Ontem eu fui ao show de uma cantora canadense chamada Avril Lavigne. Lê-se Avril, não Eivril, como sugere a intuição. Aliás, não ouse falar Eivril diante de um fã.
Fui para fazer companhia à uma prima que veio especialmente para este show. Fui achando que conhecia duas músicas, mas o fato é que conhecia ao menos umas sete.
Chegamos cedo para garantir um bom lugar. Sobre o bom lugar dela? Meus 10 anos a mais discordam.
O show começou depois de quase duas horas de espera, suor, pouca água. Os primeiros acordes me fizeram entender o que o jornalista quis dizer com “adolescentes ensandecidos”, quando descreveu o primeiro show da ditacuja em São Paulo. Nesse momento encontrei meu bom lugar e curti as músicas que eu conhecia e pensava: Ah essas músicas numa voz levemente menos irritante...
Meu bom lugar era onde estavam os que mediam por volta de um metro e trinta e os que os acompanhavam. Lá foi onde o ar também escolheu ficar. Ah o ar...
Na banda tinha um guitarrista que também tocava outros instrumentos e que, por isso, não era o guitarrista principal. Cantou uns tantinhos de música e eu quis que o show fosse dele. A voz entrou nos ouvidos como se acarinhasse as estrias que latejavam desde o primeiro Thank youuu da cantora principal. E se me permitem um comentário, todo charme que o palco, as luzes, a guitarra podem dar a uma pessoa estava ali, acompanhado do sorriso e da vertigem de quem só queria estar ali. Eu quero isso pra mim. O sorriso e a vertigem.
Passou da meia-noite, tornei 27. Com certo charme, certo sorriso, certa vertigem. Pareceu 31 de dezembro, me fiz promessas.
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