sábado, 3 de outubro de 2009

Hoje à noite eu gostaria de me permitir e escrever sobre amor. Não sei se o tema seria exatamente esse, na verdade. Algumas coisas têm passado na minha cabeça de tempos em tempos e, como de costume, quis escrever sobre. Num limite, é por isso que esse blog existe.

O início dos meus pensamentos está em Vinícius de Moraes. Acabo me repetindo quando falo nele, mas como disse no início, hoje estou me permitindo, sem censura.
Como ia dizendo, meus pensamentos partem dele por vários motivos. Em especial porque desde que soube que ele tinha se casado 8 vezes fiquei intrigada. Fiquei meio decepcionada, pra ser mais sincera. Quando li o Soneto de Fidelidade pela primeira vez, na prova de seleção para entrar no colégio em que eu fiz o ensino médio, achei que Vinícius tinha amado muito, mas que tinha se dedicado a estar com uma única mulher a vida inteira. Engraçado que naquela época eu errei a questão porque não sabia que sonetos eram feitos de versos decassílabos : )... Logo eu!! Mas também eu tinha 14 anos e provavelmente decassílabos eram “certinhos” demais pra mim. E engraçado também porque achei isso apesar do final do poema (mas que seja infinito enquanto dure). Parece que preferi ignorar o final, no auge dos meus 14 anos, chegando ao auge da minha fé na humanidade.
Não vou me lembrar quando nem onde, mas ouvi alguém falando que Vinícius se casou 8 vezes porque não suportava não estar apaixonado. Escutei/li isso bem além dos meus 14 anos e fez sentido pra mim. É difícil não estar apaixonado, pensei por um instante. É difícil não estar apaixonado, penso nisso agora. Não é exatamente difícil, difícil não é a palavra. Triste muito menos!! Seria: É tão melhor quando se está apaixonado. É, talvez seja isso.

Voltando ao assunto cinema, hoje assisti Juno pela xxx vez. É um filme meio adolescente. Gosto do título (pouco criativo, mas gosto), da capa do dvd, da trilha sonora principalmente e do jeito que Ellen Page fala (dos diálogos, sendo mais específica). É bobo, mas eu gostei do final. Não imaginei que seria daquele jeito. E me emocionou na primeira vez que vi. Ah, sou mulher, como outra qualquer. Estou na maioria que se emociona quando o assunto é filho, família...
O filme tem uma cena em que Juno conversa com o pai dela sobre a possibilidade de duas pessoas permanecerem juntas e felizes pela vida inteira. O pai dela diz que não é fácil, mas que acha que é possível sim. Fala várias coisas bem comuns de se ouvir e por fim diz algo como: Existe uma pessoa que acha que the sun brights on you. E é essa a pessoa que você deve escolher. A pessoa que acha que o sol brilha em você : )

Eu penso em como é bom e emocionante se apaixonar (falo do processo), mas como é bonita a cumplicidade que só o tempo, incluindo o processo, pode promover. Chega a ser injusto como nós queremos, nem que seja por um dia, exatamente o que não temos. Vinícius passou a vida inteira evitando o tédio do amor e Juno, no auge dos seus 16 anos, só queria isso. Vinícius chegou ao fim da vida cansado, eu acho...

Não tenho conclusões a respeito disso.

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