Lemon Tree foi o último filme que assisti. Gostei do nome, mais ainda da capa do dvd. Sim, gosto de títulos e capas. Dificilmente leio o resumo que vem atrás.
Lemon Tree não é exatamente um bom filme. O filme gira em torno de uma palestina, seu pomar de pés de limão e seu vizinho, o misistro da defesa de Israel.
Gosto de filmes. Muito!
Já disse/escrevi uma vez. Gosto dos que me tocam nas duas horas que lhes cabem. O rosto de Salma foi o que me tocou em Lemon Tree. Decoro algumas frases e não pretendo ter um gênero preferido.
Vejo várias vezes vários deles.
Vi Forrest Gump algumas vezes e gosto de várias partes. Gosto quando Forrest pergunta mais ou menos assim: Is he smart, Jenny? Como se ele não quisesse, do fundo do coração, que o menino fosse "bobo" como ele foi a vida inteira.
Jenny foi o nome que ele deu ao barco de pescar camarão. Gosto quando ele diz que era o único nome que poderia pôr... Gosto de nomes de barco, geralmente tem histórias assim por trás. Gosto de pensar que cada nome de barco tem uma bela história por trás.
Gosto como não consigo ter sentimentos ruins em relação à Jenny, porque Forrest nunca os teve.
Forrest está naquele limite que eu falei há algum tempo, no grupo dos que pensam somente nos outros, achando que estão pensando nele também.
Vi 12 homens e uma sentença algumas vezes também. O remake já é antigo. O original eu nem sei de que ano é. Meu pai fez faculdade de direito quando eu tinha uns 11 anos e lembro que esse filme fazia parte de uma disciplina que envolvia a compreensão da ética e outras coisas. Putz, que filme!! Pensei na época... Outro dia minha amiga falou que tinha o filme no computador e me passou a cópia. Fui uma pessoa feliz naquele dia e já assisti duas vezes desde então.
Quando eu tinha 11 anos queria ser promotora de justiça.
O Poderoso Chefão I, II e III. Os meus atores preferidos estão lá. Quase todos, na verdade. Lembro que nas primeiras vezes que tentei assistir o primeiro, que passou na tv tarde da noite, sempre adormecia depois que Don Corleone voltava pra casa (do hospital) e tinha certeza que o filme estava perto do fim. : )
O documentário sobre Vinícius. Noel, o poeta da vila. Lindos, lindos. O primeiro vi algumas vezes. O segundo só uma.
Vi Zuzu Angel há alguns anos e devo confessar que não me interessei pela história. Fiquei interessadíssima na história de Elke Maravilha, mas li pouco sobre ela até hoje.
Gosto de ler o livro e ver o filme depois. As caras nunca são como eu visualizo. Li o Caçador de Pipas e não quis ver o filme. Achei o livro de tão mal gosto que imaginei que o filme não valeria a pena. Forrest mais uma vez seria melhor.
O post de hoje é meio vago. Só queria contar um pouco sobre como gosto de cinema. Tantos outros filmes eu já poderia ter visto se não tivesse mania de repetir os que gosto tanto... : )
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Dr Phil fez 55 (tinha no email)
Tenho uma tia que mora em São Paulo e gosta de enviar emails. Ela faz parte daquele conjunto de pessoas reféns do .pps.
Ele costuma me encaminhar seus emails e, vez por outra, pergunta se eu li. Todo mundo tem alguém assim na vida, né? Minha mãe quase entrou neste caminho sem volta, mas eu consegui ser rápida pra dizer: Não, mainha, pelo amor de deus, tenha fé! Ninguém merece .pps. Vários, todos os dias... (Sim, com sotaque. Nesses momentos o sotaque fala mais alto)
Eis que recebo dois .pps da minha tia ontem à noite. Esperei até hoje de manhã pra abrir, pois não sabia quanto tempo ia tomar. Abri o primeiro de manhã cedo e me pareceu legal. Não era .pps na verdade. Era um link para um nova biblioteca digital.
Meu tempo acabou, tinha horário na manicure.
Abri o outro ainda agora. ha! Era não só um .pps como um teste do Dr. Phil. Eu mereço, não mereço? Quem manda ser malcriada... Fiz o teste. Tentei ser rápida, pra me parecer indolor. O email vinha com meu nome, não era um encaminhamento genérico. Isso implica uma resposta com a minha pontuação. Ai que triste!
Fiz 41 pontos. Limite inferior de uma das categorias. Só no final descobri pra que servia o teste. Ele diz como as pessoas me veem. E ora mas vejam só como as pessoas me veem...
As pessoas me veem como uma pessoa alegre, animada, charmosa, divertida, prática e sempre interessante. Eu estou constantemente no centro das atenções, mas tenho equilibrio suficiente pra não deixar isso me subir a cabeça. Sou amável, compreensível e sempre sou vista como alguém que anima todo mundo e está sempre disposta a ajudar.
Fiquei em dúvida se sou Bozo ou Madre Tereza...
Ele costuma me encaminhar seus emails e, vez por outra, pergunta se eu li. Todo mundo tem alguém assim na vida, né? Minha mãe quase entrou neste caminho sem volta, mas eu consegui ser rápida pra dizer: Não, mainha, pelo amor de deus, tenha fé! Ninguém merece .pps. Vários, todos os dias... (Sim, com sotaque. Nesses momentos o sotaque fala mais alto)
Eis que recebo dois .pps da minha tia ontem à noite. Esperei até hoje de manhã pra abrir, pois não sabia quanto tempo ia tomar. Abri o primeiro de manhã cedo e me pareceu legal. Não era .pps na verdade. Era um link para um nova biblioteca digital.
Meu tempo acabou, tinha horário na manicure.
Abri o outro ainda agora. ha! Era não só um .pps como um teste do Dr. Phil. Eu mereço, não mereço? Quem manda ser malcriada... Fiz o teste. Tentei ser rápida, pra me parecer indolor. O email vinha com meu nome, não era um encaminhamento genérico. Isso implica uma resposta com a minha pontuação. Ai que triste!
Fiz 41 pontos. Limite inferior de uma das categorias. Só no final descobri pra que servia o teste. Ele diz como as pessoas me veem. E ora mas vejam só como as pessoas me veem...
As pessoas me veem como uma pessoa alegre, animada, charmosa, divertida, prática e sempre interessante. Eu estou constantemente no centro das atenções, mas tenho equilibrio suficiente pra não deixar isso me subir a cabeça. Sou amável, compreensível e sempre sou vista como alguém que anima todo mundo e está sempre disposta a ajudar.
Fiquei em dúvida se sou Bozo ou Madre Tereza...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Eu não me atreveria
Já falei que gosto de títulos?
Sou apaixonada por eles. Não sou boa em dar títulos, pelo menos não quanto eu gostaria, por isso não me atrevo muito.
Fico tão decepcionada quando ouço uma puta música e me deparo com um título que nada mais é do que a primeira frase do refrão. Preguiça mortal, eu acho. Quem é capaz de escrever AQUELA letra, eu penso, só precisaria de mais alguns minutos de dedicação (ou 1 segundo de inspiração) pra me sair com um título melhor. Que decepção!!
Eu gosto dos títulos que Vinícius dá aos sonetos. Tá, tudo bem, até ele tem seus momentos de preguiça.
Tem um poema que diz assim:
Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! Uma cadela
Talvez... Mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
Tive impressões erradas a respeito desses versos. Li o título e os dei uma segunda chance. Chama Soneto de Devoção. Não achei que esse homem tivesse devoção por essa mulher.
Hakuna matata!
Sou apaixonada por eles. Não sou boa em dar títulos, pelo menos não quanto eu gostaria, por isso não me atrevo muito.
Fico tão decepcionada quando ouço uma puta música e me deparo com um título que nada mais é do que a primeira frase do refrão. Preguiça mortal, eu acho. Quem é capaz de escrever AQUELA letra, eu penso, só precisaria de mais alguns minutos de dedicação (ou 1 segundo de inspiração) pra me sair com um título melhor. Que decepção!!
Eu gosto dos títulos que Vinícius dá aos sonetos. Tá, tudo bem, até ele tem seus momentos de preguiça.
Tem um poema que diz assim:
Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! Uma cadela
Talvez... Mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
Tive impressões erradas a respeito desses versos. Li o título e os dei uma segunda chance. Chama Soneto de Devoção. Não achei que esse homem tivesse devoção por essa mulher.
Hakuna matata!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Costumo ter reações "engraçadas" em relação à beleza das pessoas. Sim! A mim se aplica a frase "Quem ama o feio, bonito lhe parece". Tenho uma amiga que fala de um jeito engraçado que consegue separar perfeitamente uma pessoa feia de uma pessoa legal! : )
Eu geralmente acho as pessoas bonitas. As mais bonitas são aquelas que não sabem o quanto são bonitas, se vestem de maneira simples e encantam com gestos. São charmosas por vida.
Sabe a Leda Nagle?
Gosto tanto dela.
Conheci Vander Lee no programa dela e ela parecia que já o conhecia há bem mais tempo. Tive a impressão de que ele já tinha ido ao programa antes, pela conversa.
Mas como gostei dele... É mineiro. Fala baixo, devagar e com aquele sotaque. É feio por fora. Feinho, que nem o charme que um violão pode dar ajudou. Mas deve ser lindo por dentro... Como eu gosto das coisas que ele escreve. Como eu gosto das rimas, das palavras que ninguém costuma usar em letras músicas.
Também não acho que ele canta bem. Como eu já disse, pouco me importa quem desafina. Não que eu acho que ele desafina, porque eu não acho. Só sua voz que não me agrada de todo.
No programa, cantava baixinho, tocava o violão, tinha os ombros meio curvados e o maior amor do mundo dentro de si.
Ele canta Passional com Zeca Baleiro. Superlegal!! E nem gosto muito do Zeca Baleiro...
Feios de fora e lindos de dentro...
Hoje o dia começou bonito, foi ficando feio. Não corri à noite, chovia. Também não me olhei no espelho... Tenho o maior amor do mundo dentro de mim.
Eu geralmente acho as pessoas bonitas. As mais bonitas são aquelas que não sabem o quanto são bonitas, se vestem de maneira simples e encantam com gestos. São charmosas por vida.
Sabe a Leda Nagle?
Gosto tanto dela.
Conheci Vander Lee no programa dela e ela parecia que já o conhecia há bem mais tempo. Tive a impressão de que ele já tinha ido ao programa antes, pela conversa.
Mas como gostei dele... É mineiro. Fala baixo, devagar e com aquele sotaque. É feio por fora. Feinho, que nem o charme que um violão pode dar ajudou. Mas deve ser lindo por dentro... Como eu gosto das coisas que ele escreve. Como eu gosto das rimas, das palavras que ninguém costuma usar em letras músicas.
Também não acho que ele canta bem. Como eu já disse, pouco me importa quem desafina. Não que eu acho que ele desafina, porque eu não acho. Só sua voz que não me agrada de todo.
No programa, cantava baixinho, tocava o violão, tinha os ombros meio curvados e o maior amor do mundo dentro de si.
Ele canta Passional com Zeca Baleiro. Superlegal!! E nem gosto muito do Zeca Baleiro...
Feios de fora e lindos de dentro...
Hoje o dia começou bonito, foi ficando feio. Não corri à noite, chovia. Também não me olhei no espelho... Tenho o maior amor do mundo dentro de mim.
sábado, 19 de setembro de 2009
Eis que o dia amanheceu cinza novamente. Não é justo! Que fique claro que não acho justo.
Acordei relativamente cedo. Pus a roupa pra lavar, mas não tirei a que estava seca. Troquei de roupa, lavei o rosto e fui lavar a louça de ontem à noite. - começou a chover... -
Esquentei uma caneca de leite e fiz um capuccino. A vida não seria a mesma sem café!
Xuxa tá na tv. Que triste, né?
Respondi alguns emails que deixei de responder ontem. Entrei nos sites que costumo entrar diariamente. Troquei algumas palavra com um colega que tá voltando pra casa.
Nesse meio tempo tirei as roupas que estavam secas e estendi as molhadas.
Tô me sentindo meio esquisita. Saudade gigante de alguns sentimentos que eu nem percebi que tinham ido embora. Não sei nem se foram, na verdade.
Não tô me sentindo triste. Tristeza é muito genérica, às vezes. (Skank tá na tv. Eu gosto deles...) Tô sentindo aquilo que dá vontade de pôr a mão no peito e arrastá-la até o pescoço, acompanhada de um suspiro que parece de saudade.
Sabe o que eu queria agora? Um abraço! Gosto da propaganda da Malwee : ) Gostosa como um abraço. Gosto de cumprimentar as pessoas com um abraço.
Tudo que eu queria agora era um abraço.
Vou tomar banho, pôr uma roupa bonita, minha sandália amarela e sair pra abraçar alguém.
Acordei relativamente cedo. Pus a roupa pra lavar, mas não tirei a que estava seca. Troquei de roupa, lavei o rosto e fui lavar a louça de ontem à noite. - começou a chover... -
Esquentei uma caneca de leite e fiz um capuccino. A vida não seria a mesma sem café!
Xuxa tá na tv. Que triste, né?
Respondi alguns emails que deixei de responder ontem. Entrei nos sites que costumo entrar diariamente. Troquei algumas palavra com um colega que tá voltando pra casa.
Nesse meio tempo tirei as roupas que estavam secas e estendi as molhadas.
Tô me sentindo meio esquisita. Saudade gigante de alguns sentimentos que eu nem percebi que tinham ido embora. Não sei nem se foram, na verdade.
Não tô me sentindo triste. Tristeza é muito genérica, às vezes. (Skank tá na tv. Eu gosto deles...) Tô sentindo aquilo que dá vontade de pôr a mão no peito e arrastá-la até o pescoço, acompanhada de um suspiro que parece de saudade.
Sabe o que eu queria agora? Um abraço! Gosto da propaganda da Malwee : ) Gostosa como um abraço. Gosto de cumprimentar as pessoas com um abraço.
Tudo que eu queria agora era um abraço.
Vou tomar banho, pôr uma roupa bonita, minha sandália amarela e sair pra abraçar alguém.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Dezessete
Ontem eu lembrei do ano que fiz 17 anos. Não tenho um adjetivo pra ele. Sei que adjetivos facilitam a nossa vida, mas foi mal, de fato não tenho. Tinha um cd do Engenheiros do Hawai, chamado 10001 destinos que acabou virando a trilha sonora desse ano. Até hoje, quando ouço uma música ou outra (sim, o cd está no meu mp3 p.) lembro de como dormia ouvindo essas músicas. Gostava das letras e das versões que foram dadas a várias músicas antigas. Refletia sobre essas músicas, escrevia sobre elas.
Foi o ano que virei noites sem sono, cheia de pensamentos.
Passava dias mascando chiclete. Emagreci, perdi cabelo, mas não tive gastrite. Nesse ano só li os livros para o vestibular. Li Marília de Dirceu e adorei. Não adoro mais, no entanto. Li outras coisas que não me lembro e acho que fui bem na prova de literatura.
Nesse ano, indo às várias missas que o meu colégio promovia, encarei o fato de que nunca ia entender o "amor de Cristo" e muito menos aquela estória de "próximo". Achava isso tudo muito difícil, mas nunca tinha tomado nenhuma atitude. Minhas opiniões sobre a igreja ficam para próxima. Combinado?
Sabe o que me fez lembrar desse ano? Vou transcrever aqui.
Que seja dita a verdade que o angustia
Que cada lágrima escorra legendada
Que o grito não necessite de tradução simultânea
Que exploda a dor fuzilada
Que dilacerem os sonhos dementes
Que não julguem a fé involuntária
Que não se faça pó tudo o que sente
Que não transforme a história em vaga lembrança
Faltam algumas frases, não consegui lembrar de todas. Eu tinha 17 anos, talvez nem completos ainda, mas algumas dessas frases, eu lembro, são fruto de perguntas que ecoavam na minha cabeça. Eu ficava a me perguntar porque a gente tinha sempre que explicar porque chorava. Se a lágrima já escorresse legendada, não teríamos esse problema. Que bobagem, eu penso hoje. Coisa de adolescente, diria a velhinha aqui agora : ) Mas não é exatamente assim. Muitas coisas me fizeram chorar naquele ano, mas não foi de forma alguma um ano triste.
Uma dessas frases, no entanto, ainda fazem sentido pra mim. Eu até gosto que a escrevi. "Que não julguem a fé involuntária". Continuo achando uma das coisas mais bonitas a "fé involuntária". Aquele acreditar só por acreditar. Simples assim. Daí outro dia outra amiga tava se questionando de onde vinha a força de certas pessoas... Até mesmo a nossa, de largar tudo que é importante pra conhecer coisas novas, pra se tornar uma pessoa melhor... Não tive como responder, não lembrei que acredito nessa fé. Dias depois, assisti a um dvd que gosto muito, de uma banda chamada Nós 4, cantando músicas nacionais, covers e músicas próprias. A primeira delas é Maria Maria. A vocalista vai e solta: Mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre. Quem traz no corpo essa marca, possui a estranha mania de ter fé na vida". Escrevi mais um email para minhas amigas, emails onde coloco minhas reflexões, e essa foi a trilha sonora. E ela concordou. Era a fé involuntária na vida.
Aqui e por mim sepulto
Todo esse amor que sem bom senso dói
Toda essa dor que sem cessar me toma
...
Aqui jaz um amor enorme
Um amor tão grande, que não mais em mim cabia
Aqui jaz e eu espero que pra sempre
Esse amor e toda a sua poesia
...
Não me traga uma só flor
Não coloque uma só margarida
No túmulo do amor que nunca amaste
No jazigo do meu sofrimento, na minha ferida
Não tinha mais 17 anos e foi difícil cavar essa cova. As reticências vão ficar por isso mesmo, joguei o caderno fora. Será que me arrependi?? Não lembro se joguei.
O ano que fiz 17 anos também foi o ano que Cássia Eller morreu. Como gostava dela, como lamentei que não teria mais a possibilidade de ir a um show dela.
Nesse ano também me apaixonei. Por quem não devia, obviamente. Porque desgraça só presta grande, como se diz lá pra cima. A parte boa é que me serviu de inspiração. E não, a cova não foi pra esse amor.
Foi o ano que virei noites sem sono, cheia de pensamentos.
Passava dias mascando chiclete. Emagreci, perdi cabelo, mas não tive gastrite. Nesse ano só li os livros para o vestibular. Li Marília de Dirceu e adorei. Não adoro mais, no entanto. Li outras coisas que não me lembro e acho que fui bem na prova de literatura.
Nesse ano, indo às várias missas que o meu colégio promovia, encarei o fato de que nunca ia entender o "amor de Cristo" e muito menos aquela estória de "próximo". Achava isso tudo muito difícil, mas nunca tinha tomado nenhuma atitude. Minhas opiniões sobre a igreja ficam para próxima. Combinado?
Sabe o que me fez lembrar desse ano? Vou transcrever aqui.
Que seja dita a verdade que o angustia
Que cada lágrima escorra legendada
Que o grito não necessite de tradução simultânea
Que exploda a dor fuzilada
Que dilacerem os sonhos dementes
Que não julguem a fé involuntária
Que não se faça pó tudo o que sente
Que não transforme a história em vaga lembrança
Faltam algumas frases, não consegui lembrar de todas. Eu tinha 17 anos, talvez nem completos ainda, mas algumas dessas frases, eu lembro, são fruto de perguntas que ecoavam na minha cabeça. Eu ficava a me perguntar porque a gente tinha sempre que explicar porque chorava. Se a lágrima já escorresse legendada, não teríamos esse problema. Que bobagem, eu penso hoje. Coisa de adolescente, diria a velhinha aqui agora : ) Mas não é exatamente assim. Muitas coisas me fizeram chorar naquele ano, mas não foi de forma alguma um ano triste.
Uma dessas frases, no entanto, ainda fazem sentido pra mim. Eu até gosto que a escrevi. "Que não julguem a fé involuntária". Continuo achando uma das coisas mais bonitas a "fé involuntária". Aquele acreditar só por acreditar. Simples assim. Daí outro dia outra amiga tava se questionando de onde vinha a força de certas pessoas... Até mesmo a nossa, de largar tudo que é importante pra conhecer coisas novas, pra se tornar uma pessoa melhor... Não tive como responder, não lembrei que acredito nessa fé. Dias depois, assisti a um dvd que gosto muito, de uma banda chamada Nós 4, cantando músicas nacionais, covers e músicas próprias. A primeira delas é Maria Maria. A vocalista vai e solta: Mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre. Quem traz no corpo essa marca, possui a estranha mania de ter fé na vida". Escrevi mais um email para minhas amigas, emails onde coloco minhas reflexões, e essa foi a trilha sonora. E ela concordou. Era a fé involuntária na vida.
Aqui e por mim sepulto
Todo esse amor que sem bom senso dói
Toda essa dor que sem cessar me toma
...
Aqui jaz um amor enorme
Um amor tão grande, que não mais em mim cabia
Aqui jaz e eu espero que pra sempre
Esse amor e toda a sua poesia
...
Não me traga uma só flor
Não coloque uma só margarida
No túmulo do amor que nunca amaste
No jazigo do meu sofrimento, na minha ferida
Não tinha mais 17 anos e foi difícil cavar essa cova. As reticências vão ficar por isso mesmo, joguei o caderno fora. Será que me arrependi?? Não lembro se joguei.
O ano que fiz 17 anos também foi o ano que Cássia Eller morreu. Como gostava dela, como lamentei que não teria mais a possibilidade de ir a um show dela.
Nesse ano também me apaixonei. Por quem não devia, obviamente. Porque desgraça só presta grande, como se diz lá pra cima. A parte boa é que me serviu de inspiração. E não, a cova não foi pra esse amor.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Simplória
Tenho a impressão de que essa é uma daquelas palavras que mudam de significado dependendo da entonação...
Fiquei devendo uma explicação melhor sobre a minha relação com opiniões. Pensei durante esses dias em como explicaria, mas não cheguei a nada muito claro. Nenhuma frase de impacto, daquelas que dizem tudo. Não, não, nada disso. Já me adianto e peço perdão pela falta de ordem, mas prefiro a ficar devendo.
Quanto mais gente, melhor. Gosto como falam, como defendem seus pontos de vista. Quem olha de fora, de um plano ainda mais afastado que o meu, me classificaria, sem dó nem piedade, de simples e réles expectadora. Simplória! (foi assim que chamaram a menina Magda, do Mestre das Iluminuras) Mas o que seria dos artistas sem seus expectadores? Ninguém fala pra não ser ouvido. Alguns falam demais, de fato, concordo. Outros de menos, tá, tudo bem...
Bom, mas o fato é que eu gosto de ouvir as opiniões. Não gosto muito de expor as minhas. Não, não é porque eu acho que ninguém quer ouvi-las. Não, muito menos me acho demais, a ponto de nem me dar o trabalho de colocá-las. É uma razão muito simples, na verdade. Sou uma das pessoas mais chatas de se conversar um assunto polêmico, digamos assim : ). Verdade!!
O tempo passou e eu, cada vez mais, "tolero as diferenças". Não tenho muita disposição para brigar por um ponto de vista porque assim me sentiria negando o ponto de vista do meu distinto colega de discussão. Se brincar, até concordo com ele. Ainda que não concorde, escuto, fico imaginando... Muito mais do que a opinião, gosto de compreender o porquê daquela opinião.
Ah sim, tenho um motivo forte para essa minha tolerância muitas vezes grande demais. Vou nem prometer contar, porque não vou. Digo apenas que já perdi muito com a minha intolerância. Nasci com uma do tamanho do mundo.
Ganhei minhas primeiras rugas gritando contra o que não suportava. Achava que gritando, muita gente iria me ouvir e estaria fazendo muito bem a minha parte. Essa minha nova versão prefere falar baixo, prefere falar para um só. Assim cultivo as rugas que já fiz (e são poucas, que fique claro), mas faço as seguintes com mais cuidado, com mais tranquilidade. Quero poder me lembrar de como fiz cada uma delas. Entende o que eu quero dizer?
Meu pai acha que o mundo é tolerante demais. Algumas vezes eu até concordo com ele, me incluo no mundo e me sinto mal por isso. Tá certo que esse sentimento dura aproximadamente um segundo, logo penso numa coisa que sempre penso. Nós, o mundo, só somos tolerantes com o que é fácil. Vejo várias pessoas na tv falando de como o mundo é intolerante. Será que meu pai não assiste tv? Tá certo que ele só assiste filmes (todos!!) e futebol (todoooos!), mas não é possível que não veja como o mundo é intolerante. Por isso que eu penso que somos tolerantes, como meu pai vê, na parte boa da coisa. Não vou citar exemplos...
Mas então... Pra mim opinião está diretamente ligada à tolerância.
E só por hoje. Só por hoje, aproveitem...
- Não, não sou a favor do aborto. Mas sou a favor do direito de decidir se quero ou não fazer.
- Sim, sou a favor da legalização da maconha. E mais a favor ainda de um povo educado, capaz de decidir sozinho o que come, o que fuma, o que bebe, o que assiste na tv, o que lê...
: )
Eu gosto dos Titãs.
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Cores, raças, castas, crenças
E esse é o medo que a tolerância me dá. Quanto mais tolerância, menos espanto. Daí eu sempre lembro de uma grande amiga minha, que dizia que equilibrio é fundamental. E dizia também que era fundamental uma pessoa ter duas qualidades: bom senso e bom humor. Sempre achei graça disso, mas nunca concordei tanto.
Gosto de pensar de vez em quando que num extremo somos egoistas, pensamos somente em nós mesmos. Mas no outro extremo, pensamos tanto no outro que nem é preciso pensar em nós mesmos. Há alguém que está pensando em nós. O meio termo, que é onde vivemos, é um tumulto. Uns tendem pra um lado, outros pro outro. É assim! É assim que as rugas surgem.
Só lembrando que eu já pedi perdão pela falta de ordem.
Fiquei devendo uma explicação melhor sobre a minha relação com opiniões. Pensei durante esses dias em como explicaria, mas não cheguei a nada muito claro. Nenhuma frase de impacto, daquelas que dizem tudo. Não, não, nada disso. Já me adianto e peço perdão pela falta de ordem, mas prefiro a ficar devendo.
Quanto mais gente, melhor. Gosto como falam, como defendem seus pontos de vista. Quem olha de fora, de um plano ainda mais afastado que o meu, me classificaria, sem dó nem piedade, de simples e réles expectadora. Simplória! (foi assim que chamaram a menina Magda, do Mestre das Iluminuras) Mas o que seria dos artistas sem seus expectadores? Ninguém fala pra não ser ouvido. Alguns falam demais, de fato, concordo. Outros de menos, tá, tudo bem...
Bom, mas o fato é que eu gosto de ouvir as opiniões. Não gosto muito de expor as minhas. Não, não é porque eu acho que ninguém quer ouvi-las. Não, muito menos me acho demais, a ponto de nem me dar o trabalho de colocá-las. É uma razão muito simples, na verdade. Sou uma das pessoas mais chatas de se conversar um assunto polêmico, digamos assim : ). Verdade!!
O tempo passou e eu, cada vez mais, "tolero as diferenças". Não tenho muita disposição para brigar por um ponto de vista porque assim me sentiria negando o ponto de vista do meu distinto colega de discussão. Se brincar, até concordo com ele. Ainda que não concorde, escuto, fico imaginando... Muito mais do que a opinião, gosto de compreender o porquê daquela opinião.
Ah sim, tenho um motivo forte para essa minha tolerância muitas vezes grande demais. Vou nem prometer contar, porque não vou. Digo apenas que já perdi muito com a minha intolerância. Nasci com uma do tamanho do mundo.
Ganhei minhas primeiras rugas gritando contra o que não suportava. Achava que gritando, muita gente iria me ouvir e estaria fazendo muito bem a minha parte. Essa minha nova versão prefere falar baixo, prefere falar para um só. Assim cultivo as rugas que já fiz (e são poucas, que fique claro), mas faço as seguintes com mais cuidado, com mais tranquilidade. Quero poder me lembrar de como fiz cada uma delas. Entende o que eu quero dizer?
Meu pai acha que o mundo é tolerante demais. Algumas vezes eu até concordo com ele, me incluo no mundo e me sinto mal por isso. Tá certo que esse sentimento dura aproximadamente um segundo, logo penso numa coisa que sempre penso. Nós, o mundo, só somos tolerantes com o que é fácil. Vejo várias pessoas na tv falando de como o mundo é intolerante. Será que meu pai não assiste tv? Tá certo que ele só assiste filmes (todos!!) e futebol (todoooos!), mas não é possível que não veja como o mundo é intolerante. Por isso que eu penso que somos tolerantes, como meu pai vê, na parte boa da coisa. Não vou citar exemplos...
Mas então... Pra mim opinião está diretamente ligada à tolerância.
E só por hoje. Só por hoje, aproveitem...
- Não, não sou a favor do aborto. Mas sou a favor do direito de decidir se quero ou não fazer.
- Sim, sou a favor da legalização da maconha. E mais a favor ainda de um povo educado, capaz de decidir sozinho o que come, o que fuma, o que bebe, o que assiste na tv, o que lê...
: )
Eu gosto dos Titãs.
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Cores, raças, castas, crenças
E esse é o medo que a tolerância me dá. Quanto mais tolerância, menos espanto. Daí eu sempre lembro de uma grande amiga minha, que dizia que equilibrio é fundamental. E dizia também que era fundamental uma pessoa ter duas qualidades: bom senso e bom humor. Sempre achei graça disso, mas nunca concordei tanto.
Gosto de pensar de vez em quando que num extremo somos egoistas, pensamos somente em nós mesmos. Mas no outro extremo, pensamos tanto no outro que nem é preciso pensar em nós mesmos. Há alguém que está pensando em nós. O meio termo, que é onde vivemos, é um tumulto. Uns tendem pra um lado, outros pro outro. É assim! É assim que as rugas surgem.
Só lembrando que eu já pedi perdão pela falta de ordem.
domingo, 13 de setembro de 2009
Com sabor de fruta mordida
Um dia perguntaram quem era mais poeta, se Cazuza ou Renato Russo. Não costumo fazer pouco de perguntas (e não o fiz), mas essa pergunta continua sendo das mais descabidas que eu já ouvi. Fiquei sem dar minha opinião (como faço tantas vezes, mas terei oportunidade de falar sobre isso em breve). Não dei minha opinião, não disse que achava a pergunta um absurdo. Fiquei somente a escutar as opiniões e entendi que "ser mais poeta" seria parecer mais profundo, sentimental, visceral até. Partindo desse conceito, Augusto dos Anjos sim era poeta. Drummond não.
Não prefiro Cazuza a Renato Russo. Na verdade, não procuro compará-los. Sei que falei que a vida é feita de comparações, mas eu procuro evitá-las.
É interessante, digamos assim, como Renato Russo é alvo de excessos. Há os que amam e os que odeiam. Tento me livrar dos rótulos e imaginar quem era essa pessoa que escrevia tão compulsivamente. Parecia que tinha o melhor e o pior da humanidade dentro de si. Parecia que ia explodir sempre. Ele, como ninguém, saberia entender os excessos.
A beira do abismo me parece ser lugar comum de todos eles, na verdade. Augusto dos Anjos, Álvares de Azevedo, Renato Russo, Cazuza...
Quer saber, prefiro Cazuza. "É que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano..." E quer saber mais, às vezes eu tenho a impressão de que ninguém nunca vai escrever alguma coisa como Codinome Beija-Flor (sim, com exagero e tudo mais). http://www.youtube.com/watch?v=mIGhPJG9cR4&feature=related
O tempo não para !!!
Bebel Gilberto, a mesma que cantou Eu preciso dizer que te amo, viu/ouviu Cazuza, já no fim da vida, cantar O tempo não para... Não sei se eram grandes amigos como dizem, mas gosto de pensar que eram. Amizade me comove. Gosto de pensar que ela estava lá na platéia, aplaudindo o amigo de tanta bebedeira e poesia, pensando em como de fato o tempo não para. Muito pelo contrário, como passa rápido. E como, de fato, procurando um lugar comum, o que se leva dessa vida é a vida que se leva.
Pra mim é bom que seja na simples e suave coisa (antes de mudarem de idéia e dizerem suave coisa nenhuma) dos Secos e Molhados.
Todos morreram jovens. Penso que seus corpos não suportariam tantos excesso por mais muitos anos. Gosto de pensar que ficaram o suficiente. Uns levam mais tempo para fazer alguma coisa por esse mundo, outro não. Outros simplesmente chegam, provocam e nos deixam o "problema" pra ser resolvido.
Não prefiro Cazuza a Renato Russo. Na verdade, não procuro compará-los. Sei que falei que a vida é feita de comparações, mas eu procuro evitá-las.
É interessante, digamos assim, como Renato Russo é alvo de excessos. Há os que amam e os que odeiam. Tento me livrar dos rótulos e imaginar quem era essa pessoa que escrevia tão compulsivamente. Parecia que tinha o melhor e o pior da humanidade dentro de si. Parecia que ia explodir sempre. Ele, como ninguém, saberia entender os excessos.
A beira do abismo me parece ser lugar comum de todos eles, na verdade. Augusto dos Anjos, Álvares de Azevedo, Renato Russo, Cazuza...
Quer saber, prefiro Cazuza. "É que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano..." E quer saber mais, às vezes eu tenho a impressão de que ninguém nunca vai escrever alguma coisa como Codinome Beija-Flor (sim, com exagero e tudo mais). http://www.youtube.com/watch?v=mIGhPJG9cR4&feature=related
O tempo não para !!!
Bebel Gilberto, a mesma que cantou Eu preciso dizer que te amo, viu/ouviu Cazuza, já no fim da vida, cantar O tempo não para... Não sei se eram grandes amigos como dizem, mas gosto de pensar que eram. Amizade me comove. Gosto de pensar que ela estava lá na platéia, aplaudindo o amigo de tanta bebedeira e poesia, pensando em como de fato o tempo não para. Muito pelo contrário, como passa rápido. E como, de fato, procurando um lugar comum, o que se leva dessa vida é a vida que se leva.
Pra mim é bom que seja na simples e suave coisa (antes de mudarem de idéia e dizerem suave coisa nenhuma) dos Secos e Molhados.
Todos morreram jovens. Penso que seus corpos não suportariam tantos excesso por mais muitos anos. Gosto de pensar que ficaram o suficiente. Uns levam mais tempo para fazer alguma coisa por esse mundo, outro não. Outros simplesmente chegam, provocam e nos deixam o "problema" pra ser resolvido.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O mestre das iluminuras

Esse é o título do livro que eu estou terminando de ler. Mais um que se vai, mais uma saudade que fica. Mais um que eu vou ficar a imaginar como ficou depois que as páginas acabaram. Se brincar, até vou sonhar com eles...
Finn é um mestre de iluminuras. Iluminador, como alguns o chamam. Ele pinta as páginas das sagradas escrituras. Em bom português, ele faz aqueles desenhos ao redor das páginas manuscritas pelos antigos padres, bispos e todos os outros que tinham "moral" para escrever a palavra de Jesus.
Ontem Finn ficou sabendo que sua filha morreu de parto. Triste capítulo. Triste como as mulheres morriam de parto na época dos iluminadores. Ah, eu ainda não disse! Isso se passa lá pelo século XIV, na Inglaterra, pouco antes da Reforma Protestante.
Finn foi casado com uma judia. Isso, por si só, já era motivo para sua condenação, não importa quanto ele estivesse disposto a pagar pela sua absolvição. Mas quem se apaixona por judia e tem uma filha com ela não está disposto a pagar um centavo que seja pra garantir coisa nenhuma da igreja. Certo?
Rose, a filha, morreu, assim como sua mãe, de parto. Pariu Jasmine, nome judeu, que foi batizada como Anna.
Engraçado como basta ler um livro assim para entender um pouco como funciona a humanidade. As pequenas coisas mudam, mas os que elas representam não. Nós, a humanidade, continuamos pagando para ter uma vaga no céu. Continuamos não casando com judias e continuamos não dando o nome de Jasmine às nossas filhas.
Eu sei que é racional não reagirmos mal a certas coisas. É como fazer cara feia para comida. É feio, deprimente, mas é inevitável. Tenho o costume de pensar que somos maus e preconceituosos de nascença. Lutamos sim, todos os dias, para que isso não nos domine. É muito fácil achar que somos diferentes um do outro. É muito fácil achar que somos melhores! Basta uma pessoa dizer, já acreditamos de pronto. Se somos melhores, diferentes, obviamente que não toleramos quem é pior.
Vivemos num mundo de comparações. É aquela velha história que os filósofos costumavam conversar durante o cafezinho mesmo antes de Finn desenhar a primeira casinha. Uma pessoa só é feia porque existe outra bonita... E assim vamos que vamos.
Vamos a luta!!
É preciso lutar, com unhas, alma e dentes, para sermos menos piores todos os dias.
Finn é um mestre de iluminuras. Iluminador, como alguns o chamam. Ele pinta as páginas das sagradas escrituras. Em bom português, ele faz aqueles desenhos ao redor das páginas manuscritas pelos antigos padres, bispos e todos os outros que tinham "moral" para escrever a palavra de Jesus.
Ontem Finn ficou sabendo que sua filha morreu de parto. Triste capítulo. Triste como as mulheres morriam de parto na época dos iluminadores. Ah, eu ainda não disse! Isso se passa lá pelo século XIV, na Inglaterra, pouco antes da Reforma Protestante.
Finn foi casado com uma judia. Isso, por si só, já era motivo para sua condenação, não importa quanto ele estivesse disposto a pagar pela sua absolvição. Mas quem se apaixona por judia e tem uma filha com ela não está disposto a pagar um centavo que seja pra garantir coisa nenhuma da igreja. Certo?
Rose, a filha, morreu, assim como sua mãe, de parto. Pariu Jasmine, nome judeu, que foi batizada como Anna.
Engraçado como basta ler um livro assim para entender um pouco como funciona a humanidade. As pequenas coisas mudam, mas os que elas representam não. Nós, a humanidade, continuamos pagando para ter uma vaga no céu. Continuamos não casando com judias e continuamos não dando o nome de Jasmine às nossas filhas.
Eu sei que é racional não reagirmos mal a certas coisas. É como fazer cara feia para comida. É feio, deprimente, mas é inevitável. Tenho o costume de pensar que somos maus e preconceituosos de nascença. Lutamos sim, todos os dias, para que isso não nos domine. É muito fácil achar que somos diferentes um do outro. É muito fácil achar que somos melhores! Basta uma pessoa dizer, já acreditamos de pronto. Se somos melhores, diferentes, obviamente que não toleramos quem é pior.
Vivemos num mundo de comparações. É aquela velha história que os filósofos costumavam conversar durante o cafezinho mesmo antes de Finn desenhar a primeira casinha. Uma pessoa só é feia porque existe outra bonita... E assim vamos que vamos.
Vamos a luta!!
É preciso lutar, com unhas, alma e dentes, para sermos menos piores todos os dias.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Cada luar/Cada verso encoberto
É o fim do mundo em São Carlos. Chuva, muita chuva. Ainda agora um trovão quase me tirou parte da audição.
Escrevo, aqui no blog e no meu projeto de pesquisa.
E ouço, no momento Cássia, mas antes disso ouvia Zélia Duncan cantando Diz nos meus olhos. Putz! Adoro! Hoje adoraria qualquer coisa. A chuva não me faz muito bem. O cinza, no geral, não me faz muito bem. O mar, à noite, sem lua, é meio cinza. Cinza, tão cinza, que porque é mar, é preto.
O fato é que pra quem é apaixonado, dias cinzas maltratam. E eu me considero uma pessoa apaixonada. Não amo poesia, sou apaixonada. Entende a diferença? Sou apaixonada porque quando leio uma não suspiro, grito Puta que pariu!! (por isso gosto de blogs, posso "gritar" : )) Ouvi a música de Zélia Duncan e quis dizer PQP. Assim acontece com a voz de Cássia Eller. Assim acontece com as poesias de Vinícius de Moraes. Sou apaixonada por métrica, rima, soneto. Mas calma, não rejeito a falta. Sempre lembro de Caetano (o Veloso): Onde queres o livre, decassílabo. Sim, essa sou eu. Nunca, no entanto, me peçam para escolher entre um soneto e Tabacaria.
Mas sim, sou uma pessoa apaixonada. Observo mais do que falo, por isso me apaixono. Sou apaixonada por gente. Gosto de observar seus gestos, como são vulneráveis, como se entregam fácil. Para quem observa, não raro é possível prever gestos. E não, não fica chato. Passa a ser possível dar um sorriso de canto de boca.
Sou apaixonada por música. Entendo nada dela. Pouco me importa quem desafina. Gosto de música, poesia e pessoas. Gosto dos efeitos da poesia e da música nas pessoas.
Clarisse Lispector disse assim para Pablo Neruda. -Diga alguma coisa que me surpreenda. E ele disse: 748
O engraçado é que ela se surpreendeu. Clarisse era um ser à parte.
Pra quem é apaixonado... Não! Se o amor chegasse eu não resistiria : )
Escrevo, aqui no blog e no meu projeto de pesquisa.
E ouço, no momento Cássia, mas antes disso ouvia Zélia Duncan cantando Diz nos meus olhos. Putz! Adoro! Hoje adoraria qualquer coisa. A chuva não me faz muito bem. O cinza, no geral, não me faz muito bem. O mar, à noite, sem lua, é meio cinza. Cinza, tão cinza, que porque é mar, é preto.
O fato é que pra quem é apaixonado, dias cinzas maltratam. E eu me considero uma pessoa apaixonada. Não amo poesia, sou apaixonada. Entende a diferença? Sou apaixonada porque quando leio uma não suspiro, grito Puta que pariu!! (por isso gosto de blogs, posso "gritar" : )) Ouvi a música de Zélia Duncan e quis dizer PQP. Assim acontece com a voz de Cássia Eller. Assim acontece com as poesias de Vinícius de Moraes. Sou apaixonada por métrica, rima, soneto. Mas calma, não rejeito a falta. Sempre lembro de Caetano (o Veloso): Onde queres o livre, decassílabo. Sim, essa sou eu. Nunca, no entanto, me peçam para escolher entre um soneto e Tabacaria.
Mas sim, sou uma pessoa apaixonada. Observo mais do que falo, por isso me apaixono. Sou apaixonada por gente. Gosto de observar seus gestos, como são vulneráveis, como se entregam fácil. Para quem observa, não raro é possível prever gestos. E não, não fica chato. Passa a ser possível dar um sorriso de canto de boca.
Sou apaixonada por música. Entendo nada dela. Pouco me importa quem desafina. Gosto de música, poesia e pessoas. Gosto dos efeitos da poesia e da música nas pessoas.
Clarisse Lispector disse assim para Pablo Neruda. -Diga alguma coisa que me surpreenda. E ele disse: 748
O engraçado é que ela se surpreendeu. Clarisse era um ser à parte.
Pra quem é apaixonado... Não! Se o amor chegasse eu não resistiria : )
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Back to us
Tinha desistido disso. Não de escrever, isso estava apenas temporariamente suspenso. Tinha desistido dessa vida de blog. De repente percebi que escrever ficou suspenso por tempo demais.
Ah! Não tenho muito o que justificar. Voltei a escrever. Simplesmente voltei...
Ah! Não tenho muito o que justificar. Voltei a escrever. Simplesmente voltei...
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