Sabe o filme 2 Filhos de Francisco? Vi outro dia novamente da metade para o final.
Tem uma parte que Francisco se pergunta perguntando para Helena o que havia dado errado naquele sonho. Helena diz que não sabe de sonho nenhum não, que foi acordada que ela criou os meninos.
Se você vê os mesmos filmes, ouve as mesmas músicas ou ler os mesmos poemas em diferentes fases da vida, observa, reflete sobre e guarda coisas diferentes. Pela primeira vez refleti sobre o que Helena falou. Foi acordada que criei esses meninos.
É acordada, sem vertigem ou filosofia, que eu vivo hoje (pelo menos até resolver umas questões acolá). Curto muito não, respondendo ao que eu acho que você perguntou.
Estou lendo O Dia do Curinga nos momentos de ócio no trabalho. São meus momentos de filosofia e olhe que nem estou amando o livro.
Os momentos de filosofia, vertigem, sonho foram sendo substituídos pelas responsabilidades, que são muito mais duras, mais densas. É física, quase. Se você coloca responsabilidade no lugar da filosofia no espaço da sua vida, ela vai ocupar o mesmo espaço, mas vai pesar muito, mas muito mais. E olhe que nem estou falando em beleza!!
Há muito pouco o que se fazer agora. O importante é perceber que as responsabilidades só crescem e vão continuar crescendo, mas o espaço da sua vida não. O quanto antes se perceber isso melhor. E tem jeito da vida voltar a ser leve? Eu acho que não. Tem jeito de fazer de conta que é. Porque o que é denso também pode ser doce.
A filosofia, o sonho, a meditação, a vertigem estão aí e continuam fazendo um bem danado.
Quando não me exigem toda a concentração do mundo (ou quando essas vozes ao meu redor me levam ao julgamento ou à ânsia), ouço música.
De Lulu Santos e Nelson Motta. Eu gosto da música, só isso. Não há reflexão.
Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver
Hoje eu não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
tudo bem
Já não tenho dedos pra contar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
Tudo bem, tudo bem
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
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