segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Hoje o dia é cinza, frio, deslocado. É como se viessem cobrar aquele dia que foi quente e bonito do inverno hoje. Naquele dia não achei deslocado (e nem muito menos que cobrariam hoje).
Hoje eu passaria o dia sozinha, em silêncio. Caminharia... Respiraria longa e profundamente. Pegaria Quintana e leria assim:

AS DESPEDIDAS
Nas despedidas
O mais doloroso é que
- tanto o que fica como o que vai embora -
Poem-se os dois a pensar:
"Meu Deus! quando é que parte o raio deste trem!

E respiraria longa e profundamente.
Desta vez sentada... Até que o sol resolvesse sair novamente e aquecesse o que tem de bom dentro de mim.

Talvez por dó de mim, hoje amanheceu segunda-feira e é impossível o silêncio e a solidão.
Mas não Quintana.

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