Nesses últimos dias tenho dado conta de casa (entrada, processo e saída), assisti Marley e eu, dei uma chance a Jim Carey, tirei o aparelho e dei um jeito na coluna.
Dou conta de casa porque é o natural, alguém tem que fazer isso. Há hierarquia pra tudo, se for parar pra pensar. Apesar do jeito na coluna não é tempo de parar. O jeito na coluna tá me impedindo de pensar.
Não li o livro porque não me interesso muito por esse tipo de livro. Também não me interesso muito por esse tipo de filme, que tem crianças e um animal muito esperto. O último que vi e gostei, não me lembro quantos anos eu tinha quando.
Vi Marley e eu porque estava fácil, simplesmente estava começando assim que eu troquei de canal. Vi porque minha mãe achou liiiindo. E minha vizinha, que tem um labrador, também. Não perdi minha noite, mas também não mudou minha vida. É bonito, realmente.
Daí, da mesma forma, assim que eu mudei de canal, estava começando Brilho eterno de uma mente sem lembrança. Vivia com este conflito dentro de mim, entre não assistir porque Jim Carey estava lá, e assistir, porque gosto do título. Jim Carey soube cultivar, como nenhum outro, a minha antipatia. Fico sem saber o que fazer quando passa uma propaganda que seja de algum dos Ace Ventura. Sem pensar, a reação é: Sério mesmo, doido? Em O máscara pelo menos ele era verde, vai...
Resolvi assistir porque dizia lá na sinopse que não era comédia. Dizia também que era com a Kate Winslet e eu gosto dela. E tem um bom título, eu acho. Em português, inclusive, achei mais sonoro que no original: "Eternal Sunshine of the Spotless Mind".
Vi uma meia hora de filme, talvez nem isso. Deu pra mim não, foi mal...
Tirei o aparelho, bixooo. Meu restinho de paciência para aquele monte de coisa que mal cabia na minha boca estava sendo cultivado a muito custo. Não pensei com muita profundidade no monte de obturações que vou ter que trocar/fazer.
E dei um jeito nas costas. Putz... Estou preferindo não acreditar que esta é a primeira de muitas crises, já que tenho genes pra isso. No momento acredito cegamente que tudo isso é fruto de algumas horas de má postura enquanto retirava o bordado de uma saia que ficou fora de moda, coroado com alguns minutos de lavagem de roupa num tanque que me faz precisar curvar.
Bom, mas pense numa gata sou eu sem aparelho!! Quando perceberam que eu estava me achando, trataram de dar um jeito na minha coluna. Caminho com o charme de uma pata, no momento.
Era uma foca, by the way. O animal do último filme desse naipe que vi e gostei. Não era um cachorro, era uma foca. Achei que era bom esclarecer...
sábado, 29 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Observe.
Muita coisa mudou desde o dia da análise/inspiração (lê-se: análise barra inspiração). Dentro e fora, principalmente. Quase nada na superfície, no invólucro, mas não posso dizer também que passou por tudo intocável. Já falei alguma coisa sobre O Retrato de Dorian Gray? Não lembro... Muito menos vou checar.
Bom... Vi o filme, não li o livro. Havia, não sei se ainda há, uma sessão no SBT chamada Cine Belas Artes. Passou lá e eu vi por acaso. P&B, coisa que não gosto de fato. Não lembro dos detalhes, claro, mas lembro (e vez por outra penso nisso) da idéia principal (ou o que eu entendi dela). Dorian Gray tinha um retrato seu em casa. Por alguma razão, tudo por que ele passava na vida, ao invés de refletir em sua face, refletia no retrato. Todas as mazelas, todo o sofrimento, todas as perversidades, tudo que marcaria seu rosto sem dó nem piedade, marcava o retrato. Desde então penso que é bem assim mesmo. No geral, temos a cara da vida que tivemos. Daí a "conclusão": se mudou por dentro, se mudou por fora, não tem como o invólucro não ter mudado, já que eu não tenho retrato.
Minha mãe tem o costume de dizer de vez em quando, em momentos fúnebres: É... estamos aqui só de passagem mesmo. Pode parecer, de imediato, que tem a ver com outras vidas, ou alguma coisa assim. Eu que sou uma pessoa de pouca fé (ou de menos fé do que eu gostaria), penso na "passagem" como uma coisa que realmente passa; e rápido, porque não permanece. Digo, se passasse, mas permanecesse um pouco, não seria tão rápido. Mas passa. Simplesmente passa. Continuamente.
Neste último mês eu tive a oportunidade de ver lugares e coisa que eu nunca achei que poderia. Ou até pensei, mas não tão cedo. Quando estava em vários desses lugares, pensei nos poucos que me rodearam e passaram sem ver. Pensei nos vários que me rodeiam e que muito provavelmente vão passar sem ter visto. Doeu pensar nos que eu gostaria que vissem antes de passar. E por fim pensei: Putz! Como tem o que ver nesse mundo!
É preciso tempo. Apesar da relação custo-benefício que persegue um viajante, é quase uma falta de respeito passar por um lugar sem tempo pra sentar de posse de um café e observar. Eu que sou adepta do observe antes de falar, se pudesse dar um conselho para a humanidade, diria: Observem. Tenham tempo para observar. O café fica para os que apreciam...
Poderia dizer contemplar, mas "contemplar" me passar a idéia de que não se pensa sobre. Só se está lá, inerte, contemplando. Inclusive, quase sempre que falo essa palavra prolongo o "a". Contemplaaando. Não sei se dá pra perceber o tom, mas é mais suave também. Contemplaaando. Mas talvez seja só ignorância minha e a eterna preguiça de consultar um dicionário.
Por uma coisa e outra, sou melhor para começar essa nova fase que se inicia. E passou mais um pouco. E eu ainda tenho muito pra ver.
Por essas e outras é que eu acho que devo começar um novo livro. O último foi em 2009. E eu mereço dar uma pausa na Gestão Pública...Licitação (Lê-se: Gestão Pública muitos outros assuntos interessantes mas pouco divertidos Licitação)
Ainda sem trilha sonora.
Bom... Vi o filme, não li o livro. Havia, não sei se ainda há, uma sessão no SBT chamada Cine Belas Artes. Passou lá e eu vi por acaso. P&B, coisa que não gosto de fato. Não lembro dos detalhes, claro, mas lembro (e vez por outra penso nisso) da idéia principal (ou o que eu entendi dela). Dorian Gray tinha um retrato seu em casa. Por alguma razão, tudo por que ele passava na vida, ao invés de refletir em sua face, refletia no retrato. Todas as mazelas, todo o sofrimento, todas as perversidades, tudo que marcaria seu rosto sem dó nem piedade, marcava o retrato. Desde então penso que é bem assim mesmo. No geral, temos a cara da vida que tivemos. Daí a "conclusão": se mudou por dentro, se mudou por fora, não tem como o invólucro não ter mudado, já que eu não tenho retrato.
Minha mãe tem o costume de dizer de vez em quando, em momentos fúnebres: É... estamos aqui só de passagem mesmo. Pode parecer, de imediato, que tem a ver com outras vidas, ou alguma coisa assim. Eu que sou uma pessoa de pouca fé (ou de menos fé do que eu gostaria), penso na "passagem" como uma coisa que realmente passa; e rápido, porque não permanece. Digo, se passasse, mas permanecesse um pouco, não seria tão rápido. Mas passa. Simplesmente passa. Continuamente.
Neste último mês eu tive a oportunidade de ver lugares e coisa que eu nunca achei que poderia. Ou até pensei, mas não tão cedo. Quando estava em vários desses lugares, pensei nos poucos que me rodearam e passaram sem ver. Pensei nos vários que me rodeiam e que muito provavelmente vão passar sem ter visto. Doeu pensar nos que eu gostaria que vissem antes de passar. E por fim pensei: Putz! Como tem o que ver nesse mundo!
É preciso tempo. Apesar da relação custo-benefício que persegue um viajante, é quase uma falta de respeito passar por um lugar sem tempo pra sentar de posse de um café e observar. Eu que sou adepta do observe antes de falar, se pudesse dar um conselho para a humanidade, diria: Observem. Tenham tempo para observar. O café fica para os que apreciam...
Poderia dizer contemplar, mas "contemplar" me passar a idéia de que não se pensa sobre. Só se está lá, inerte, contemplando. Inclusive, quase sempre que falo essa palavra prolongo o "a". Contemplaaando. Não sei se dá pra perceber o tom, mas é mais suave também. Contemplaaando. Mas talvez seja só ignorância minha e a eterna preguiça de consultar um dicionário.
Por uma coisa e outra, sou melhor para começar essa nova fase que se inicia. E passou mais um pouco. E eu ainda tenho muito pra ver.
Por essas e outras é que eu acho que devo começar um novo livro. O último foi em 2009. E eu mereço dar uma pausa na Gestão Pública...Licitação (Lê-se: Gestão Pública muitos outros assuntos interessantes mas pouco divertidos Licitação)
Ainda sem trilha sonora.
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