segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Seis empadas... divididas por duas andorinhas...

Foi o que Tistu respondeu ao seu professor. Por causa disso, o professor escreveu ao Sr. Papai: Prezado senhor, o seu filho não é como todo mundo.

Em homenagem ao dia das crianças, eu li "O menino do dedo verde".

Ganhei o livro no meu último aniversário, em agosto, com uma linda dedicatória. Alguém, sabendo que eu vivia para preencher lacunas na minha vida, achou que essa era uma lacuna muito grande.
Só resolvi preencher neste final de semana, véspera do dia das crianças.

O livro conta a estória de Tistu, o menino do dedo verde. Foi escrito por Maurice Druon, em 1957.
Pasme! Eu li a 86 edição. Adorei isso. : )

Li na internet que esse foi o único livro infantil do Maurice Druon. Uma lástima, se me permite.

O livro é fofo. Tem aquela coisa de achar graça das atitudes das pessoas grandes. Meio O Pequeno Príncipe. (parece que é coisa de francês...)
Os capítulos tem títulos engraçados. Eles contam o que vai acontecer, mas sem contar o que acontece.
Capítulo 18: No qual algumas pessoas grandes acabam renunciando às suas idéias estabelecidas

Começa assim...

Tistu é um nome esquisito, que a gente não acha em calendário algum, nem do nosso país nem dos outros. Não existe um São Tistu.
Mas havia, no entanto, um menino a quem todos chamavam Tistu... E é preciso explicá-lo.Um dia, mal acabava de nascer e parecia um grande pão no bercinho de vime, fora levado à igreja para ser batizado. Um padrinho de chapéu preto e uma madrinha de mangas compridas declararam ao padre que ele se chamava João Batista.
Nesse dia, como quase todos os bebês em idênticas circunstâncias, o coitadinho protestou, gritou, ficou vermelho de chorar. Mas as pessoas grandes, que não compreendem os protestos dos recém-nascidos e teimam em sustentar suas ideias pré-fabricadas, garantiram com a maior firmeza que o menino se chamava mesmo João Batista.
Mas em seguida, mal a madrinha de manga comprida e o padrinho de chapéu preto o recolocaram no berço, deu-se um fato curioso: as pessoas grandes já não conseguiam pronunciar o nome que lhe haviam dado, e puseram-se a chamá-lo de Tistu.O fato, aliás, não é tão raro assim. Quantos meninos e meninas foram registrados no tabelião ou na igreja com os nomes de José, Maria ou Antônio, e só são chamados de Juca, Cotinha ou Tonico!

Vou ficando por aqui.
Quer dizer... Não sem antes dizer que o pônei de Tistu se chama Ginástico!
Agora sim.
Tchau!

4 comentários:

  1. Eu li esse livro quando tinha uns 10 anos... Mudou minha vida... Não, não foi tão dramático assim... É que quando estava na metade, distraído, sem querer, abri na última página e li...


    (atenção, spoiller ahead)

    "Tistu era um anjo".

    Você não pode imaginar a minha decepção... a dor de saber que na metade seguinte do livro eu não viveria o mistério de saber que Tistu não era um menino como eu, mas um anjo. Desde então nunca mais tive coragem de abrir um livro na última página...

    Em tempo, nunca consegui ler Tistu. Sempre lia Titsu. Vai entender.

    Beijos um pouco alcoolizados desde Viçosa,

    A

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  2. Ah eu fiz isso também!!! Mas já ia começar o último capítulo. Malditas letras grandes e separadas do texto normal!

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  3. Letrinhas grandes separadas do texto normal, vão se fuder!

    (acho que estou confundindo os textos, mas bom... culpe o cansaço da viagem de volta). Em tempo, quero o dvd emprestado! Ou melhor, fazemos festa (pizza e coca-cola já é festa, né ?) pra vê-lo, que tal ? Beijos, A

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