sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Venenos lentos, bebidas amargas, drogas poderosas, idéias insanas, pensamentos complexos e delírios loucos.

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Claro que foi ela.
Clarice!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Que me perdoem os pianos, mas guitarras são fundamentais.

Sim, fui lá e cliquei que queria fazer umaa nova postagem.
Aliás, clicar que quer alguma coisa é bom, né?

Anyways...
Gripei!
Sabe o que é pior que tá só? Tá só e gripada.
Eu quero minha mãããe!!! Pronto, falei.
Quero saúde e rock n' roll.

Mas nem tudo está perdido.
Não é porque eu estou gripada que o youtube deixou de funcionar...
Não é porque eu estou gripada que meus mp3 dos amigos Beatles deixaram de funcionar.
Aliás, um viva a George Harrison! Sim, here comes the sun.
Tem a tv, a música, o devaneio.

Hoje o professor falou que eu deveria correr 15km pra curar dessa gripe. Será?? Bom, ele sabe bem mais que eu... Não sei se sobre gripe, mas sabe.

Someday, somehow... I'll get over it.

Eu queria ir num show. Desses de música, de uma puta banda. Queria ir no show do Led Zeppelin. Ai que saco esse povo que morre, né?
Por falar nisso, já começo a ver a luz.

Ah nããão, começou a novela das 9h.
Tem dias que eu fico, pensando na vida
E sinceramente, não vejo saída
kkkkkkkkkk
Ai, agora me deu um frouxo (como diz minhã mãe). Tudo a ver, né?

You!!!
Could you just hold my hand??
:)
Thanks.

Se não ficar boa até amanhã, 15km it is.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eu ando em frente pra sentir saudade

http://www.youtube.com/watch?v=Tn6mLooeWnw&NR=1
Simples assim.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Não. Só encosta...

Se bates à porta,

Diga a que veio.

Não estou mais aberto.

Nem eu, nem meus braços.

...

Entra! Senta-te então.

Já que insistes...

Então, que me contas?

Tu que já viste o mundo

Suas paixões e chagas

Porque bates à minha calma?

Ah! Claro.

Um verso...

Só queres um verso.


-Fecho?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

À folha

Vem, me dá tua mão.

Segura! Não se tem a vida inteira.

Apressa o passo, dá dois por vez.

Pra quê a pressa?

Vê? É uma folha em branco.

Não sei em você

Mas em mim...

Primeiro lhe dou um sorriso sem dente

O coração bate alto, vou escrever, nem tente

Impedir-me de lhe fazer a declaração do maior amor do mundo.

domingo, 18 de outubro de 2009

Ai ai, sônia...

No geral durmo bastante, até mais do que deveria. Por essa razão, eu penso, vez por outra a sônia acha de me fazer companhia.

Vi tv por mais tempo hoje e pela primeira vez assisti Norma. É o programa novo da Denise Fraga. Gosto dela, gostei do programa.

Comi um pedaço do bolo de cenoura (tinha escrito na etiqueta, mas definitivamente não há cenoura naquele bolo) que uma amiga que precisou pousar aqui por uma noite trouxe a título de gentileza. Foi o último pedaço do dito bolo de cenoura que dei o cabimento de comer. Não serei mais motivo de chacota para um bolo que nem sabe do que é.

Tomei um banho quente buscando um q de preguiça, mas não rolou.

Sempre leio antes de dormir. Vou pra cama meia hora antes da hora que quero domir pra poder ler um pouco do livro do momento.

É preciso que se explique um detalhe antes de prosseguir com a conversa...
Entre um livro e outro faço um intervalo indefinido, apesar de ter sempre um estoque de segurança dos livros que deverei ler em seguida, de dias em que me dedico às palavras cruzadas. Geralmente faço nível difícil, mas com banco. Não abro mão do banco. Faço todas as diretas, cedi até às silábicas ultimamente, mas nunca, jamais a diagonal.
Que fique claro que este intervalo é de real importância. Por duas vezes tentei começar um livro na noite seguinte em que terminei o anterior. Leio por alguns poucos dias sem entusiasmo e logo desisto. É como se eu precisasse me desapegar dos que se foram para conhecer novas pessoas, novos pensamentos.

Bom, ontem acabei as palavras cruzadas que tinha disponível e hoje me pareceu uma boa noite para começar O Nome da Rosa. Faz parte do projeto "Marina, vamos, preencha suas lacunas!" (título ainda provisório). É meu primeiro do Umberto Eco. Isso porque O Baudolino se perdeu em alguma estante lá por casa (a casa mais perto da Linha do Equador, eu falo).

Li, parei e religuei o computador. Resolvi dar uma olhada nos preços dos dvds de filmes e shows que também fazem parte do projeto anteriormente citado e de repente me lembrei de que precisava comprar um Resta 1. Meu Resta 1 deve ter se perdido com O Baudolino... Custa 3,90 no americanas.com com mais 2,50 de frete. Que lástima, o submarino não tem pra eu poder comparar o preço... Acho que vou comprar numa loja física mesmo, assim escolho a cor.

De Álvaro de Campos

Insônia

Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.

Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite
— Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!

Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!

continua...


Se existisse Resta 3 eu compraria. É tão melhor ganhar...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Quem dera fossem meus.


De Mário Quintana.


Se eu fosse um padre

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Diversão!

Recentemente ganhei um dvd sobre os Titãs. Uma coletânea de vídeos feita por Branco Melo ao longo dos anos de banda. Chama "A vida até parece uma festa". Assisti dia desses.

Tenho um amigo que gosta de me provocar dizendo que não pode existir uma banda de rock com 7 pessoas e um peso morto (Branco Melo). Definitivamente ele precisa ver esse vídeo : )

É engraçado ver como mudaram de penteado ao longo dos anos. Nos anos que eu não os conhecia ainda, ou porque não estava por aqui ou porque Xuxa me parecia muito mais interessante, tinham penteados bem engraçados. E como eram feios, meu deus!

( ) para um comentário
Semana passada eu estava fazendo as unhas num salão e ouvi uma mulher falando uma frase que eu já conhecia, mas que tinha me esquecido. Ela disse assim: Não existe gente feia, existe gente lisa! Acho graça dessa frase e evito dizer que bem que acredito nela. Mas voltando...

As músicas que eu mais gosto estão lá. Algumas lacunas, como não poderia deixar de ser, mas a maior parte está lá. Algumas, assim como a frase da mulher no salão, eu tinha me esquecido. Jesus não tem dentes no país dos banguelas é uma delas. Nome aos bois... Ainda continuo sem saber quem são alguns deles. Bichos escrotos eu acho sensacional. hahahaha Na verdade sempre acho graça em lembrar como adorava (será que ainda adoro? putz) encher a boa pra dizer "vão se fuder!" Sem noção o efeito que isso pode provocar. Num show então! Ai que horror!!! hahahaha

Não lembrava de quando Arnaldo Antunes saiu da banda.
Lembro de quando Marcelo Fromer morreu, mas não lembrava que o Arnaldo Antunes estava lá, como um Titã, quando Branco Melo leu a carta oficial. Lembro que cantaram quando o caixão desceu.
Achei bonito o que Tony Beloto falou, sobre como a morte do Marcelo tinha quebrado um pouco o espírito de Peter Pan que as bandas de rock costumam ter.
Lembro quando Nando Reis saiu da banda. Lembro que disse ao meu amigo que agora Branco Melo tocava baixo. Ele riu apenas...
"Nando Reis e Os Infernais" me pareceu sonoro.

Devo adimitir que não simpatizo com os últimos discos.


Com licença...

Oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo
Vão se fuder!!!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Seis empadas... divididas por duas andorinhas...

Foi o que Tistu respondeu ao seu professor. Por causa disso, o professor escreveu ao Sr. Papai: Prezado senhor, o seu filho não é como todo mundo.

Em homenagem ao dia das crianças, eu li "O menino do dedo verde".

Ganhei o livro no meu último aniversário, em agosto, com uma linda dedicatória. Alguém, sabendo que eu vivia para preencher lacunas na minha vida, achou que essa era uma lacuna muito grande.
Só resolvi preencher neste final de semana, véspera do dia das crianças.

O livro conta a estória de Tistu, o menino do dedo verde. Foi escrito por Maurice Druon, em 1957.
Pasme! Eu li a 86 edição. Adorei isso. : )

Li na internet que esse foi o único livro infantil do Maurice Druon. Uma lástima, se me permite.

O livro é fofo. Tem aquela coisa de achar graça das atitudes das pessoas grandes. Meio O Pequeno Príncipe. (parece que é coisa de francês...)
Os capítulos tem títulos engraçados. Eles contam o que vai acontecer, mas sem contar o que acontece.
Capítulo 18: No qual algumas pessoas grandes acabam renunciando às suas idéias estabelecidas

Começa assim...

Tistu é um nome esquisito, que a gente não acha em calendário algum, nem do nosso país nem dos outros. Não existe um São Tistu.
Mas havia, no entanto, um menino a quem todos chamavam Tistu... E é preciso explicá-lo.Um dia, mal acabava de nascer e parecia um grande pão no bercinho de vime, fora levado à igreja para ser batizado. Um padrinho de chapéu preto e uma madrinha de mangas compridas declararam ao padre que ele se chamava João Batista.
Nesse dia, como quase todos os bebês em idênticas circunstâncias, o coitadinho protestou, gritou, ficou vermelho de chorar. Mas as pessoas grandes, que não compreendem os protestos dos recém-nascidos e teimam em sustentar suas ideias pré-fabricadas, garantiram com a maior firmeza que o menino se chamava mesmo João Batista.
Mas em seguida, mal a madrinha de manga comprida e o padrinho de chapéu preto o recolocaram no berço, deu-se um fato curioso: as pessoas grandes já não conseguiam pronunciar o nome que lhe haviam dado, e puseram-se a chamá-lo de Tistu.O fato, aliás, não é tão raro assim. Quantos meninos e meninas foram registrados no tabelião ou na igreja com os nomes de José, Maria ou Antônio, e só são chamados de Juca, Cotinha ou Tonico!

Vou ficando por aqui.
Quer dizer... Não sem antes dizer que o pônei de Tistu se chama Ginástico!
Agora sim.
Tchau!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=ZiT_YHvUThw&feature=related

Aconteceu um evento com meu irmão que me fez lembrar disso...

Esse link é de um vídeo que eu vi há alguns anos, mas que ainda me emociona. E acho que vai sempre emocionar. Revejo de tempos em tempos, porque é preciso ter paixão pela vida.

É preciso ver aqueles rostos todos parecidos, sem maquiagem. Aquela saia parecendo arco-íris, as roupas pouco passadas. É preciso ver o copo de whisky de Vinícius, ver/ouvir o violão de Toquinho.
É preciso ter paixão pela vida!

Tenho sempre saudade dos tempos que não vivi. E hoje vivo uma vida tão boa...
Disse há um ano a um professor meu, indignada porque não conseguia entender um determinado assunto: Eu sou uma pessoa sem problemas. Tenho zero problemas na minha vida. Se eu não estou entendendo, só pode ser por falta de capacidade mesmo. Então não tem jeito.
Ele só riu. (E sim, falei com sotaque. Há um ano o sotaque era muito maior que eu.)
Lá dentro de mim eu queria ter um problema sério, pra me desculpar por não ter compreendido e pra ter ainda mais paixão pela vida.

Penso que em 1970 a vida não era exatamente boa. Não sei, na verdade. É difícil mensurar essas coisas. O fato é que dentro da saudade que eu tenho desse tempo que não vivi, está a vontade imensa de ter visto a saia, o copo de whisky, os violões...

Já falei que amizade me emociona? Gosto de filmes baseados em grandes amizades (estou num momento imagens, como é possivel perceber). Penso que em 1970, quando a vida não era exatamente boa, a amizades faziam a diferença. Os amigos de violão, os amigos de whisky, os amigos da poesia, os amigos que não te delatavam "nem sob tortura" (num tempo em que a expressão fazia sentido).
Na saudade do tempo que eu não vivi está também a vontade de ter amigos assim. Até acho que tenho. Tenho grandes e bons amigos. A questão é que a vida boa nos impede de "provar" as amizades. São poucas as chances que eu tenho pra dizer o quanto os amo.

Ontem à noite fui a casa de uma amiga encontrar com várias outras. Uma delas está na minha vida há 18 anos (agora que fiz as contas pra escrever também me assustei). Não sei se ela sabe o que eu seria capaz de fazer por ela...

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles."

O texto continua lindamente...

E não. Eu não os delatarei.

sábado, 3 de outubro de 2009

Hoje à noite eu gostaria de me permitir e escrever sobre amor. Não sei se o tema seria exatamente esse, na verdade. Algumas coisas têm passado na minha cabeça de tempos em tempos e, como de costume, quis escrever sobre. Num limite, é por isso que esse blog existe.

O início dos meus pensamentos está em Vinícius de Moraes. Acabo me repetindo quando falo nele, mas como disse no início, hoje estou me permitindo, sem censura.
Como ia dizendo, meus pensamentos partem dele por vários motivos. Em especial porque desde que soube que ele tinha se casado 8 vezes fiquei intrigada. Fiquei meio decepcionada, pra ser mais sincera. Quando li o Soneto de Fidelidade pela primeira vez, na prova de seleção para entrar no colégio em que eu fiz o ensino médio, achei que Vinícius tinha amado muito, mas que tinha se dedicado a estar com uma única mulher a vida inteira. Engraçado que naquela época eu errei a questão porque não sabia que sonetos eram feitos de versos decassílabos : )... Logo eu!! Mas também eu tinha 14 anos e provavelmente decassílabos eram “certinhos” demais pra mim. E engraçado também porque achei isso apesar do final do poema (mas que seja infinito enquanto dure). Parece que preferi ignorar o final, no auge dos meus 14 anos, chegando ao auge da minha fé na humanidade.
Não vou me lembrar quando nem onde, mas ouvi alguém falando que Vinícius se casou 8 vezes porque não suportava não estar apaixonado. Escutei/li isso bem além dos meus 14 anos e fez sentido pra mim. É difícil não estar apaixonado, pensei por um instante. É difícil não estar apaixonado, penso nisso agora. Não é exatamente difícil, difícil não é a palavra. Triste muito menos!! Seria: É tão melhor quando se está apaixonado. É, talvez seja isso.

Voltando ao assunto cinema, hoje assisti Juno pela xxx vez. É um filme meio adolescente. Gosto do título (pouco criativo, mas gosto), da capa do dvd, da trilha sonora principalmente e do jeito que Ellen Page fala (dos diálogos, sendo mais específica). É bobo, mas eu gostei do final. Não imaginei que seria daquele jeito. E me emocionou na primeira vez que vi. Ah, sou mulher, como outra qualquer. Estou na maioria que se emociona quando o assunto é filho, família...
O filme tem uma cena em que Juno conversa com o pai dela sobre a possibilidade de duas pessoas permanecerem juntas e felizes pela vida inteira. O pai dela diz que não é fácil, mas que acha que é possível sim. Fala várias coisas bem comuns de se ouvir e por fim diz algo como: Existe uma pessoa que acha que the sun brights on you. E é essa a pessoa que você deve escolher. A pessoa que acha que o sol brilha em você : )

Eu penso em como é bom e emocionante se apaixonar (falo do processo), mas como é bonita a cumplicidade que só o tempo, incluindo o processo, pode promover. Chega a ser injusto como nós queremos, nem que seja por um dia, exatamente o que não temos. Vinícius passou a vida inteira evitando o tédio do amor e Juno, no auge dos seus 16 anos, só queria isso. Vinícius chegou ao fim da vida cansado, eu acho...

Não tenho conclusões a respeito disso.