Hoje o dia é cinza, frio, deslocado. É como se viessem cobrar aquele dia que foi quente e bonito do inverno hoje. Naquele dia não achei deslocado (e nem muito menos que cobrariam hoje).
Hoje eu passaria o dia sozinha, em silêncio. Caminharia... Respiraria longa e profundamente. Pegaria Quintana e leria assim:
AS DESPEDIDAS
Nas despedidas
O mais doloroso é que
- tanto o que fica como o que vai embora -
Poem-se os dois a pensar:
"Meu Deus! quando é que parte o raio deste trem!
E respiraria longa e profundamente.
Desta vez sentada... Até que o sol resolvesse sair novamente e aquecesse o que tem de bom dentro de mim.
Talvez por dó de mim, hoje amanheceu segunda-feira e é impossível o silêncio e a solidão.
Mas não Quintana.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Quando Nietzsche chorou
Friedrich Nietzsche disse assim:
"Os pensamentos são as sombras de nossos sentimentos: sempre mais escuros, vazios e simples."
Fiquei pensando nisso desde ontem... Aparentemente, se tivesse sentido... Não sei. Realmente não sei.
"Os pensamentos são as sombras de nossos sentimentos: sempre mais escuros, vazios e simples."
Fiquei pensando nisso desde ontem... Aparentemente, se tivesse sentido... Não sei. Realmente não sei.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Tenho plantas na minha vida agora.
Minha última aquisição foi um cacto. Aliás, dois, um pequeno e um menor ainda. O pequeno fica aqui, simpático que só ele. O menor em casa, junto com outras duas moradoras do mesmo tamanho, uma suculenta e uma hidro alguma coisa.
Daí um outro cacto no banheiro, um asparagus na área de serviço e uma palmeira rafis na sala. By the way, parece que cactos são suculentas (não me aprofundei no assunto ainda).
Tem sido como video game, o objetivo é não deixar morrer. Cactos são lindos e para iniciantes. Uma rega uma vez por semana, sem deixar água no pratinho. O tal do asparagus quase empacotou duas vezes. Sofreu uma poda reconstrutiva quando estava amarelinho, amarelinho e agora já reage verde, sorridente!
A rafis... Aah, a rafis. Fiz a última intervenção na tentativa de salvá-la. Parece que é preciso uma certa capacidade para matar uma rafis, mas isso eu não discuto. Retirei parte da terra com o adubo errado, reguei, afofei, podei as folhas curvadas e olho para ela todo santo dia esperando ver alguma mudança drástica. Assim como quando a gente tá gripado e amanhece bonzinho! Chego perto, examino, dou um suspiro e digo ai ai... Mas não, plantas não são assim.
Quem sabe agora tendo que alimentar somente quatro folhas ela não resolve reagir. Depois eu conto.
Minha última aquisição foi um cacto. Aliás, dois, um pequeno e um menor ainda. O pequeno fica aqui, simpático que só ele. O menor em casa, junto com outras duas moradoras do mesmo tamanho, uma suculenta e uma hidro alguma coisa.
Daí um outro cacto no banheiro, um asparagus na área de serviço e uma palmeira rafis na sala. By the way, parece que cactos são suculentas (não me aprofundei no assunto ainda).
Tem sido como video game, o objetivo é não deixar morrer. Cactos são lindos e para iniciantes. Uma rega uma vez por semana, sem deixar água no pratinho. O tal do asparagus quase empacotou duas vezes. Sofreu uma poda reconstrutiva quando estava amarelinho, amarelinho e agora já reage verde, sorridente!
A rafis... Aah, a rafis. Fiz a última intervenção na tentativa de salvá-la. Parece que é preciso uma certa capacidade para matar uma rafis, mas isso eu não discuto. Retirei parte da terra com o adubo errado, reguei, afofei, podei as folhas curvadas e olho para ela todo santo dia esperando ver alguma mudança drástica. Assim como quando a gente tá gripado e amanhece bonzinho! Chego perto, examino, dou um suspiro e digo ai ai... Mas não, plantas não são assim.
Quem sabe agora tendo que alimentar somente quatro folhas ela não resolve reagir. Depois eu conto.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Give thanks and praise to the Lord and I will feel all right
Minha vida mudou no último mês. Entre tantas mudanças, profundas e rasas, boas e ruins, algumas sutis, como ir dirigindo para o trabalho ao invés de ir a pé.
Dirigir para o trabalho me faz entrar, por pequenos 10 minutos, no mundo dos ensandecidos. No mundo dos que já esquecem a gentileza nas primeiras horas da manhã da segunda-feira. Ah não, quero isso pra mim não.
Dirigir para o trabalho me faz voltar a ouvir rádio. Nossa, como eu gosto... Aquela de aumentar o volume quando chega uma música que eu gosto, sabe? Daí voce poderia perguntar: Mas porque você simplesmente não baixa no seu ipod e escuta exatamente a música que quer? Por duas razões. Uma que não tem a mesma emoção (sim, eu gosto de emoções) e outra que... como é que se sabe exatamente a música que se quer ouvir?
Mas então, ao invés de entrar no mundo dos ensandecidos, dirigir para o trabalho tem me dado, na maior parte dos dias, 10 minutos de bons sentimentos, de sorrisos sozinha, de uma respiração profunda e terapêutica. Hoje tocava Caetano na Verde Oliva FM (rádio do exército brasileiro).
"Não me queixo
Eu não soube te amar
Mas não deixo
De querer conquistar
Uma coisa
Qualquer em você."
E depois Bob Marley.
"One Love!
One Heart!
Let's get together and feel all right."
Talvez, sabendo que 10 minutos não seriam o bastante para hoje, ela entrou no elevador, no segundo andar, eu vinha do quinto.
- Bom dia.
- Bom dia. (vinha com fichas de avaliação de fonoaudiologia nos braços)
- Vamos lá, né, começar mais uma semana?
- Sim. Graças a Deus! Significa que estamos vivos!
- Ah sim. Tchau.
- Tchau. Bom trabalho.
- Para a senhora também.
E respirei mais cedo, sorri mais cedo. Quando Caetano começou eu já estava de coração aberto.
Dirigir para o trabalho me faz entrar, por pequenos 10 minutos, no mundo dos ensandecidos. No mundo dos que já esquecem a gentileza nas primeiras horas da manhã da segunda-feira. Ah não, quero isso pra mim não.
Dirigir para o trabalho me faz voltar a ouvir rádio. Nossa, como eu gosto... Aquela de aumentar o volume quando chega uma música que eu gosto, sabe? Daí voce poderia perguntar: Mas porque você simplesmente não baixa no seu ipod e escuta exatamente a música que quer? Por duas razões. Uma que não tem a mesma emoção (sim, eu gosto de emoções) e outra que... como é que se sabe exatamente a música que se quer ouvir?
Mas então, ao invés de entrar no mundo dos ensandecidos, dirigir para o trabalho tem me dado, na maior parte dos dias, 10 minutos de bons sentimentos, de sorrisos sozinha, de uma respiração profunda e terapêutica. Hoje tocava Caetano na Verde Oliva FM (rádio do exército brasileiro).
"Não me queixo
Eu não soube te amar
Mas não deixo
De querer conquistar
Uma coisa
Qualquer em você."
E depois Bob Marley.
"One Love!
One Heart!
Let's get together and feel all right."
Talvez, sabendo que 10 minutos não seriam o bastante para hoje, ela entrou no elevador, no segundo andar, eu vinha do quinto.
- Bom dia.
- Bom dia. (vinha com fichas de avaliação de fonoaudiologia nos braços)
- Vamos lá, né, começar mais uma semana?
- Sim. Graças a Deus! Significa que estamos vivos!
- Ah sim. Tchau.
- Tchau. Bom trabalho.
- Para a senhora também.
E respirei mais cedo, sorri mais cedo. Quando Caetano começou eu já estava de coração aberto.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Outro dia meu irmão me chamou a atenção para um ciclo que se fechava. Por culpa nossa, ainda que no bom sentido, pelas mudanças que nós mesmos procuramos nas nossas vidas, o ciclo se fechava de forma irreversível. Mas fechamos com categoria, ele dizia, naquela viagem só nossa, onde estivemos, talvez pela última vez por tanto tempo, só nós dois.
Constatou-se, e eu voltei para o Planalto Central. O coração apertado como em poucas despedidas. O calo no coração que eu estava esperando depois de tantas, ao longo dos anos, para deixá-lo mais forte ainda não apareceu. É como se o tempo aliviasse a dor, como se as boas lembranças ficassem sempre ali guardadas, e no momento da despedida pulsam, a dor e as lembranças do tempo que não volta mais, fortes e definitivas.
Ao final da carta (sim, era uma carta) ele pedia para que não nos perdêssemos nesse mundo de meu deus. Como se tivesse como...
Constatou-se, e eu voltei para o Planalto Central. O coração apertado como em poucas despedidas. O calo no coração que eu estava esperando depois de tantas, ao longo dos anos, para deixá-lo mais forte ainda não apareceu. É como se o tempo aliviasse a dor, como se as boas lembranças ficassem sempre ali guardadas, e no momento da despedida pulsam, a dor e as lembranças do tempo que não volta mais, fortes e definitivas.
Ao final da carta (sim, era uma carta) ele pedia para que não nos perdêssemos nesse mundo de meu deus. Como se tivesse como...
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Ontem eu fui ao show de uma cantora canadense chamada Avril Lavigne. Lê-se Avril, não Eivril, como sugere a intuição. Aliás, não ouse falar Eivril diante de um fã.
Fui para fazer companhia à uma prima que veio especialmente para este show. Fui achando que conhecia duas músicas, mas o fato é que conhecia ao menos umas sete.
Chegamos cedo para garantir um bom lugar. Sobre o bom lugar dela? Meus 10 anos a mais discordam.
O show começou depois de quase duas horas de espera, suor, pouca água. Os primeiros acordes me fizeram entender o que o jornalista quis dizer com “adolescentes ensandecidos”, quando descreveu o primeiro show da ditacuja em São Paulo. Nesse momento encontrei meu bom lugar e curti as músicas que eu conhecia e pensava: Ah essas músicas numa voz levemente menos irritante...
Meu bom lugar era onde estavam os que mediam por volta de um metro e trinta e os que os acompanhavam. Lá foi onde o ar também escolheu ficar. Ah o ar...
Na banda tinha um guitarrista que também tocava outros instrumentos e que, por isso, não era o guitarrista principal. Cantou uns tantinhos de música e eu quis que o show fosse dele. A voz entrou nos ouvidos como se acarinhasse as estrias que latejavam desde o primeiro Thank youuu da cantora principal. E se me permitem um comentário, todo charme que o palco, as luzes, a guitarra podem dar a uma pessoa estava ali, acompanhado do sorriso e da vertigem de quem só queria estar ali. Eu quero isso pra mim. O sorriso e a vertigem.
Passou da meia-noite, tornei 27. Com certo charme, certo sorriso, certa vertigem. Pareceu 31 de dezembro, me fiz promessas.
Fui para fazer companhia à uma prima que veio especialmente para este show. Fui achando que conhecia duas músicas, mas o fato é que conhecia ao menos umas sete.
Chegamos cedo para garantir um bom lugar. Sobre o bom lugar dela? Meus 10 anos a mais discordam.
O show começou depois de quase duas horas de espera, suor, pouca água. Os primeiros acordes me fizeram entender o que o jornalista quis dizer com “adolescentes ensandecidos”, quando descreveu o primeiro show da ditacuja em São Paulo. Nesse momento encontrei meu bom lugar e curti as músicas que eu conhecia e pensava: Ah essas músicas numa voz levemente menos irritante...
Meu bom lugar era onde estavam os que mediam por volta de um metro e trinta e os que os acompanhavam. Lá foi onde o ar também escolheu ficar. Ah o ar...
Na banda tinha um guitarrista que também tocava outros instrumentos e que, por isso, não era o guitarrista principal. Cantou uns tantinhos de música e eu quis que o show fosse dele. A voz entrou nos ouvidos como se acarinhasse as estrias que latejavam desde o primeiro Thank youuu da cantora principal. E se me permitem um comentário, todo charme que o palco, as luzes, a guitarra podem dar a uma pessoa estava ali, acompanhado do sorriso e da vertigem de quem só queria estar ali. Eu quero isso pra mim. O sorriso e a vertigem.
Passou da meia-noite, tornei 27. Com certo charme, certo sorriso, certa vertigem. Pareceu 31 de dezembro, me fiz promessas.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Formoaldeído
Se eu tivesse um inimigo, meu caro, desejaria que ele tivesse dermatite de contato. E digo mais! Desejaria uma bem difícil de diagnosticar, com muitos testes de contato.
Fez graça?
- Eu só tomara que tenha uma dermatite de contato!!
Fez graça?
- Eu só tomara que tenha uma dermatite de contato!!
domingo, 29 de maio de 2011
Se eu olhar por um instante. Enquanto minha vista segura. Enquanto eu encaro sem medo. Até a hora em que eu coço o nariz (por timidez). Um tiquinho antes do riso sem graça. Você vem?
E se eu esticar meu braço, abrir minha mão?
E se eu abrir meus braços!?
O peito?
O sorriso?
Sabia...
Então senta-te.
Aqui, tua xícara, passei agora.
Agora me conta da tua vida.
Preenche esse domingo
Diz que o café tá bom.
Espera eu adormecer.
E promete que vem no domingo que vem.
Mais cedo.
E se eu esticar meu braço, abrir minha mão?
E se eu abrir meus braços!?
O peito?
O sorriso?
Sabia...
Então senta-te.
Aqui, tua xícara, passei agora.
Agora me conta da tua vida.
Preenche esse domingo
Diz que o café tá bom.
Espera eu adormecer.
E promete que vem no domingo que vem.
Mais cedo.
terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Hoje me visto diferente no horário comercial e tenho o peito cheio de saudade. É que chegou o tempo...
Chegou o tempo das maiores abdicações. E logo pra mim que tanto quero tudo.
Chegou o tempo de querer mais que tudo um grande amigo pra dividir a mesa, as frustações, os medos e o almoço.
Coloco o salto alto e quero acertar desde o primeiro passo.
Coloco o salto alto e tudo que eu queria era que o segundo passo fosse na areia branca e fina.
É tarde, não há mais classificação etária, por isso me permito.
Amanhã cedo, vou acordar, colocar o salto alto e ser o mais feliz possível, sou boa nisso.
Mas fala a verdade. Quanto charme há na melancolia e num peito cheio de saudade?
Chegou o tempo das maiores abdicações. E logo pra mim que tanto quero tudo.
Chegou o tempo de querer mais que tudo um grande amigo pra dividir a mesa, as frustações, os medos e o almoço.
Coloco o salto alto e quero acertar desde o primeiro passo.
Coloco o salto alto e tudo que eu queria era que o segundo passo fosse na areia branca e fina.
É tarde, não há mais classificação etária, por isso me permito.
Amanhã cedo, vou acordar, colocar o salto alto e ser o mais feliz possível, sou boa nisso.
Mas fala a verdade. Quanto charme há na melancolia e num peito cheio de saudade?
sábado, 29 de janeiro de 2011
Nesses últimos dias tenho dado conta de casa (entrada, processo e saída), assisti Marley e eu, dei uma chance a Jim Carey, tirei o aparelho e dei um jeito na coluna.
Dou conta de casa porque é o natural, alguém tem que fazer isso. Há hierarquia pra tudo, se for parar pra pensar. Apesar do jeito na coluna não é tempo de parar. O jeito na coluna tá me impedindo de pensar.
Não li o livro porque não me interesso muito por esse tipo de livro. Também não me interesso muito por esse tipo de filme, que tem crianças e um animal muito esperto. O último que vi e gostei, não me lembro quantos anos eu tinha quando.
Vi Marley e eu porque estava fácil, simplesmente estava começando assim que eu troquei de canal. Vi porque minha mãe achou liiiindo. E minha vizinha, que tem um labrador, também. Não perdi minha noite, mas também não mudou minha vida. É bonito, realmente.
Daí, da mesma forma, assim que eu mudei de canal, estava começando Brilho eterno de uma mente sem lembrança. Vivia com este conflito dentro de mim, entre não assistir porque Jim Carey estava lá, e assistir, porque gosto do título. Jim Carey soube cultivar, como nenhum outro, a minha antipatia. Fico sem saber o que fazer quando passa uma propaganda que seja de algum dos Ace Ventura. Sem pensar, a reação é: Sério mesmo, doido? Em O máscara pelo menos ele era verde, vai...
Resolvi assistir porque dizia lá na sinopse que não era comédia. Dizia também que era com a Kate Winslet e eu gosto dela. E tem um bom título, eu acho. Em português, inclusive, achei mais sonoro que no original: "Eternal Sunshine of the Spotless Mind".
Vi uma meia hora de filme, talvez nem isso. Deu pra mim não, foi mal...
Tirei o aparelho, bixooo. Meu restinho de paciência para aquele monte de coisa que mal cabia na minha boca estava sendo cultivado a muito custo. Não pensei com muita profundidade no monte de obturações que vou ter que trocar/fazer.
E dei um jeito nas costas. Putz... Estou preferindo não acreditar que esta é a primeira de muitas crises, já que tenho genes pra isso. No momento acredito cegamente que tudo isso é fruto de algumas horas de má postura enquanto retirava o bordado de uma saia que ficou fora de moda, coroado com alguns minutos de lavagem de roupa num tanque que me faz precisar curvar.
Bom, mas pense numa gata sou eu sem aparelho!! Quando perceberam que eu estava me achando, trataram de dar um jeito na minha coluna. Caminho com o charme de uma pata, no momento.
Era uma foca, by the way. O animal do último filme desse naipe que vi e gostei. Não era um cachorro, era uma foca. Achei que era bom esclarecer...
Dou conta de casa porque é o natural, alguém tem que fazer isso. Há hierarquia pra tudo, se for parar pra pensar. Apesar do jeito na coluna não é tempo de parar. O jeito na coluna tá me impedindo de pensar.
Não li o livro porque não me interesso muito por esse tipo de livro. Também não me interesso muito por esse tipo de filme, que tem crianças e um animal muito esperto. O último que vi e gostei, não me lembro quantos anos eu tinha quando.
Vi Marley e eu porque estava fácil, simplesmente estava começando assim que eu troquei de canal. Vi porque minha mãe achou liiiindo. E minha vizinha, que tem um labrador, também. Não perdi minha noite, mas também não mudou minha vida. É bonito, realmente.
Daí, da mesma forma, assim que eu mudei de canal, estava começando Brilho eterno de uma mente sem lembrança. Vivia com este conflito dentro de mim, entre não assistir porque Jim Carey estava lá, e assistir, porque gosto do título. Jim Carey soube cultivar, como nenhum outro, a minha antipatia. Fico sem saber o que fazer quando passa uma propaganda que seja de algum dos Ace Ventura. Sem pensar, a reação é: Sério mesmo, doido? Em O máscara pelo menos ele era verde, vai...
Resolvi assistir porque dizia lá na sinopse que não era comédia. Dizia também que era com a Kate Winslet e eu gosto dela. E tem um bom título, eu acho. Em português, inclusive, achei mais sonoro que no original: "Eternal Sunshine of the Spotless Mind".
Vi uma meia hora de filme, talvez nem isso. Deu pra mim não, foi mal...
Tirei o aparelho, bixooo. Meu restinho de paciência para aquele monte de coisa que mal cabia na minha boca estava sendo cultivado a muito custo. Não pensei com muita profundidade no monte de obturações que vou ter que trocar/fazer.
E dei um jeito nas costas. Putz... Estou preferindo não acreditar que esta é a primeira de muitas crises, já que tenho genes pra isso. No momento acredito cegamente que tudo isso é fruto de algumas horas de má postura enquanto retirava o bordado de uma saia que ficou fora de moda, coroado com alguns minutos de lavagem de roupa num tanque que me faz precisar curvar.
Bom, mas pense numa gata sou eu sem aparelho!! Quando perceberam que eu estava me achando, trataram de dar um jeito na minha coluna. Caminho com o charme de uma pata, no momento.
Era uma foca, by the way. O animal do último filme desse naipe que vi e gostei. Não era um cachorro, era uma foca. Achei que era bom esclarecer...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Observe.
Muita coisa mudou desde o dia da análise/inspiração (lê-se: análise barra inspiração). Dentro e fora, principalmente. Quase nada na superfície, no invólucro, mas não posso dizer também que passou por tudo intocável. Já falei alguma coisa sobre O Retrato de Dorian Gray? Não lembro... Muito menos vou checar.
Bom... Vi o filme, não li o livro. Havia, não sei se ainda há, uma sessão no SBT chamada Cine Belas Artes. Passou lá e eu vi por acaso. P&B, coisa que não gosto de fato. Não lembro dos detalhes, claro, mas lembro (e vez por outra penso nisso) da idéia principal (ou o que eu entendi dela). Dorian Gray tinha um retrato seu em casa. Por alguma razão, tudo por que ele passava na vida, ao invés de refletir em sua face, refletia no retrato. Todas as mazelas, todo o sofrimento, todas as perversidades, tudo que marcaria seu rosto sem dó nem piedade, marcava o retrato. Desde então penso que é bem assim mesmo. No geral, temos a cara da vida que tivemos. Daí a "conclusão": se mudou por dentro, se mudou por fora, não tem como o invólucro não ter mudado, já que eu não tenho retrato.
Minha mãe tem o costume de dizer de vez em quando, em momentos fúnebres: É... estamos aqui só de passagem mesmo. Pode parecer, de imediato, que tem a ver com outras vidas, ou alguma coisa assim. Eu que sou uma pessoa de pouca fé (ou de menos fé do que eu gostaria), penso na "passagem" como uma coisa que realmente passa; e rápido, porque não permanece. Digo, se passasse, mas permanecesse um pouco, não seria tão rápido. Mas passa. Simplesmente passa. Continuamente.
Neste último mês eu tive a oportunidade de ver lugares e coisa que eu nunca achei que poderia. Ou até pensei, mas não tão cedo. Quando estava em vários desses lugares, pensei nos poucos que me rodearam e passaram sem ver. Pensei nos vários que me rodeiam e que muito provavelmente vão passar sem ter visto. Doeu pensar nos que eu gostaria que vissem antes de passar. E por fim pensei: Putz! Como tem o que ver nesse mundo!
É preciso tempo. Apesar da relação custo-benefício que persegue um viajante, é quase uma falta de respeito passar por um lugar sem tempo pra sentar de posse de um café e observar. Eu que sou adepta do observe antes de falar, se pudesse dar um conselho para a humanidade, diria: Observem. Tenham tempo para observar. O café fica para os que apreciam...
Poderia dizer contemplar, mas "contemplar" me passar a idéia de que não se pensa sobre. Só se está lá, inerte, contemplando. Inclusive, quase sempre que falo essa palavra prolongo o "a". Contemplaaando. Não sei se dá pra perceber o tom, mas é mais suave também. Contemplaaando. Mas talvez seja só ignorância minha e a eterna preguiça de consultar um dicionário.
Por uma coisa e outra, sou melhor para começar essa nova fase que se inicia. E passou mais um pouco. E eu ainda tenho muito pra ver.
Por essas e outras é que eu acho que devo começar um novo livro. O último foi em 2009. E eu mereço dar uma pausa na Gestão Pública...Licitação (Lê-se: Gestão Pública muitos outros assuntos interessantes mas pouco divertidos Licitação)
Ainda sem trilha sonora.
Bom... Vi o filme, não li o livro. Havia, não sei se ainda há, uma sessão no SBT chamada Cine Belas Artes. Passou lá e eu vi por acaso. P&B, coisa que não gosto de fato. Não lembro dos detalhes, claro, mas lembro (e vez por outra penso nisso) da idéia principal (ou o que eu entendi dela). Dorian Gray tinha um retrato seu em casa. Por alguma razão, tudo por que ele passava na vida, ao invés de refletir em sua face, refletia no retrato. Todas as mazelas, todo o sofrimento, todas as perversidades, tudo que marcaria seu rosto sem dó nem piedade, marcava o retrato. Desde então penso que é bem assim mesmo. No geral, temos a cara da vida que tivemos. Daí a "conclusão": se mudou por dentro, se mudou por fora, não tem como o invólucro não ter mudado, já que eu não tenho retrato.
Minha mãe tem o costume de dizer de vez em quando, em momentos fúnebres: É... estamos aqui só de passagem mesmo. Pode parecer, de imediato, que tem a ver com outras vidas, ou alguma coisa assim. Eu que sou uma pessoa de pouca fé (ou de menos fé do que eu gostaria), penso na "passagem" como uma coisa que realmente passa; e rápido, porque não permanece. Digo, se passasse, mas permanecesse um pouco, não seria tão rápido. Mas passa. Simplesmente passa. Continuamente.
Neste último mês eu tive a oportunidade de ver lugares e coisa que eu nunca achei que poderia. Ou até pensei, mas não tão cedo. Quando estava em vários desses lugares, pensei nos poucos que me rodearam e passaram sem ver. Pensei nos vários que me rodeiam e que muito provavelmente vão passar sem ter visto. Doeu pensar nos que eu gostaria que vissem antes de passar. E por fim pensei: Putz! Como tem o que ver nesse mundo!
É preciso tempo. Apesar da relação custo-benefício que persegue um viajante, é quase uma falta de respeito passar por um lugar sem tempo pra sentar de posse de um café e observar. Eu que sou adepta do observe antes de falar, se pudesse dar um conselho para a humanidade, diria: Observem. Tenham tempo para observar. O café fica para os que apreciam...
Poderia dizer contemplar, mas "contemplar" me passar a idéia de que não se pensa sobre. Só se está lá, inerte, contemplando. Inclusive, quase sempre que falo essa palavra prolongo o "a". Contemplaaando. Não sei se dá pra perceber o tom, mas é mais suave também. Contemplaaando. Mas talvez seja só ignorância minha e a eterna preguiça de consultar um dicionário.
Por uma coisa e outra, sou melhor para começar essa nova fase que se inicia. E passou mais um pouco. E eu ainda tenho muito pra ver.
Por essas e outras é que eu acho que devo começar um novo livro. O último foi em 2009. E eu mereço dar uma pausa na Gestão Pública...Licitação (Lê-se: Gestão Pública muitos outros assuntos interessantes mas pouco divertidos Licitação)
Ainda sem trilha sonora.
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