quinta-feira, 25 de março de 2010

I'm the master of my faith, I'm the captain of my soul

Ontem fui ao cinema ver Invictus. Apesar de ter chegado cedo ao shopping, consegui perder os primeiros 5 minutos de filme graças à porteira das salas. Se ela estivesse lá na hora da saída, certamente teria colocado o início pra eu ver. Ah se teria...

Há tempos não ia ao cinema e isso começou a me fazer falta. Cinema é das poucas opções de lazer que dá pra ir sozinho. Acho que ja falei antes por aqui, eu gosto do protocolo do cinema. Chegar cedo pra não pegar fila e chegar cedo na segunda fila, pra poder escolher o lugar. A pipoca, o refrigerante, o chocolate, a água mineral e o chiclete (porque os outros 4 acabam até a metade do filme). Uma vez ouvi alguém de cinema falando na tv que achava quase um sacrilégio entrar no cinema com pipoca. Fazer aquele barulho e atrapalhar a concentração de pessoas como ele. Bom, se ele um dia sentasse ao meu lado entenderia a razão de ser do protocolo. Não hoje, porque meu aparelho dentário não me permite comer pipoca...

Bom, o fato é que a minha reestreia no cinema foi com Invictus. Saiba um pouco além do meu nome pra ter certeza de que eu voltei pra casa emocionada, em estado de extase, com os olhos marejados. Gente me emociona! Pessoas juntas, grupos enormes, ideais comuns... Isso me emociona.
Mogan Freeman é pra mim um dos melhores. Em muitos momentos vi apenas Nelson Mandela na tela, com aquelas batas em tecidos africanos.

Vim dirigindo pra casa e, não sei se porque era tarde da noite, me vieram os pensamentos. Nelson Mandela me pareceu alguém que, ao longo da vida (30 anos dela preso), se livrou completamente de todas as mazelas humanas. Ou que manteve apenas as necessárias para torná-lo de verdade, mas utilizando-se delas com raridade. É mais ou menos como Franssois pergunta a si mesmo no filme: Como é que um homem que passou 30 anos de sua vida preso sai da prisão pronto pra perdoar aqueles que o colocaram lá? Talvez não tivesse o perdão do mundo dentro de si. Talvez estivesse lutando para ser e fazer melhor do que fizeram antes dele, o que incluia passar por cima de toda mágoa. Se eu continuar, capaz de transformar Nelson Mandela no pior dos seres...
Mas o que eu quero realmente, pra falar a verdade, é acreditar que esse homem sem mazelas existe sim. Existe alguém capaz de perdoar assim, de coração e por completo. Existem pessoas cujos ideais vão muito além da própria satisfação pessoal e profissional.
Como o próprio Mandela fala, segundo um filme, na vida, precisamos de inspiração.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Por alguns instantes achei que tinha desistido disso aqui mais uma vez...

Percebi hoje, o dia mais improdutivo da minha vida, que ela, minha vida, passou a receber doses homeopáticas de música e poesia. Percebi, e levei um dia de improdutividade pra isso... Melhor! Admiti, e levei um dia de improdutividade pra isso, que minha vida é nada sem trilha sonora; que minha vida é nada sem um belo verso.

As doses homeopáticas não funcionaram. Eu beiro a overdose e é assim que tem sido. Deixo de ser profunda demais na vida, mas sou visceral de sentimento. E o engraçado é que é simples... Tudo mais simples e leve, quando se tem (e se sente) o maior amor, a maior paixão do mundo dentro de si.

Estou apaixonada pela vida que vou ter. Já tem trilha sonora. Alguém sugere um verso?


O título tinha que ser esse. Esse que é quase um bordão.