
De Mário Quintana.
Se eu fosse um padre
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!
Quintana já foi jovem mas, na minha cabeça, sempre será velhinho. E o que leio, (e da maneira que leio), é a poesia de um velhinho.
ResponderExcluirQuando penso em poesia, não penso em Deus, mas na transgressão que não associamos a Ele. Mais ou menos como dizia F. Gullar: "A poesia. Quando chega. Não respeita nada."
Quem sabe os dois estejam certos.
Ou vai ver, o "sempre leva a Deus" do Quintana signifique exatamente o mesmo que a falta de respeito do F. Gullar. Como se o sentimento fosse o mesmo, mas provocasse reações diferentes no velhinho e no outro.
ResponderExcluirBom, não sei! :)
O poema estava num site, ao lado uma foto do bom velhinho. Li e olhei a foto. Provocou em mim um sentimento bom, um sorriso no rosto. Por pouco não movimentei a cabeça dizendo: hummm O senhor que escreveu isso, né?...
Quis compartilhar.