreditar em boa vontade, saci, papai noel
Perceber que não existe feio
Existe sim um melhor ângulo pra ser vsto
Ter certeza de que se morre todos os dias
Só pra ter esperança de nascer amanhã e depois
E chorar no final do mesmo filme
E rir da mesma piada
E ouvir sempre as mesmas músicas
Sentir profunda admiração por quem se gosta
Por nada, só pra sentir, só por gostar
Andar devagar pra quando precisar ter pressa
Não dizer que ama pra quando for verdade
Ou dizer involuntariamente (não faltarão advérbios de intensidade)
Lutar pela face engraçada da tragédia
Sem unhas ou dentes
Sentir dor só se for até o fim
Só se for tudo junto, só se for pra nunca mais
Não perder a oportunidade de gritar
Saber quando é melhor calar
Crer que não precisa sofrer
E sempre haverá abraço, mão enxugando as lágrimas
Ou na pior das hipóteses
Haverá um degrau lá naquela escadaria de Ponta Negra."
:)
Esse é o primeiro do meu livro de mensagens de motivação... rs
Mas como sempre, tenho algo a confessar. Ainda acredito profundamente em algumas dessas frases.
Num dia em que preciso de paciência e um esforço enorme pra abrir um certo arquivo .ppt, quem sabe não preciso apenas de um degrau na escadaria e respiração. Afinal, tudo na vida é uma questão de respiração. Tudo na vida é uma questão de respiração e trilha sonora.
De mão dadas com a paciência...
Eu finjo ter paciência...
E finjo maaaal. Nossa, como finjo mal. Quero que minha vida aconteça! Há tempos quero sair dos círculos, concluir etapas.
No momento, preciso resgatar minha filosofia de vida, que foi construída (e ainda é lapidada) por tanto tempo, com tanto cuidado. São tantos os arrependimentos e hoje a vida é tão melhor...
Há algum tempo falei de um caderno que tinha jogado fora. Enfim, não joguei. Achei-o.
De 14/10/2001. Um dia em que a vida foi muito, mas muito simples.
"Não é tão mau viver assim
De bem com a conformidade
De mãos dadas com a paciência
Chorar por quase nada
Sorrir por menos ainda
Mandar um beijo pra fatalidade
Acreditar em boa vontade, saci, papai noel
Perceber que não existe feio
Existe sim um melhor ângulo pra ser vsto
Ter certeza de que se morre todos os dias
Só pra ter esperança de nascer amanhã e depois
E chorar no final do mesmo filme
E rir da mesma piada
E ouvir sempre as mesmas músicas
Sentir profunda admiração por quem se gosta
Por nada, só pra sentir, só por gostar
Andar devagar pra quando precisar ter pressa
Não dizer que ama pra quando for verdade
Ou dizer involuntariamente (não faltarão advérbios de intensidade)
Lutar pela face engraçada da tragédia
Sem unhas ou dentes
Sentir dor só se for até o fim
Só se for tudo junto, só se for pra nunca mais
Não perder a oportunidade de gritar
Saber quando é melhor calar
Crer que não precisa sofrer
E sempre haverá abraço, mão enxugando as lágrimas
Ou na pior das hipóteses
Haverá um degrau lá naquela escadaria de Ponta Negra."
:)
Esse é o primeiro do meu livro de mensagens de motivação... rs
Mas como sempre, tenho algo a confessar. Ainda acredito profundamente em algumas dessas frases.
Num dia em que preciso de paciência e um esforço enorme pra abrir um certo arquivo .ppt, quem sabe não preciso apenas de um degrau na escadaria e respiração. Afinal, tudo na vida é uma questão de respiração. Tudo na vida é uma questão de respiração e trilha sonora.
De mão dadas com a paciência...
quinta-feira, 25 de março de 2010
I'm the master of my faith, I'm the captain of my soul
Ontem fui ao cinema ver Invictus. Apesar de ter chegado cedo ao shopping, consegui perder os primeiros 5 minutos de filme graças à porteira das salas. Se ela estivesse lá na hora da saída, certamente teria colocado o início pra eu ver. Ah se teria...
Há tempos não ia ao cinema e isso começou a me fazer falta. Cinema é das poucas opções de lazer que dá pra ir sozinho. Acho que ja falei antes por aqui, eu gosto do protocolo do cinema. Chegar cedo pra não pegar fila e chegar cedo na segunda fila, pra poder escolher o lugar. A pipoca, o refrigerante, o chocolate, a água mineral e o chiclete (porque os outros 4 acabam até a metade do filme). Uma vez ouvi alguém de cinema falando na tv que achava quase um sacrilégio entrar no cinema com pipoca. Fazer aquele barulho e atrapalhar a concentração de pessoas como ele. Bom, se ele um dia sentasse ao meu lado entenderia a razão de ser do protocolo. Não hoje, porque meu aparelho dentário não me permite comer pipoca...
Bom, o fato é que a minha reestreia no cinema foi com Invictus. Saiba um pouco além do meu nome pra ter certeza de que eu voltei pra casa emocionada, em estado de extase, com os olhos marejados. Gente me emociona! Pessoas juntas, grupos enormes, ideais comuns... Isso me emociona.
Mogan Freeman é pra mim um dos melhores. Em muitos momentos vi apenas Nelson Mandela na tela, com aquelas batas em tecidos africanos.
Vim dirigindo pra casa e, não sei se porque era tarde da noite, me vieram os pensamentos. Nelson Mandela me pareceu alguém que, ao longo da vida (30 anos dela preso), se livrou completamente de todas as mazelas humanas. Ou que manteve apenas as necessárias para torná-lo de verdade, mas utilizando-se delas com raridade. É mais ou menos como Franssois pergunta a si mesmo no filme: Como é que um homem que passou 30 anos de sua vida preso sai da prisão pronto pra perdoar aqueles que o colocaram lá? Talvez não tivesse o perdão do mundo dentro de si. Talvez estivesse lutando para ser e fazer melhor do que fizeram antes dele, o que incluia passar por cima de toda mágoa. Se eu continuar, capaz de transformar Nelson Mandela no pior dos seres...
Mas o que eu quero realmente, pra falar a verdade, é acreditar que esse homem sem mazelas existe sim. Existe alguém capaz de perdoar assim, de coração e por completo. Existem pessoas cujos ideais vão muito além da própria satisfação pessoal e profissional.
Como o próprio Mandela fala, segundo um filme, na vida, precisamos de inspiração.
Há tempos não ia ao cinema e isso começou a me fazer falta. Cinema é das poucas opções de lazer que dá pra ir sozinho. Acho que ja falei antes por aqui, eu gosto do protocolo do cinema. Chegar cedo pra não pegar fila e chegar cedo na segunda fila, pra poder escolher o lugar. A pipoca, o refrigerante, o chocolate, a água mineral e o chiclete (porque os outros 4 acabam até a metade do filme). Uma vez ouvi alguém de cinema falando na tv que achava quase um sacrilégio entrar no cinema com pipoca. Fazer aquele barulho e atrapalhar a concentração de pessoas como ele. Bom, se ele um dia sentasse ao meu lado entenderia a razão de ser do protocolo. Não hoje, porque meu aparelho dentário não me permite comer pipoca...
Bom, o fato é que a minha reestreia no cinema foi com Invictus. Saiba um pouco além do meu nome pra ter certeza de que eu voltei pra casa emocionada, em estado de extase, com os olhos marejados. Gente me emociona! Pessoas juntas, grupos enormes, ideais comuns... Isso me emociona.
Mogan Freeman é pra mim um dos melhores. Em muitos momentos vi apenas Nelson Mandela na tela, com aquelas batas em tecidos africanos.
Vim dirigindo pra casa e, não sei se porque era tarde da noite, me vieram os pensamentos. Nelson Mandela me pareceu alguém que, ao longo da vida (30 anos dela preso), se livrou completamente de todas as mazelas humanas. Ou que manteve apenas as necessárias para torná-lo de verdade, mas utilizando-se delas com raridade. É mais ou menos como Franssois pergunta a si mesmo no filme: Como é que um homem que passou 30 anos de sua vida preso sai da prisão pronto pra perdoar aqueles que o colocaram lá? Talvez não tivesse o perdão do mundo dentro de si. Talvez estivesse lutando para ser e fazer melhor do que fizeram antes dele, o que incluia passar por cima de toda mágoa. Se eu continuar, capaz de transformar Nelson Mandela no pior dos seres...
Mas o que eu quero realmente, pra falar a verdade, é acreditar que esse homem sem mazelas existe sim. Existe alguém capaz de perdoar assim, de coração e por completo. Existem pessoas cujos ideais vão muito além da própria satisfação pessoal e profissional.
Como o próprio Mandela fala, segundo um filme, na vida, precisamos de inspiração.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Por alguns instantes achei que tinha desistido disso aqui mais uma vez...
Percebi hoje, o dia mais improdutivo da minha vida, que ela, minha vida, passou a receber doses homeopáticas de música e poesia. Percebi, e levei um dia de improdutividade pra isso... Melhor! Admiti, e levei um dia de improdutividade pra isso, que minha vida é nada sem trilha sonora; que minha vida é nada sem um belo verso.
As doses homeopáticas não funcionaram. Eu beiro a overdose e é assim que tem sido. Deixo de ser profunda demais na vida, mas sou visceral de sentimento. E o engraçado é que é simples... Tudo mais simples e leve, quando se tem (e se sente) o maior amor, a maior paixão do mundo dentro de si.
Estou apaixonada pela vida que vou ter. Já tem trilha sonora. Alguém sugere um verso?
O título tinha que ser esse. Esse que é quase um bordão.
Percebi hoje, o dia mais improdutivo da minha vida, que ela, minha vida, passou a receber doses homeopáticas de música e poesia. Percebi, e levei um dia de improdutividade pra isso... Melhor! Admiti, e levei um dia de improdutividade pra isso, que minha vida é nada sem trilha sonora; que minha vida é nada sem um belo verso.
As doses homeopáticas não funcionaram. Eu beiro a overdose e é assim que tem sido. Deixo de ser profunda demais na vida, mas sou visceral de sentimento. E o engraçado é que é simples... Tudo mais simples e leve, quando se tem (e se sente) o maior amor, a maior paixão do mundo dentro de si.
Estou apaixonada pela vida que vou ter. Já tem trilha sonora. Alguém sugere um verso?
O título tinha que ser esse. Esse que é quase um bordão.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Então me conte... How does it feel?
Sabe aquele tempo em que pra fazer sucesso cantando tinha que ser Sinatra?
Então, ainda bem que passou. Meu reencontro com Bob Dylan me fez pensar nisso.
Gosto de conversar sobre música. Sobre os gostos, os cantores, os compositores, não sobre afinação, instrumentos, riffes, whatever... Entendo nada disso. Sei que em mais de uma dessas conversas, com pessoas que gostam de conversar sobre isso também, quase todos concordam que há o cantor certo pra cada música. Sendo mais clara, que coisa "bonita" seria Nando Reis cantando "New York, New York", não? Mas nada mais adequado do que o mesmo cantando All Star.
Herbert Vianna, dos Paralamas. Caleidoscópio só serve com suas voz e guitarra.
E me diga o que seria de Ouro de Tolo sem a voz brega (vamos combinar que a voz era brega!) de Raul Seixas?
Mas tem Chocolate nas vozes de Tim Maia e Marisa Monte... humm Acho que a Vitória Régia faz diferença aí. Gosto de força mais do que de suavidade. Putz, mas e a Bossa Nova!? É, não tenho opinião sobre isso. A última frase que começa com "Gosto" não tem fundamentação. Acabo de decidir que gosto de força e suavidade.
Tem uma coisa que sempre me arrisco a dizer. E porque falo aqui das coisas que gosto só por gostar, ouso repetir. As versões de Cássia Eller pras músicas sempre ficaram melhores que as originais. E porque o blog é meu :)(ui!), Cássia Eller cantou Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band tão bem quanto os Beatles. Só pecou pelo excesso de modernidade, digamos assim. Rock antigo, tradicional, na base da guitarra, baixo e bateria tem seu charme. E eu particularmente gosto de charme mais do que de beleza e outros opcionais.
Como falei, Bob Dylan me fez pensar nessas coisas. Quando Sinatra gravava seus primeiros discos, nascia um dos piores cantores do mundo. Grande Robert! O charme do trio guitarra, baixo e bateria só pode ser cutucado por uma gaita. Isso na minha cabeça retrógrada e pouco aberta para inovações (pelo menos quando se trata de rock). Isso graças a Bob Dylan. E porque meu coração tem esse gosto tendendo sempre ao decassílabo, percorro as raridades e termino em Like a Rolling Stone. Ninguém até hoje fala (canta) How does it feel? como Robert "Dylan".
Queria ver Mallu Magalhães cantando isso... Gosto das versões que ela faz.
Ah! Tem também aquela banda canadense chamada Rush. Eles tem o pior cantor de todos os tempos. E é preciso que se diga, combina nada com a música que eles fazem.
Tire 6 minutos e 55 segundo do seu dia, 1km correndo no meu ritmo, para ouvir/ver.
http://www.youtube.com/watch?v=f7rlG8vCco0&feature=related
Atenção! Não perca o foco olhando para os microfones supermodernos.
E tem também o órgão, mas eu prefiro não comentar.
Então, ainda bem que passou. Meu reencontro com Bob Dylan me fez pensar nisso.
Gosto de conversar sobre música. Sobre os gostos, os cantores, os compositores, não sobre afinação, instrumentos, riffes, whatever... Entendo nada disso. Sei que em mais de uma dessas conversas, com pessoas que gostam de conversar sobre isso também, quase todos concordam que há o cantor certo pra cada música. Sendo mais clara, que coisa "bonita" seria Nando Reis cantando "New York, New York", não? Mas nada mais adequado do que o mesmo cantando All Star.
Herbert Vianna, dos Paralamas. Caleidoscópio só serve com suas voz e guitarra.
E me diga o que seria de Ouro de Tolo sem a voz brega (vamos combinar que a voz era brega!) de Raul Seixas?
Mas tem Chocolate nas vozes de Tim Maia e Marisa Monte... humm Acho que a Vitória Régia faz diferença aí. Gosto de força mais do que de suavidade. Putz, mas e a Bossa Nova!? É, não tenho opinião sobre isso. A última frase que começa com "Gosto" não tem fundamentação. Acabo de decidir que gosto de força e suavidade.
Tem uma coisa que sempre me arrisco a dizer. E porque falo aqui das coisas que gosto só por gostar, ouso repetir. As versões de Cássia Eller pras músicas sempre ficaram melhores que as originais. E porque o blog é meu :)(ui!), Cássia Eller cantou Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band tão bem quanto os Beatles. Só pecou pelo excesso de modernidade, digamos assim. Rock antigo, tradicional, na base da guitarra, baixo e bateria tem seu charme. E eu particularmente gosto de charme mais do que de beleza e outros opcionais.
Como falei, Bob Dylan me fez pensar nessas coisas. Quando Sinatra gravava seus primeiros discos, nascia um dos piores cantores do mundo. Grande Robert! O charme do trio guitarra, baixo e bateria só pode ser cutucado por uma gaita. Isso na minha cabeça retrógrada e pouco aberta para inovações (pelo menos quando se trata de rock). Isso graças a Bob Dylan. E porque meu coração tem esse gosto tendendo sempre ao decassílabo, percorro as raridades e termino em Like a Rolling Stone. Ninguém até hoje fala (canta) How does it feel? como Robert "Dylan".
Queria ver Mallu Magalhães cantando isso... Gosto das versões que ela faz.
Ah! Tem também aquela banda canadense chamada Rush. Eles tem o pior cantor de todos os tempos. E é preciso que se diga, combina nada com a música que eles fazem.
Tire 6 minutos e 55 segundo do seu dia, 1km correndo no meu ritmo, para ouvir/ver.
http://www.youtube.com/watch?v=f7rlG8vCco0&feature=related
Atenção! Não perca o foco olhando para os microfones supermodernos.
E tem também o órgão, mas eu prefiro não comentar.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Era pra verso ter perfume
Tenho um pouco de problema em ser impessoal. Em um sentido muito específico: obra-autor. Tenho profunda dificuldade de entender e gostar da obra se não simpatizo com o autor. Já fui muito mais. Aos poucos me liberto desse atraso de vida e me permito.
Quando Michael Jackson morreu eu me choquei. Não fazia sentido aquela pessoa morrer (algumas pessoas, pra mim, nunca vão morrer... rs). Quando as pessoas morrem, por pior que tenham sido, parece que sempre ganham uma segunda chance. Uma oportunidade de deixar na memória das pessoas apenas as coisas boas que fizeram. Eu sempre tive uma imagem ruim de Michael Jackson... Não sei exatamente o porquê. Não simpatizava e, por isso, não queria intimidade. Na semana da morte, em meio à polêmica da morte, à polêmica da vida, ao funeral-show, me permiti ler sobre, ouvir sobre (afinal, as pessoas ganham uma segunda chance depois da morte). Naquela semana, alguém, acho que um reporter, disse a seguinte frase: Precisou Michael Jackson (o grande astro, o rei do pop, não lembro exatamente o que) morrer pra que o mundo soubesse que ele foi um bom pai.
Não por ele, não pelo reporter, não pela comoção mundial, mas eu parei pra pensar um pouco naquele momento. É engraçado como eu senti como se estivesse julgando o cara erroneamente a vida inteira. Como se eu pudesse ter sido injusta. E como agora ele morreu, não deu tempo de eu ter sido justa enquanto ele estava vivo. Estranho, eu sei. O ó! Mas essa não é a questão que me motivou a escrever hoje. Essa é a contextualização!
Bom. Querendo não repetir o mesmo erro com tantos outros autores e suas obras, listei alguns mentalmente. Dentre eles, está Miguel Falabela. Passeando pelo youtube, me deparei com uma longa entrevista concedida a Marília Gabriela (que também já perambulou pela lista). No final das entrevistas que ela faz, pede sempre para o convidado falar alguma frase, algum verso, algum ditado que signifique algo para ele. Miguel Falabela falou uma coisa assim: Feliz daquele que conheceu o perfume do que perdeu.
Então o assunto. Bem curto, na verdade.
Apesar de ter rinite alérgica e, por isso, ter o olfato meio alterado pelo uso prematuro e constante de desgongestionantes nasais, apesar de contar com uma memória perto de ser qualificada como ridícula, memorizo cheiros. Tenho na minha cabeça e nas minhas narinas, o cheiro da casa da minha avó, o cheiro que algumas pessoas (principalmente pessoas amigas), o cheiro de Brasília, o cheiro das minhas casas... Gosto quando reconheço os cheiros : )
Essa coisa toda passou pela minha cabeça e eu senti que ia ficar passando, impedindo-me de pegar no sono. Escrevi. Acho que resolvi parte dos pensamentos...
Meu grande desafio no momento é Paulo Coelho.
Quando Michael Jackson morreu eu me choquei. Não fazia sentido aquela pessoa morrer (algumas pessoas, pra mim, nunca vão morrer... rs). Quando as pessoas morrem, por pior que tenham sido, parece que sempre ganham uma segunda chance. Uma oportunidade de deixar na memória das pessoas apenas as coisas boas que fizeram. Eu sempre tive uma imagem ruim de Michael Jackson... Não sei exatamente o porquê. Não simpatizava e, por isso, não queria intimidade. Na semana da morte, em meio à polêmica da morte, à polêmica da vida, ao funeral-show, me permiti ler sobre, ouvir sobre (afinal, as pessoas ganham uma segunda chance depois da morte). Naquela semana, alguém, acho que um reporter, disse a seguinte frase: Precisou Michael Jackson (o grande astro, o rei do pop, não lembro exatamente o que) morrer pra que o mundo soubesse que ele foi um bom pai.
Não por ele, não pelo reporter, não pela comoção mundial, mas eu parei pra pensar um pouco naquele momento. É engraçado como eu senti como se estivesse julgando o cara erroneamente a vida inteira. Como se eu pudesse ter sido injusta. E como agora ele morreu, não deu tempo de eu ter sido justa enquanto ele estava vivo. Estranho, eu sei. O ó! Mas essa não é a questão que me motivou a escrever hoje. Essa é a contextualização!
Bom. Querendo não repetir o mesmo erro com tantos outros autores e suas obras, listei alguns mentalmente. Dentre eles, está Miguel Falabela. Passeando pelo youtube, me deparei com uma longa entrevista concedida a Marília Gabriela (que também já perambulou pela lista). No final das entrevistas que ela faz, pede sempre para o convidado falar alguma frase, algum verso, algum ditado que signifique algo para ele. Miguel Falabela falou uma coisa assim: Feliz daquele que conheceu o perfume do que perdeu.
Então o assunto. Bem curto, na verdade.
Apesar de ter rinite alérgica e, por isso, ter o olfato meio alterado pelo uso prematuro e constante de desgongestionantes nasais, apesar de contar com uma memória perto de ser qualificada como ridícula, memorizo cheiros. Tenho na minha cabeça e nas minhas narinas, o cheiro da casa da minha avó, o cheiro que algumas pessoas (principalmente pessoas amigas), o cheiro de Brasília, o cheiro das minhas casas... Gosto quando reconheço os cheiros : )
Essa coisa toda passou pela minha cabeça e eu senti que ia ficar passando, impedindo-me de pegar no sono. Escrevi. Acho que resolvi parte dos pensamentos...
Meu grande desafio no momento é Paulo Coelho.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Eu queria falar sobre o tempo
Vinha eu dirigindo, digerindo minhas angústias. Reta, rotatória, reta, rotatória pegando o rumo de casa. Aí Zélia Duncan e Fernanda Takai disseram assim:
Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final
Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final
domingo, 31 de janeiro de 2010
Essa é Marina. Ela gosta de filmes.

Vi 5 filmes nos últimos 10 dias. Começou assim...
Vez por outra, em diferentes situações, por bocas diferentes, ouvi comentários sobre O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Era um filme que eu sempre via na locadora, achava a capa simpática, o título simpático, mas por uma razão que eu não sei explicar nunca trouxe pra casa.
Minha volta a São Carlos veio com uma gripe. O fim da gripe, com o fim da semana passada, me levou a ver Amélie Poulain.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um filme francês. Deste século, mas não sei de qual ano. Como não entendo francês, me irrita ter que ler a legenda por completo.
Gosto do corte de cabelo e das roupas da Amélie. Gostei da história, gostei do ritmo lento do filme. Em várias situações, gosto de filmes lentos. As estatísticas mostram que filmes que têm uma infinidade de acontecimentos em cinco minutos permanecem pelos mesmos cinco minutos da minha memória. E eu gosto de lembrar das coisas. Deve ser mal de quem tem a pior das memórias... Gostar de lembrar das coisas. Pois então, Amélie é assim, tem seu tempo, seu ritmo, meio alheio ao alvoroço da vida real. Meio assim como eu sou. Ou como era e gostaria de continuar sendo. Não sei, às vezes sinto que perdi meu ritmo e me perdi no alvoroço...
Bom. Dificilmente vou a locadora para trazer só um filme. Trouxe então O Contador de Histórias. Há alguns anos, dando entrevista ao Jô Soares, conheci Roberto Carlos Ramos. Em síntese, o menino de uns 6 anos foi mandado pra FEBEM, virou bandido, encontrou uma professora francesa e virou pedagogo. Interessante como a entrevista é infinitamente mais divertida e realista que o filme. A história contada parece ser mais verdade que no filme. Esquisito isso, né?
E peguei outro. A vida secreta das abelhas. Tenho pouco a comentar. Achei meio superficial... A atriz, Dakota Faning, continuo achando que é muito boa.
Vi Encontro de Casais no cinema. Mais um para provar a minha verdade sobre comédias... Mas foi bom sair de casa. E eu gosto do protocolo do cinema, apesar de estar passando por um período sem poder comer pipoca.
Terminei com Up in the air. Esse eu baixei da rede. Digo que gostaria de um final mais previsível. George Clooney viaja pelos EUA para demitir pessoas. Esse é o resumo do resumo. Uma coisa intrigante: no filme, em um momento, uma personagem comenta sobre um filme francês e um duende pra explicar uma determinada situação. Bom, o filme é O fabuloso destino de Amélie Poulain.
"Vez por outra, em diferentes situações, por bocas diferentes, ouvi comentários sobre O Fabuloso Destino de Amélie Poulain."
Nesse caso, se eu não tivesse visto o filme, o comentário teria passado despercebido. Eu nem ia saber, que mais uma vez, alguém tinha comentado algo sobre Amélie.
Acho que vou aprender francês!
sábado, 23 de janeiro de 2010
Fiz minha última página de Diretas outro dia e comecei a ler A Jóia da Medina. Em síntese, conta a história de Aisha, uma das esposas de Maomé. Sim, ele, o profeta. E em paralelo, meio que sob o olhar da menina, a história do Islamismo.
Até agora o livro me parece meio irreal... Os diálogos, não sei... Não acho que Maomé falaria certas coisas. Bom, talvez nunca tivesse parado pra pensar sobre ele. Nunca havia me passado pela cabeça que Maomé foi só mais um homem e que, como tal em sua Medina, teve sim várias mulheres. Tá, tudo bem, ele teve um papo sério com Alá e tals...
Estou poucas páginas antes da metade, eu acho. A jóia da Medina ainda tem chance.
...
É... Sentimento duro é saudade. Há quem sinta saudade no coração. Há quem sinta na cabeça. Há até quem sinta uma coisa generalizada, profunda...
Bom, eu sinto no estômago. Dói exatamente no centro, perto de onde terminam as costelas. Dói ali! É tipo uma pontada que se prolooonga, tipo um refrão de música sertaneja. Acompanhou? Pois é. É assim que dói.
Coisa ruim é sentir saudade. Coisa ruim é sentir e saber que não vai passar amanhã de manhã.
Hoje à tarde ouvi música e procurei saber se alguém ia cantar à noite pra eu ir ouvir. Com o estômago (saudade) doendo, procurei o sentimento que a música provoca em mim.
Mas aí veja só! É meio químico o négocio. A dor no estômago é uma quando nas CNTP. A música... A música é como se temperatura e pressão fossem alteradas. Aí o que o espera, meu caro, é algo desconhecido. A dor no estômago fora das CNTP tem parte com o demônio, é o que eu posso dizer. O negócio cresce, se alastra. Desligar a música é ouvir aquela risada ao fundo.
Pretendo ainda ter muita vida pela frente.
E vida que é vida, tem trilha sonora.
É...
Meu destino é uma úlcera.
Até agora o livro me parece meio irreal... Os diálogos, não sei... Não acho que Maomé falaria certas coisas. Bom, talvez nunca tivesse parado pra pensar sobre ele. Nunca havia me passado pela cabeça que Maomé foi só mais um homem e que, como tal em sua Medina, teve sim várias mulheres. Tá, tudo bem, ele teve um papo sério com Alá e tals...
Estou poucas páginas antes da metade, eu acho. A jóia da Medina ainda tem chance.
...
É... Sentimento duro é saudade. Há quem sinta saudade no coração. Há quem sinta na cabeça. Há até quem sinta uma coisa generalizada, profunda...
Bom, eu sinto no estômago. Dói exatamente no centro, perto de onde terminam as costelas. Dói ali! É tipo uma pontada que se prolooonga, tipo um refrão de música sertaneja. Acompanhou? Pois é. É assim que dói.
Coisa ruim é sentir saudade. Coisa ruim é sentir e saber que não vai passar amanhã de manhã.
Hoje à tarde ouvi música e procurei saber se alguém ia cantar à noite pra eu ir ouvir. Com o estômago (saudade) doendo, procurei o sentimento que a música provoca em mim.
Mas aí veja só! É meio químico o négocio. A dor no estômago é uma quando nas CNTP. A música... A música é como se temperatura e pressão fossem alteradas. Aí o que o espera, meu caro, é algo desconhecido. A dor no estômago fora das CNTP tem parte com o demônio, é o que eu posso dizer. O negócio cresce, se alastra. Desligar a música é ouvir aquela risada ao fundo.
Pretendo ainda ter muita vida pela frente.
E vida que é vida, tem trilha sonora.
É...
Meu destino é uma úlcera.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Não prometi nada, como já havia decidido.
Mas não me contive... simplesmente me enchi de esperança. E pior!! (por favor não me condenem) Pensei no ano que passou!
Fui feliz ano passado. Tomei decisões importantes, fiz coisas importantes, aprendi coisas importantes. E que fique claro que qualificar tudo como importante faz parte da resolução 2008/2009.
Aiii!! Só queria contar que sim, pensei no ano que passou. E sim! Tenho sérias intenções para o ano que se inicia.
Uma pergunta:
Se eu estou sentada na poltrona 20D do avião, onde está a pessoa que liga o celular assim que a comissária fala pra não ligar o celular?
a) 20A
b) 20B
c) 20C
d) Qualquer uma das alternativas anteriores.
Se você marcou a letra d, acertou.
Uma estrelinha pra você!
Mas não me contive... simplesmente me enchi de esperança. E pior!! (por favor não me condenem) Pensei no ano que passou!
Fui feliz ano passado. Tomei decisões importantes, fiz coisas importantes, aprendi coisas importantes. E que fique claro que qualificar tudo como importante faz parte da resolução 2008/2009.
Aiii!! Só queria contar que sim, pensei no ano que passou. E sim! Tenho sérias intenções para o ano que se inicia.
Uma pergunta:
Se eu estou sentada na poltrona 20D do avião, onde está a pessoa que liga o celular assim que a comissária fala pra não ligar o celular?
a) 20A
b) 20B
c) 20C
d) Qualquer uma das alternativas anteriores.
Se você marcou a letra d, acertou.
Uma estrelinha pra você!
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